Morris (Maurice de Bevere) - Criador do divertidíssimo cowboy Lucky Luke, o belga Maurice faleceu no último dia 16 de julho de 2001, aos 77 anos de idade, em conseqüência de uma embolia. Mais conhecido pela alcunha de Morris, o artista nasceu em 1º de dezembro de 1923 na cidade de Courtrai, Bélgica. Embora sua carreira tenha começado no meio publicitário, no qual trabalhou com animação durante a década de 40, Morris só começou a galgar os caminhos da fama quando criou, em 1947, um certo vaqueiro que disparava mais rápido que a própria sombra. O sucesso da história "Arizona 1880" fez de Luke um personagem fixo da revista "Spirou". Por sinal, os estudiosos do mundo dos quadrinhos se lembram com saudades desta revista, que reuniu um criativo grupo de quadrinistas conhecidos como "École de Charleroi" (em francês, a "Escola de Charleroi").
Nos anos 50, Morris se mudou para os Estados Unidos, onde morou durante seis anos. De lá, continou a produzir as aventuras de Luke e seu inteligente cavalo Jolly Jumper. Só quando voltou para a França é que conheceu o roteirista René Goscinny, criador do imortal gaulês Asterix. Os dois se tornaram parceiros e, a partir daí, as aventuras do caubói ganharam um ritmo inesperado. Surgiram os Irmãos Dalton, os onipresentes vilões da série, e o cachorro Matuto, sátira ao herói canino Rin-Tin-Tin. Depois da morte de Goscinny, em 77, Morris começou a publicar Lucky Luke na revista "Pilote", o último legado de seu amigo roteirista. Por mais que ele tenha tentado, em março de 74, uma revista própria com o herói (e que não deu muito certo...), o sucesso de Morris se deu mesmo nos elogiados álbuns —87, ao todo.
Lucky Luke virou desenho animado para o cinema e para a televisão (duas séries, em 84 e 91) e ainda um filme estrelado pelo comediante Terence Hill (da série "Trinity", com Bud Spencer), em 94. O personagem acabou traduzido para 30 idiomas e vendeu mais de 300 milhões de exemplares no mundo inteiro. Um dos prêmios de maior distinção que Morris recebeu por Lucky Luke foi uma medalha da OMS (Organização Mundial da Saúde), em 88, por ter trocado o cigarro que o caubói fumava por um pedaço de capim.
Por El Cid - www.a-arca.com