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Março 2006 - Posts

O Museu Nacional da Imprensa, de Portugal lançou no dia 4 de novembro de 2005 o "Museu Virtual do Cartoon", durante a abertura oficial do VII PortoCartoon-World Festival.

A "inauguração" deste museu foi feita pela Ministra da Cultura de Portugal, acompanhada da Presidente da FECO (Federation of Cartoonists Organisations) Marlene Pohle, do presidente do júri do VII PortoCartoon, G. Wolinksi e do director do Museu Nacional da Imprensa, Luís Humberto Marcos, autor do projecto.

Localizável aqui, o novo museu virtual pretende ser mais uma etapa na atenção que o Museu da Imprensa tem dado ao cartoon desde a sua inauguração, em 1997.

Este novo projecto insere-se no quadro da Galeria Internacional do Cartoon que está a ser criada e visa a divulgação global de um conjunto de referências que assinalam a importância do desenho de humor no mundo. Trata-se de um projecto que irá fortalecer-se com o protocolo assinado entre a FECO e o Museu Nacional da Imprensa.

Ainda na sua 1ª fase, o Museu Virtual do Cartoon deve ser visto como um espaço dinâmico que pretende valorizar a linguagem universal do cartoon, na "linha de excelência do humor" que tem marcado o PortoCartoon.

Está dividido em vários "espaços", dos quais se destaca a Galeria de Honra, onde se podem encontrar vários marcos da história da caricatura, a partir do século 19.

Nas outras secções pode aceder-se a informação sobre: cartunistas; concursos e festivais; museus e galerias; organizações de cartoon e notícias. É de destacar ainda um item dedicado especialmente ao PortoCartoon-World Festival.

Nesta primeira fase, o museu é feito em duas línguas (português e inglês), devendo mais tarde ter também versões em espanhol, francês e alemão.

O projecto tem o apoio do Programa ON e foi desenvolvido pelo Instituto Multimédia.

Fonte: Observatório da Imprensa

 

António Moreira Antunes nasceu a 12 de Abril de 1953 em Vila Franca de Xira. Iniciou a sua formação artística na Escola António Arroio, em Lisboa, e frequentou seguidamente a Escola Superior de Belas Artes. A sua formação proporcionou-lhe uma ampla variedade de escolhas tendo o artista optado pela comunicação de massas, que sempre o havia fascinado, aos 21 anos.

Iniciou então a sua brilhante carreira no dia 16 de Março de 1974, coincidindo com o golpe das Caldas, com um desenho simbólico - que viria a ser premonitório da revolução próxima - incluído na edição desse dia do jornal "República". António Antunes dá os primeiros passos no mundo da comunicação social "por brincadeira" dado a sua área de actuação estar bastante limitada pela acção do Estado Novo.

Depois da queda do Regime, após breves períodos no "Diário de Notícias", "A Capital", "A Vida Mundial" e "O Jornal", António inicia a sua participação no semanário Expresso em Dezembro, a qual mantém até à data. Quase um ano depois nasce "Kafarnaum", uma polémica banda desenhada cujas cem tiras viriam a ser incluídas no primeiro livro do cartoonista.

A prolífica carreira do artista português não passa despercebida à crítica internacional e a sua obra é mostrada em exposições internacionais em cidades como Bona, Osnabruck, Dusseldorf, Wiesbaden, Macau, Rio de Janeiro; além do reconhecimento nacional que cedo obteve, acompanhado de exposições em Lisboa, Estoril e Porto.

Exemplo da apreciação positiva feita pela crítica internacional é a atribuição do Grande Prémio no XX Salão Internacional de Cartoon em Montreal, em 1983, a um pastiche da invasão israelita do Líbano de sua autoria em que a imagem original de uma fotografia chocante da II Guerra Mundial mostrando mulheres e crianças judias sendo empurradas para Auschwittz por soldados *** é transformada numa incisiva crítica à invasão, colocando soldados israelitas em lugar dos *** e libaneses em lugar dos judeus. A polémica gerada por esse pastiche foi das mais intensas que nasceram em torno da obra de António.

Após a atribuição do Grande Prémio, o artista vê as suas obras serem assiduamente divulgadas pela "Cartoonists & Writers Syndicate", uma reconhecida agência internacional no seu catálogo "Views of the World". Além dessa publicação dos trabalhos de António, foram editados vários livros reunindo grande parte da sua produção artística.

Além de cartoons e caricaturas, António realizou iniciativas como a produção de peças de cerâmica representando figuras da actualidade política nacional e de baralhos de cartas de jogar com a mesma temática, nos anos 80.

A formação do seu próprio estilo partiu de bases muito fortes que recolheu na obra de Brad Holand e de David Levine. A partir daí nasceu um estilo muito próprio e de traços muito marcados e com grande originalidade. A caricatura foi de início a faceta principal dos trabalhos de António; seguidamente adveio uma fase de cartoon, unindo a mensagem escrita às imagens; ultimamente recorre mais frequentemente a uma forma que diz ter mais a ver consigo, usando metáforas e símbolos.

O carácter incisivo muito próprio do artista fez com que, a espaços, os seus trabalhos causassem discussões acesas e motivassem polémicas desde os anos 70, originando mesmo processos judiciais que no entanto não tiveram provimento. A mais recente e grave polémica foi porventura a causada pela publicação do Preservativo Papal, um cartoon datado de 1992 representando João Paulo II com um preservativo pendendo do nariz. O cartoon teve repercussões a nível mundial, quer com manifestações de condenação veemente, quer com outras de solidariedade para com o artista.

Disse o artista acerca da sua obra: "- O meu discurso evoluiu e tornei-me mais sintético, larguei a palavra e portanto é um discurso mais difícil. Eu acho que é um desafio mais difícil, tentar comunicar sem palavras. Quando as coisa são bem conseguidas, é mais gratificante, mais universal, pode até ser mais efémero, porque é sinal que se encontrou mesmo em relação a um acontecimento preciso, uma forma, uma abordagem que, de alguma forma, transcende o próprio acontecimento, já que ele só fica com símbolos. Isto tem os seus custos do ponto de vista narrativo. É mais difícil contar histórias desta maneira mas é mais aliciante para mim. Isto não é regra porque eu acho que cada autor, quer seja de escrita ou desenho, vai à procura do fato que melhor lhe assenta. Eu sou melhor a fazer símbolos e, naturalmente, conforme fui evoluindo fui-me aproximando de uma coisa que tem mais a ver comigo e me dá mais gosto. É um desafio mais complexo. Estou a correr por gosto."

Esta visão da sua obra e da sua arte, um carácter de inconformismo vivo e crítica mordaz, uma enorme energia e um talento incontestado criaram aquele que é porventura o melhor caricaturista e cartoonista político nacional da actualidade que alia um humor subtil às suas criações.
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The Family Guy - GroupPara aqueles que nunca ouviram falar em tal coisa, até pode parecer que me estou a referir aos simpsons, essa familia que tão depressa é desvairada como capaz de demonstrações de amor e respeito com uma pitada de humor. Tirando o facto desta ser a família mais conhecida do mundo, e é um facto que o pai é realmente da "pesada", desta vez refiro-me a outra familia. Em inglês a série de televisão dá pelo nome de "Family guy" (titulo que se manteve em portugal) e que no brasil optaram por traduzir para "Uma Famíla da pesada", estes episódios conseguem ombrear com os outros cinco, sendo mais que muitas vezes geniais. Sendo eu um fan incondicional dos simpsons, não só pelas personagens, mas também pelo estilo simplista com que Matt Groening as desenha, eis que aparece esta outra familia, que, contra tudo o que previa, me pôs indeciso sobre a quem prestar a minha preferência. E, há medida que o tempo vai passando me vejo a correr para a frente do ecrâ para não perder mais uma "aventura".

Infelizmente esta série só está disponivel para uma pequena minoria, pois pertence ao Canal Fox (CAbovisão), mas que acredito que fazem as delícias de todos aqueles que, à 24h, todos os dias, se sentam no lugar mais confortável da divisão para desfrutarem destas histórias. A verdade é que já dei por mim a rir às gargalhadas com as cenas debitadas a um ritmo hilariante!

O humor é muito mais picante, mais apurado, mais... enfim, tem muitos argumentos para se tornar uma série de culto. E é fácil comparar com os simpsons , pois logo de seguida é a série que se apresenta.

Eis então a apresentação:
(retirado do site MundoFOX.com.br)

"O criador/produtor executivo Seth MacFarlane apresenta esta comédia animada que retrata as atribulações e desafios diários da vida em família, com as distorções e o toque irreverente que só a animação pode produzir.

Peter Griffin é o pai de uma típica família da classe média da Nova Inglaterra. Lois é a amorosa esposa de Peter, que luta para manter alguma rotina e normalidade na vida familiar. Completando a casa dos Griffin estão seus filhos: a adolescente Meg; o folgado Chris de 13 anos e o filho mais novo, Stewie, um bebê terrível que já começou a conquistar o mundo. E depois, vem Brian, o cão da família, o mais racional do grupo.

Seth MacFarlane é o criador/produtor executivo e David Zuckerman é o produtor executivo de “Family guy”, que é uma produção da 20th Century Fox Television Production."

Sem dúvida a melhor série de animação que apareceu por aí nos últimos tempos. Só faltam os prémios, mas se não os houver, paciência, pois já é série de culto. Já agora, se alguém tiver mais informações sobre este tema, por favor contactem-me!!

Nos últimos tempos, a imprensa mundial e a opinião pública foram invadidas por uma polémica que, segundo muitos, teve como origem a publicação de uns cartoons.

Depois das fogueiras da inquisição e de outras formas de censura, que marcaram outros períodos da nossa História, estava longe de imaginar que hoje, a arte e o humor pudessem estar na base de um conflito como o que marca a actualidade mundial.

Apelidada por alguns de “pedaços menores de arte”, a imagem impressa tem desempenhado, ao longo dos tempos, um importante papel social, dada a sua reconhecida capacidade de penetração no imaginário popular.

Através de uma linguagem simples e directa, a imagem, e muito particularmente a Caricatura ou Cartoon, conseguem que uma determinada mensagem atinja o receptor sem a necessidade de grandes análises para o seu entendimento.

Contudo, a sua principal característica - o poder de crítica, transmitida por meio do humor e da ironia tem sido muitas vezes utilizada como uma arma mordaz e sarcástica, que adquire principal evidência quando este potencial expressivo provoca acesas discussões sociais e políticas.

A sua carga de ironia violenta e irreverente, muitas vezes exagerada e desenfreada, a aponto de atingir duramente o seu objecto, acaba muitas vezes por ridicularizar membros do poder e outras personalidades, tornando-os alvo de chacota e riso generalizado, podendo mesmo chegar à ridicularização de uma cultura inteira.

Foi com este argumento e com o pretexto da publicação num jornal dinamarquês de uma série de cartoons, em que aparecia a figura do profeta Maomé, que um grupo de radicais islâmicos incendiou o mundo muçulmano e trouxe para a opinião pública mundial uma revolta sem precedentes com consequências, para já, imprevisíveis.

Apesar de considerar que devemos respeitar todas as crenças religiosas, desde que estas sejam merecedoras desse respeito, também vejo com naturalidade que as possamos criticar, principalmente quando ao abrigo de um pretenso fervor religioso, alguém se permite cometer os maiores abusos, deturpando totalmente os valores que certamente sustentam essa religião.

Sou um grande admirador da civilização árabe, da arte islâmica e respeito muito o legado histórico indelével que esta deixou na nossa região, e que ainda hoje nos marca.

Não compreendo, porém, como um punhado de extremistas, invocando pretensos valores morais e culturais, pretendam por em causa toda uma construção democrática de centenas de anos, curiosamente os mesmos que ainda separam o ocidente do mundo muçulmano.

Que por detrás desses valores que agora defendem se escondam a tortura, o apedrejamento e a rejeição de quem, mesmo comungando da mesma religião, pensa de maneira diferente da sua.

Que os mesmos que humilham mulheres e homens e praticam a excisão feminina, queiram agora fazer crer que, por causa de umas infelizes caricaturas, se revoltam com um, já velho, ódio contra tudo o que é ocidental.

Considero esta polémica gerada em torno dos cartoons, uma verdadeira caricatura da sociedade ocidental, que assustada por um grupo de radicais islâmicos, procura através de desculpas, discussões e discursos políticos patéticos apresentar como causas, a imprensa, a liberdade de expressão ou qualquer outro álibi politicamente correcto para esconder um problema muito mais complexo – o medo deste islamismo radical, que atenta contra os nossos valores e os nossos líderes, que se faz explodir em comboios e espalha no ar um assustador pânico que ainda continua muito presente na memória dos europeus.

Permitir esta submissão a um grupo extremista com pensamentos medievais, que não representa a maioria dos muçulmanos, é abdicar de uma conquista da sociedade ocidental, assente em valores como a liberdade, democracia e tolerância próprias de um mundo pluralista e intelectualmente desenvolvido.

Querer que todos os não muçulmanos se submetam às proibições do Corão, seria o mesmo que as comunidades Hindus, que não comem carne de vaca, se revoltassem contra outros povos que o fazem. A situação seria, igualmente ridícula.

Apesar de tudo, esta polémica levantou algumas questões que não devemos descurar. O enorme fosso que nos separa do mundo islâmico, e a necessidade de promover um maior diálogo que conduza à tolerância e compreensão entre estas e outras comunidades.

A influência do cartoon enquanto barómetro da consciência democrática. A força e influência da imagem, a ponto de pôr em causa a liberdade de uma democracia, o que evidencia a importância e responsabilidade dos seus responsáveis em saber gerir e procurar o equilíbrio entre a sua sensibilidade, o bom senso, a oportunidade e a liberdade de expressão. Mais importante do que a liberdade de expressão é o uso que se faz dessa liberdade.

Artigo: Rui André - Fonte: Barlavento

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david-soares.jpgDavid Soares vai estar presente, próxima quarta-feira, dia 29 de Março, na apresentação do seu novo livro, "Os Ossos do Arco-Íris", no fórum da FNAC de Almada, pelas 21H30. Será um evento partilhado com a apresentação de "Os Melhores Contos de H. P. Lovecraft", com a presença de Fernando Ribeiro (Vocalista de Moonspell, que traduziu e colaborou na elaboração dessa edição). As apresentações serão conduzidas por João Seixas.

"Os Ossos do Arco-Íris" e "Os Melhores Contos de H. P. Lovecraft" são edições da Saída de Emergência. (www.fiodanavalha.pt)

O humor, o sarcasmo e o absurdo das pequenas histórias de Franquin compõem um retrato pouco lisonjeiro da condição humana. Há livros que valem pelas ideias neles contidas. No caso de André Franquin, estas (as suas) eram muitas vezes negras, marcos na carreira de um autor que procurou sempre as mais diversas formulações. É o caso desta edição da Witloof, que publica “Ideias Negras” em formato integral, reunindo num único volume aquilo que antes se encontrava repartido em dois.

Após o sucesso comercial de séries como "Spirou" ou "Gaston Lagaffe", esta obra marca o regresso do belga ao panorama editorial português, ainda que aqui num registo pouco conhecido para muitos dos seus leitores habituais. Na sequência da celebração do “disparate puro” do irreverente Lagaffe — série que, pelo traço mais solto, prenuncia já “Ideias Negras” —, é a sua criação mais pessoal, permitindo descobrir outra faceta de um autor que sempre se pautou pelo humor irreverente.

Feita de parceria com o argumentista Yvan Delporte (isto para além de outros “ideólogos”, como Luc Degotte e Gotlib, autor da genial criação Gai Luron), “Ideias Negras” tem início em Dezembro de 1976 num dos suplementos autónomos da revista “Spirou”, “Le Trombone Illustré”, transitando mais tarde, já na década de 80, para a revista “Fluide Glacial”. A sua publicação em álbum data de 1983 mas o atraso da sua publicação em Portugal não lhe retirou pertinência nem actualidade — até pelo tema em questão, em que se apresenta a realidade sob o seu lado mais incongruente. É, indubitavelmente, uma obra por onde se insinua um humor corrosivo que fustiga tudo e todos — só ele conjugaria marcas tão distintas para sublinhar o cómico em confronto com a irrisão do absurdo e do escatológico. É o caso, a título de exemplo, do “gag” de abertura, em que mostra um japonês a praticar “hara-kiri” e a dizer sarcasticamente que as suas vísceras estão cancerígenas...

Vistas no seu conjunto, todas as silhuetas destas pequenas histórias a preto e branco — cobertas muitas vezes de estiletes, de pêlos ou de vísceras a explodir — não deixam de expor também qualquer coisa de angustiante e de vertiginoso. Mas, ao que se sabe, era mais do que isso: essa veia destrutiva, com que Franquin tantas vezes brinca para fazer surgir as formas mais aterradoras de realidade, foi também sinal da depressão com que o autor conviveu durante muito tempo.

A contundência das suas observações já vinham de trás. Em “Chauchemarrant”, por exemplo, série de episódicos desenhos que faz a partir de 1971 para diversas publicações, deixa já à vista uma galeria de monstros disformes. Mas é em “Ideias Negras” que estes vão tomar formas ainda mais disfuncionais, em associação com o riso, literalmente submerso em bílis negra — também patente, aliás, nas célebres assinaturas que complementam cada “gag”.

Talvez tudo isto fosse um aviso do que estava para vir. No prefácio deste livro, assinado por Gotlib, fica inscrito que Franquin fitou certo dia um olho a planar no céu de Bruxelas. Desde então, acrescenta Gotlib, este passou a dilacerar “o papel como que com golpes de punhal”. Que assim tenha sido ou não, o facto é que a obra parte de uma premissa simples: até que ponto pode o homem levar a estupidez? No caso presente, o mundo — o nosso, aqui nas suas verdadeiras cores, o preto e branco — passa a ver visto como o pior dos pesadelos. É uma espécie de negativo da existência, onde qualquer que seja a forma que tomem as criaturas — os odiados militares (que sempre cobriu de ridículo, mesmo nas aventuras de Spirou), toureiros, defensores da pena de morte ou padres —, quase todas saem trucidadas. É por essa razão que, mais do que um manual de situações absurdas, “Ideias Negras” fica também como um desopilante delírio sobre os limites da consciência, um manifesto corrosivo a oscilar entre Beckett e o riso ácido de publicações como “Hara-Kiri” ou “L’Echo de Savannes” (sob os auspícios de Gotlib e Mandryka).

No final, vê-se um abutre batendo as asas atrás de uma personagem, rasgando a noite. Poderia ser interpretada como uma metáfora da ausência de limites para a expressão do que é “politicamente correcto” ou, se preferirem, como mais uma “gaffe” à maneira de Gaston; uma forma de prolongar a sabotagem.

"Ideias Negras"
AUTOR: Franquin
EDITOR: Edições Witloof
75 págs., 12.74 euros

Ler também:
A Biografia de Andre Franquin