O festival Bejalternativa e o concurso de música «AlémRock» foram suspensos este ano pela Câmara de Beja devido a dificuldades financeiras, disse hoje à agência Lusa o presidente do município, admitindo o “fim” dos certames. “O orçamento bastante restritivo e de contenção da edilidade obrigou ao corte de algumas despesas”, alegou Francisco Santos, criticando a diminuição das verbas transferidas este ano do Orçamento do Estado para as autarquias.Por isso, continuou, o município suspendeu as edições deste ano da Bejalternativa e do AlémRock por “não ser possível suportar os custos das duas iniciativas, que implicam recursos financeiros muito avultados”.
Francisco Santos anunciou também que os modelos actuais dos dois eventos “vão ser repensados” e admitiu mesmo que possam acabar “enquanto festivais isolados”.“São dois festivais muito específicos e os investimentos realizados não têm correspondido às expectativas e à afluência de público”, justificou. Como contrapartida, a autarquia está a estudar a hipótese de realizar, no próximo ano, um único festival dedicado à juventude, que inclua as principais vertentes da Bejalternativa, do AlémRock, agora suspensos, e do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja.
A reabertura do Teatro Municipal Pax Julia, em Junho de 2005, também provocou, segundo o autarca, “alguns problemas de agenda” às iniciativas promovidas pela Casa da Cultura, como aqueles três festivais promovidos pelo Pelouro da Juventude da autarquia.“Pretendemos concentrar todos os espectáculos no Pax Julia e transformar a Casa da Cultura numa escola de artes, apostando nos ateliês que aquele espaço já promove”, explicou.
Fonte: http://www.oprimeirodejaneiro.pt/
Alan Moore, artista de múltiplos talentos, não era propriamente uma celebridade mas vai sê-lo agora com a sua versão erótica de ‘Peter Pan’, banda desenhada que explora a descoberta da sexualidade por Wendy, secundada pela Dorothy de ‘O Feiticeiro de Oz’ e pela Alice de ‘Alice no País das Maravilhas’... Promete!
Nos EUA o livro já está à venda mas na Grã Bretanha, apesar das encomendas se multiplicarem, não vai ser fácil de encontrar, porque quem não está pelos ajustes é o detentor dos direitos de reprodução do original: o hospital infantil de Great Ormond de Londres, instituição contemplada por James Barrie no seu testamento, com os direitos de autor de ‘Peter Pan’.
“É um romance com conteúdo adulto forte e seria provavelmente inapropriado para um hospital endossar algo do género”, defendeu Christine De Poortere, representante do hospital.
Moore demorou 16 anos a concluir a sua versão da história do rapazinho que não queria crescer. Cruzou histórias e personagens, acabando por juntar à maternal Wendy, a destemida Dorothy (de ‘O Feiticeiro de Oz) e a curiosa Alice (de ‘... no País das Maravilhas’). O resultado é ‘Lost Girls’ (’Raparigas Perdidas’ em tradução literal, numa analogia aos rapazes perdidos da Terra do Nunca. Alega Moore que existe uma teoria segundo a qual “a sexualidade e o seu papel no crescimento sempre foram um subtexto na história de Peter Pan”.
Para Richard Johnson, autor de BD e admirador de Moore, “a forma como o livro apresenta Wendy, Peter e o Capitão Gancho, com alusões à pedofilia, pode render-lhe o apelido de ‘Pedo Pan’”. Enquanto não chegam reacções, Alan Moore faz justiça ao cognome de ‘o senhor do caos’, merecido, a avaliar pelo empenho com que desconstrói contos de fadas.
Personalidade excêntrica
Alan Moore nasceu em 1953 em Northampton, Inglaterra e é um autor tão prolífero como versátil, diversificando a sua actividade artística por áreas de actuação como a literatura, a música, o cinema, o teatro e as artes performativas. Mas é na banda desenhada que Alan Moore dá cartas, nomeadamente, com ‘Watchmen’ ou ‘Vendetta and From Hell, obras de referência para os amantes do género.
Comum a todas as suas expressões artísticas é a desconstrução do mundo como o conhecemos. O objectivo valeu-lhe o cognome de ‘o senhor do caos’, o que parece agradar-lhe... Personalidade excêntrica, quando não está a trabalhar, dedica-se a estudar artes mágicas e, dizem, a prestar culto a uma divindade romana: a serpente Glycon.
Dina Gusmão (www.correiomanha.pt) com agências
"BD Jornal" terá mais páginas e uso de cor num terço da publicação
A pós um ano de publicação mensal ininterrupta, o "BD Jornal - jornal de banda desenhada e não só" entra no seu segundo ano de vida remodelado, "porque os projectos não podem ser estáticos e imutáveis. Têm de ser capazes de realizar adaptações, conforme os ecos chegados do público e criando sinergias com outras entidades semelhantes", explica no editorial o seu director, Jorge Machado Dias.
Por isso, após um ano a apostar essencialmente na componente noticiosa relacionada com a 9ª arte, devido "aos fracos resultados de vendas apurados, o que mais nos motiva nesta fase é a publicação de banda desenhada". Contudo, irá manter-se o acompanhamento da actualidade.
Daí a redução de formato (para 24 x 32 cm), a melhoria do papel, o aumento do número de páginas (de 32 para 60) e o uso de cor num terço do jornal.
No 13.º número, já nas bancas, e que foi alvo de apresentação na 4ª edição da Feira Laica da Bedeteca de Lisboa, encontram-se "uma das 'Black Box Stories', de José Carlos Fernandes e Luís Henriques; 'BRK', um projecto de Filipe Pina e Filipe Andrade, que decorre entre Porto, Lisboa e Almada, que vai ser pré-publicada no 'BD Jornal' e que depois será editada em livro; e as primeiras pranchas da segunda aventura da bruxinha Morgana, de José Abrantes, que vai continuar, pelo menos, até à saída do álbum pela Gailivro".
Para os próximos números, continua a adiantar Jorge Machado Dias, "haverá uma história curta americana, cedida pela Devir, e, sobretudo, muita BD portuguesa que, mau grado as vozes dissonantes, se continua a produzir por estas bandas". E a prova é que "se quisesse incluir tudo o que já me enviaram, com qualidade suficiente para publicar, num único 'BDJornal', ele teria o triplo de páginas deste número 13".
A tiragem mantém-se "nos 5 mil exemplares", esperando Machado Dias que "nesta fase do 'BD Jornal', que corresponde, de algum modo, ao que os leitores vinham reclamando, as vendas subam bem para podermos pensar numa evolução em termos de qualidade e quantidade. Caso contrário, a aventura arrisca-se a ter um fim ditado pelo próprio público".
Artigo: F. Cleto e Pina - Fonte: Jornal de Notícias
Léo Valença, colaborador regular do Sergeicartoons.com, tem a honra de ter um trabalho seu seleccionado para fazer parte do "Museu Virtual do Cartum" sobre o tema Futebol & Humor. De entre os selecionados para fazer parte da exposição estão os cartunistas brasileiros: Léo Valença, Chico Caruso, Cau Gomes, Leandro Doro, Luiz Carlos Fernandes, Paulo Vilanova, Koostella, Raimundo Rucke Sousa, W. Passos entre outros. A todos eles aqui ficam os meus parabéns!
Saibam mais sobre este Museu Virtual, clicando aqui
Festival de charges do Porto terá mostra de Piracicaba
Porto, 22 Jun (Lusa) - A exposição do 8º PortoCartoon-World Festival começa hoje no Museu Nacional da Imprensa, na cidade do Porto, com milhares de trabalhos de 400 cartunistas de cerca de 50 países.
Além da mostra oficial, que reúne 250 trabalhos, o evento terá três mostras paralelas - uma brasileira, uma internacional e outra portuguesa.
A exposição brasileira "Humor com Humor se Paga" reúne mais de cem trabalhos premiados nos festivais realizados ao longo dos 32 anos do Salão Internacional de Humor de Piracicaba.
Outra mostra paralela apresenta trabalhos dos desenhistas da FECO (Federação das Organizações de Cartunistas, na sigla em inglês), entidade que representa cerca de 2 mil artistas de 30 países. A mostra foi inaugurada em novembro, no Reino Unido, e chega agora ao Porto depois de ter passado pelo Egito e pela Bulgária.
No sábado, dia de São João e feriado no Porto, o Museu Nacional da Imprensa promove a Festa da Caricatura na Avenida dos Aliados, com grandes reproduções das charges premiadas e a presença de cartunistas.
A história conta-se em poucas linhas. Lightning McQueen, um pequeno (rookie) carro de corridas, com um futuro promissor, descobre que os prazeres da vida passam muito mais pela estrada do que pela linha de chegada. A caminho de uma prova, pela Route 66, McQueen faz um desvio na pequena cidade de Radiator Springs, onde conhece outras personagens – diga-se, outros carros – que vão mudar a sua vida. Entre eles Sally, uma bela Porsche de 2002. O filme é uma obra da Disney, com o dedo mágico da Pixar, a empresa que já nos encantou com “Toy Story”, “Finding Nemo” e “The Incredibles”. O trabalho realizado no computador é notável, mas são as vozes que dão vida às personagens. Para isso, a Disney convidou Owen Wilson, Bonnie Hunt, Paul Newman, entre outros. Nada a dizer. O filme só estreia no dia 9 de Junho, mas até lá pode e deve ir ao site ver o que está para chegar. Garanto que vale a pena ganhar uns minutos a navegar. No “Showroom” podemos conhecer ao pormenor os carros do filme. Há ainda um espaço que conta a história de “Cars”, uma zona de jogos, para os mais novos, e um secção de música onde é possível ouvir os temas que entram na película. Mas a melhor parte do site, não fosse este criado pela Disney/Pixar (lembro, a Pixar de Steve Jobs, o patrão da Apple), é o espaço de vídeo onde é possível ver os filmes de publicidade à obra e puxar uma série de vídeo Podcasts sobre “Cars”, claramente a pensar nos mais recentes iPod. São imagens em tamanho mini ideais para mostrar aos amigos nos pequenos ecrãs do leitor de MP3 mais vendido no mundo. Com estes podcasts é possível saber um pouco mais sobre os bastidores do filme. Os produtores levam-nos a conhecer o elenco, a ver como é que os actores trabalharam as vozes, como foi criada e escolhida a banda sonora e até a um trabalho sobre a famosa Route 66, narrado pelo historiador Michael Wallis. O meu podcast preferido, confesso, é o “Life-Size Cars”, onde podemos ver que a Pixar não se limitou a criar os carros no computador, em 3D, mas que se deu ao trabalho de fazer um Lightning McQeen em tamanho real e uma Sally a partir de um Porsche verdadeiro. Não perca em http://adisney.go.com/disneypictures/cars/main.html e depois diga se não valeu a pena?
Fonte: www.rtp.pt
Na versão portuguesa, Pedro Granger e Vera Kolodzig, interpretam Faísca McQueen e Sally, o casal de apaixonados.
Um dos maiores festivais de "cartoons" do mundo abre as portas no Museu Nacional da Imprensa, onde fica até ao final do ano.
É o maior "PortoCartoon" de sempre, com 450 desenhos em cerca de 800 metros de exposição, para ver até 31 de Dezembro, no Museu Nacional da Imprensa (MNI), no Porto. Este ano, na oitava edição do festival, considerado pela Federation of Cartoonists' Organisations (FECO) como um dos três principais certames do género, o "PortoCartoon" acolhe, para além dos seleccionados do concurso, duas mostras internacionais.
Ler mais aqui: jpn.icicom.up.pt
(Este texto foi reduzido por ser excessivamente extenso. Para acederem à sua versão integral cliquem aqui: www.comics-portugal.info)
Uma nova Galeria - Galeria Internacional da Caricatura - vai acolher na próxima a partir de hoje, 5ªfeira, dia 22, o PortoCartoon-World Festival deste ano, organizado pelo Museu Nacional da Imprensa, com o patrocínio oficial da Caixa Geral de Depósitos.
Serão mais de 400 m2 que irão acolher os 250 cartoons que constituem a oitava edição do PortoCartoon-World Festival, nomeadamente os trabalhos premiados, as menções honrosas atribuídas e os melhores desenhos seleccionados pelo júri internacional do concurso.
O PortoCartoon é o maior festival de caricatura que se realiza na Península Ibérica e um dos três maiores do mundo. Este ano tem como tema "A Desertificação e Degradação da Terra", em sintonia com a ONU que declarou 2006 como Ano Internacional da Desertificação.
A Galeria de Exposições Temporárias daquele museu apresentará também duas mostras internacionais de cartoon: Vencedores da FECO (Inglaterra) e Humor de Piracicaba (Brasil).
No seu conjunto, o público poderá apreciar mais de 800 m2 com desenhos de humor dos cinco continentes. Poderão ser vistos cartoons de países tão distantes e diferentes como o Azerbeijão, a Austrália, Argélia, o Brasil, a China, a Colômbia, a Indonésia, o Irão, o Japão, a Macedónia, a Roménia, a Rússia, a Turquia, a Ucrânia e o Uzbequistão entre outros, para além dos principais países europeus, incluíndo Portugal.
Haverá ainda para ver, a exposição do Prémio Especial Vinho do Porto. Uma secção especial do festival, criada este ano para assinalar os 250 anos da criação da região demarcada do Douro.
O VIII PortoCartoon-World Festival abre na próxima 5ªfeira, dia 22, às 18.30h., na sede do Museu da Imprensa. A sessão inaugural inclui a entrega de prémios aos vencedores, a abertura da exposição do PortoCartoon e a inauguração das mostras internacionais. Será entregue, pela primeira vez, o troféu desenhado pelo Arqto Siza Vieira.
No quadro da internacionalização do Museu Nacional da Imprensa, reforçada com esta nova galeria, foi lançado, em Novembro do ano passado o Museu Virtual do Cartoon. No dia do arranque do Mundial 2006, este sítio lançou uma galeria virtual dedicada ao "Futebol & Humor" que apresenta mais de uma centena de desenhos sobre o futebol em geral e tudo que o rodeia.
O VIII PortoCartoon vai estar patente ao público até 31 de Dezembro, nas instalações do Museu Nacional da Imprensa, no Porto (a montante da Ponte do Freixo), no seguinte horário: todos os dias entre as 15h e as 20h.
Para marcar a chegada do Verão, os jardins da Bedeteca abrem-se à diversidade cultural com a Feira de Fanzines e Edições Independentes, a que se associam outras produções livres de gastronomia, artesanato urbano e animação infantil, bem como discos e livros em 2.ª mão. De 24 a 25 de Junho, no Palácio do Contador-Mor, em Lisboa.
A Feira Laica é uma iniciativa de uma associação informal de artistas e novos artesãos interessada na organização de eventos onde se possa vender trabalhos a preços justos. É um espaço de encontro entre criadores e público sem a existência de intermediários. Fonte: PUBLICO.PT
Mais informações aqui: http://lazer.publico.clix.pt/artigo.asp?id=153170
O XX Salão Nacional de Humor de Imprensa, atribuiu o Grande Prémio de Humor a Ricardo Galvão do jornal «A Bola», com a caricatura de José Mourinho.
Está patente na Galeria Municipal Palácio Ribamar em Algés o XX Salão Nacional de Humor de Imprensa, onde foram, no passado sábado, entregues os prémios deste salão, com a presença do presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais.
Para além de Ricardo Galvão, a quem foi atribuído o Grande Prémio, também, António dos Santos, foi galardoado com o Prémio Nacional de Caricatura, Luís Veloso, com o Prémio Nacional de Humor de Imprensa, Manuel Diogo, com o Prémio Nacional de Ilustração e Nuno Saraiva, com o Prémio Nacional de Cartoon de Imprensa.
Durante a cerimónia de entrega de prémios, os cartoonistas homenagearam o responsável pela realização deste salão desde há 20 anos, dos quais 16 anos em Oeiras, Osvaldo Sousa, oferecendo-lhe um «Zé Povinho», a imagem mais significativa do humor português.
A exposição dos cartoons está patente ao público até 23 de Julho e pode ser visitada de terça-feira a domingo das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.
O futebol está em tudo - até no campo da arte. Os trabalhos de um seleto grupo de caricaturistas campineiros podem ser conferidos a partir das 19 horas de hoje durante a exposição "Arte com Humor". Artistas consagrados como Paulo Branco, Bira, Páffaro, Camilo Riani, Renato Stegun e André de Pádua apresentarão suas obras até o dia 18 deste mês, na Fnac, no Parque D. Pedro Shopping, em Campinas. A entrada é franca.
A exposição faz parte das atrações da 9ª Semana de Cultura Americana, que segue até o próximo domingo. Para compor a mostra "Arte com Humor" foram reunidas 12 caricaturas de personalidades nacionais e internacionais como Pelé e Maradona.
"Tem tanta gente boa na cidade que vale a pena reunir todos eles e apresentar para o público vários estilos de caricaturas", diz o artista plástico e caricaturista Paulo Branco. Os trabalhos utilizam técnicas variadas como aquarela, nanquim, computação gráfica, entre outras.
Durante este primeiro dia da exposição, o público que visitar a mostra também terá o seu momento de celebridade. "Estaremos fazendo caricaturas de todos que forem nos prestigiar", adiantou Paulo Branco.
Em São Paulo - Já no Shopping D, em São Paulo, foi aberta no último dia 9 a mostra "Show de Bola" - caricaturas dos grandes astros das seleções brasileiras campeãs. A exposição, que prossegue até 9 de julho com entrada franca, mostra os nossos heróis do futebol, segundo os traços bem humorados de Humberto Pessoa, André Liberal, Marcelo Falibello, Paulo Galdino Sá, Diogo Salles, Zitto, Ângelo Gama e Paulo Zeminian.
ServiçoExposição "Arte com Humor" - de 12 a 18 de junho na Fnac Campinas (Av. Guilherme Campos, 500 - Parque D. Pedro Shopping), das 10h às 22h.
"Show de Bola" - até 9 de julho no Shopping D (Av. Cruzeiro do Sul, 1100, São Paulo), de segunda a sábado, das 10h às 20h e domingos e feriados, do meio-dia às 20 horas.
Fonte: www.jj.com.br
Elásticos, lençóis, toques de calcanhar imprevisíveis... Mas tem uma coisa na qual Ronaldinho Gaúcho não é nada original: ele não é o primeiro portador da camisa 10 na história do futebol, nem será o último. Pelé, Rivelino, Jairzinho, Rivaldo, Zico, Dirceu Lopes e Tostão, entre outros, integram a lista de craques que fizeram do dez mais que um código de identificação de jogadores que atuam avante; alçaram o numeral a tatuagem do gênio, a auréola de pés singulares, a mito, enfim. E é sobre os portadores desse modelito, que não cai tão bem em qualquer um, que se debruça a exposição Camisa 10, em cartaz no Sesc Interlagos (av. Manuel Alves Soares, 1.100, São Paulo. Tel.: 5662-9500. De quarta a domingo e feriados, das 10h às 17h. Entrada franca).
Mostra de caricaturas, é formada por 20 obras (displays em tamanho natural) que retratam jogadores designados para tal responsabilidade e que corresponderam em campo – porque, cá entre nós, não falta perna-de-pau empenhado em transportar o zero para a esquerda da camisa. Entre os homenageados, Rivelino, Rivaldo, Jairzinho e, evidentemente, Pelé, o 10 dos 10. Entre os caricaturistas, Paffaro, Baptistão, Cárcamo e Fernandes, ilustrador do Diário com vasto rosário de premiações.
Apesar de palmeirense, não foi Ademir da Guia o camisa 10 eleito por Fernandes para representá-lo no Sesc Interlagos. Também poderiam ser Rivaldo e Pelé, camisas 10 já caricaturizados pelo ilustrador que, por sua vez, queria algo novo, inédito, incomum. Escolheu então, a partir de uma lista premeditada pela organização da mostra, Jairzinho, o Furacão da Seleção tricampeã de 1970 e camisa 10 do Botafogo. Por dois motivos.
Um deles, claro, a performance nos gramados, que na Copa de 70 (quando Fernandes contabilizava 11 anos) ajudou a acabar com o monopólio de atenções de Pelé. A outra razão que justifica a escolha de Jairzinho é essencialmente artística.
“Queria uma coisa que fugisse do óbvio. Desenhar um Ronaldinho Gaúcho é fácil, todo mundo já fez. São dois dentões, um cabelão e pronto”, diz Fernandes sobre a escolha. “Eu queria um desafio”. E bota desafio nisso. Fernandes explica que, apesar da alta voltagem que Jairzinho estabeleceu no campo, não é um modelo de fisionomia tão expressiva quanto o bigodudo Rivelino, por exemplo, e que facilite a vida do caricaturista. A chave para chegar à essência fisionômica de Jairzinho foram as sobrancelhas. O resto é história; ilustrada, diga-se.
Referência bibliográfica – Outro atestado de que o 10 excede expectativas táticas e/ou numéricas é o livro A Magia da Camisa 10 (Verus Editora, 194 págs., R$ 34,90), dos autores André Ribeiro e Vladir Lemos. No volume, a dupla analisa as carreiras de portadores da peça ao longo da história, nos períodos a.P. e d.P. (antes de Pelé e depois de Pelé). E ignoram limites nacionais, ao detalhar ascensões e quedas de jogadores como o húngaro Puskas, os argentinos Di Stéfano e Maradona, os franceses Platini e Zidane, o inglês Bobby Charlton, o português Eusébio e os holandeses Cruyff e Gullit. Ancestrais de um mesmo camisa 10 que a partir desta terça na Alemanha, com seus dentões e cabelão, pode dar motivos para reivindicar um epílogo só para si.
A importância das minorias, o seu reconhecimento e a tentativa de as captar são uma realidade incontornável na sociedade norte-americana. Por isso, não surpreende que as principais editoras de comics de super-heróis estejam atentas ao fenómeno e tentem também alicerçar nelas o crescimento recente de 25% do sector, devido principalmente ao êxito dos filmes protagonizados pelo Homem-Aranha, X-Men, Batman ou Quarteto Fantástico. Esta é a razão pela qual, na Marvel, Luke Cage, um negro tem uma relevância cada vez maior no seio dos Novos Vingadores, ou na rival DC Comics, o novo Besouro Azul é um adolescente mexicano - latino - com poderes místicos.
O exemplo mais recente surge agora na maxi-série semanal "52", que conta um ano (52 semanas, daí o seu título) no Universo DC, sem as suas principais referências - Super-Homem, Batman e Mulher-Maravilha - assinada por Grant Morrison, Greg Rucka, Mark Waid, Keith Giffen ou Dan Jurgens, entre outros, que verá nascer uma dezena de super-seres "chineses e uma nova Batwoman" lésbica!
Claro que nestes casos surge sempre a questão se se trata de um simples golpe de marketing ou se haverá realmente uma tentativa de aproximar os super-heróis da realidade da sociedade actual. José Abrantes, autor de BD, não acredita "na sinceridade artística dessas políticas!", mas, enquanto autor que cria para o público infanto-juvenil, tenta "por vezes sensibilizar no que se refere a estas questões.".
Daniel Maia, que desenha para o mercado norte-americano, acredita "que devido à crescente globalização e ao mais rápido amadurecimento dos jovens, a BD precise de novos arquétipos para criar uma relação com estes", vendo "esta nova orientação como algo positivo, pois não só possibilita histórias diferentes, mais frescas, mas também pela qualidade educativa que estas poderão ter". E embora nunca o tenha feito, acha "que se deve trabalhar sobre essas problemáticas, desde que não se "arranhe" apenas a superfície da questão".
Já José Carlos Fernandes, hoje o mais reconhecido e internacional dos autores portugueses de quadradinhos, sarcástico, descobre "que a Marvel e a DC, após décadas de olhos fitos exclusivamente no vil metal, foram iluminados por uma luz benfazeja e agora só querem contribuir para a felicidade e harmonia de todos os povos, etnias e orientações sexuais"!
Doutro ponto de vista, Pedro Silva, gerente da loja BDMania e editor da Vitamnia BD, lembra que "este tipo de manobra tem sido comum nos últimos anos", embora considere "que a repercussão em termos de vendas será mínima". Mas destaca que "a manobra tem servido para obter espaço nos media para um género normalmente ignorado. Além disso, serve para ir "lavando a cara" das respectivas editoras junto dos grupos de pressão. Afinal, se há sistemas de quotas de actores no Cinema e TV, é normal que a BD também seja objecto de algum escrutínio".
São nada mais nada menos do que dez, os super-heróis chineses que farão a sua aparição no universo DC no decorrer de "52". Conhecidos como "The Great Ten" ("Os dez grandes"), foram imaginados por Grant Morrison e são patrocinados pelo Governo da China, baseando-se os seus poderes em conceitos históricos e culturais daquele país. Entre eles contam-se o Arqueiro Celestial, a Raposa Fantasma Assassina, cuja missão é matar os homens maus, a Mãe dos Campeões, que pode dar à luz 25 super-soldados, de três em três dias, o Médico Perfeito, que usa o som para curar doenças, entre as quais o cancro, os Sete Irmãos Mortíferos, um lutador marcial que pode dividir-se em sete, ou o Guardião Vermelho Socialista, um ser radioactivo, confinado a uma armadura, que usa o poder solar para promover a revolução cultural!
A maior novidade de "52", revelada no insuspeito "New York Times", será o regresso da Batwoman, 50 anos após a sua criação e quase 30 após a sua morte. Não tanto pela sua "ressurreição", normal nos universos Marvel e DC, mas porque a nova Kathy Kane, além de ser uma socialite rica e linda, será também lésbica. A estreia será em Julho, com o novo uniforme concebido por Alex Ross. Com bastante repercussão na Comunicação Social, a novidade tem despertado reacções opostas na comunidade gay, dividida entre a satisfação de a questão "ser falada" e a convicção de que "tudo não passará de um fait-divers". A deitar água na fervura, Dan Didio, o editor- executivo da DC, afirmou que "a sexualidade da Batwoman não é a vertente principal do seu carácter, é apenas mais um aspecto da sua personalidade, que a ajuda a fazer as suas escolhas, como combater o crime em Gotham", pedindo que "leiam a história antes de a julgarem".
Se este não é o primeiro caso de um super-herói homossexual, nunca tal tinha acontecido com uma personagem com a visibilidade da Batwoman. O primeiro caso referenciado é o de Estrela Polar, um dos membros da Tropa Alfa, da Marvel, criada por John Byrne, nos anos 80. O caso mais famoso é o da dupla Apolo e Meia-Noite, cópias distorcidas de Batman e Super-Homem, integrantes de The Authority, uma série que abordava temas polémicos e adultos. Discreto de início, o caso foi sendo assumido, o que levou várias entidades a acusá-la de "influenciar de forma errada a mente dos jovens, com modelos de comportamento que podem causar confusão e enfraquecer a moral católica" e a ser premiada pela Gay & *** Alliance Against Defamation como a melhor revista de BD de 2000, por defender" a tolerância e a aceitação de modos de vida alternativos".
F. Cleto e Pina - Jornal de Notícias
Do EditorialIniciamos então uma nova fase do BDjornal, com esta 13ª edição, agora a sair bimestralmente. E se encerrámos a 1ª fase com algum cepticismo, pelos fracos resultados de vendas apurados, recomeçamos com nova energia, não só pelo prazer de publicar também agora banda desenhada de autores portugueses, com vinte páginas a cor, mas ainda pelo facto de nos terem massajado o ego com dois Prémios atribuídos no mesmo dia (27 de Maio): o Prémio de Imprensa na Defesa da Banda Desenhada, pelas XXII Jornadas de Banda Desenhada da Sobreda e o Troféu para a Melhor Publicação em Banca 2006, pelo portal Central Comics, na IV Edição dos seus Troféus anuais.
O que mais nos motiva nesta fase é mesmo a publicação de banda desenhada, embora não fosse um propósito inicial do projecto. Contudo, os projectos (especialmente como este) não podem ser estáticos e imutáveis, têm de ser capazes de realizar adaptações, conforme os ecos chegados do público e criando sinergias com outras entidades semelhantes, apostadas nos mesmos objectivos de divulgar em larga escala a banda desenhada que, mau grado as vozes dissonantes, se continua a produzir por estas bandas.
Assim, com uma pequena redução do formato, para que as pranchas não se mostrassem em “tamanho XXL” e aligeirando um pouco a componente informativa, foi possível reunir algumas propostas interessantes em matéria desenhada. Começo por referir a possibilidade que a Devir nos proporcionou para a inclusão nesta edição, de (para já) uma das Black Box Stories, o tão falado projecto que, partindo de textos de José Carlos Fernandes, envolve uma série de desenhadores, referidos na página 17, de apresentação. Depois, um preview do novo álbum da bruxinha Morgana, de José Abrantes (qualquer dia vamos ter de falar sobre a importância de se fazer BD para crianças, senão elas não se habituam a lê-la) e logo a seguir, também um preview do interessante projecto de Filipe Pina e Filipe Andrade, intitulado BRK e que, conforme a aceitação do público e perspectivas dos autores, poderá vir a ser publicado no BDjornal em continuidade.
Mas em matéria de textos, também apresentamos novidades, com destaque para o Dicionário Universal de Banda Desenhada – Pequeno Léxico Disléxico, de Leonardo De Sá, inicialmente incluído apenas no seu projecto Dédalo e que publicaremos na íntegra, começando com a letra A nesta edição. De resto, os mesmos colaboradores de sempre (Clara Botelho, João Miguel Lameiras, Pedro Cleto, Pedro Alves, Sara Figueiredo Costa e Nuno Franco) abordam temas actuais relacionados com o universo da BD, contando ainda com a participação de Luís Salvado, que escreve sobre Cinema de Animação e esperando que Osvaldo de Sousa volte em breve a estas páginas com os seus textos sobre Caricaturas e Cartoon.
Evidentemente, contamos com uma maior adesão do público nesta fase, mesmo sabendo nós que a quantidade de ofertas que invade o mercado todos os dias, dispersa os meios dos leitores e as suas atenções. Mas para os que consomem banda desenhada e a coleccionam, comprar o BDjornal, de dois em dois meses, ou assiná-lo, não pode ser apenas um acto de transacção comercial, tem de ser encarado também como um acto de apoio, de aposta de risco, de investimento no futuro da BD portuguesa, ou mesmo como um gesto de militância pura.
Machado Dias (http://kuentro.weblog.com.pt/)
Caricaturas e cartuns são os destaques da edição deste ano do 14º Salão Universitário de Humor, promovido pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep). Com um total de 261 trabalhos inscritos, o grande vencedor, único premiado que ganhou a unanimidade do júri, foi Gabriel Fraga, 20 anos, aluno de Comunicação Social na FAAP, em São Paulo. Ele apresentou uma caricatura do músico "Seu" Jorge.
Fraga ganhou como prêmio mil reais e mais o portfolio que será encaminhado às agências do ramo. O segundo escolhido a também levar prêmios idênticos foi Evandro Alves, estudante da Universidade Federal de Minas. Os dois conquistaram, respectivamente, as primeiras colocações nas categorias caricatura e cartum. O terceiro prêmio em dinheiro irá para o trabalho escolhido pelos internautas, que poderão escolher aquele de sua preferência, votando pela internet, por meio do endereço www.unimep.br/salaodehumor até final de junho.
A violência, inclusive os recentes atentados do PCC, e a Copa do Mundo são temas abordados por grande parte dos trabalhos. Segundo informações da Unimep, dos 261 trabalhos inscritos, mais da metade foi enviada através da internet. Dos trabalhos que foram selecionados para compor a mostra há obras vindas de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Bahia, São Paulo, além de Piracicaba. Os cartuns constituiram-se na maioria dos trabalhos, num total de 93; charge e caricatura ficaram empatadas com 65 obras enviadas para cada um dos dois segmentos e houve 38 inscrições em História em Quadrinhos(HQs).
Fonte: Unimep
O Bazar das Monjas de Coz, em Coz - Alcobaça, completa o 2º aniversário da sua fundação e neste contexto comemorativo acolhe, a partir do próximo dia 10 de Junho, sábado, uma nova exposição: Desenhos a Lápis de Grafite de Antunes, de José Antunes. Trata-se de uma mostra de desenhos a lápis de grafite, diversos retratos, alguns de figuras públicas, caricaturas, entre outros temas de maior profundidade estética, realizados ao longo das últimas duas décadas por José Antunes. Nascido em Montes, freguesia de Alcobaça, em 1961, começou a desenhar cerca dos cinco anos, sob a influência de seu tio Luís Bonifácio Antunes (1927 – 1972) talentoso escritor e jornalista alcobacense. José Antunes nunca abandonou a arte de desenhar, sendo o desenho a lápis de grafite uma das técnicas em que se especializou, tendo já participado em várias exposições individuais e colectivas. Profissionalmente, exerce funções de modelador na fábrica de porcelanas SPAL, S.A. onde trabalha há 26 anos.
Esta exposição vai estar patente ao público até ao dia 10 de Julho e pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 12h00 às 24h00.
A apetência do cinema pela BD não é de hoje e não tem ficado apenas pelos super-heróis. Em França, alguns dos maiores sucessos do cinema contemporâneo são adaptações dos quadradinhos e "Astérix e os Vikings", que hoje estreia, é mais um exemplo, justificando plenamente os 22 milhões de euros gastos em quatro anos de produção, que ocuparam cerca de 500 pessoase mais de 100 mil desenhos. Tanto Uderzo Anne Goscinny (filha de René), que acompanharam de perto o processo, se declararam satisfeitos com a fidelidade do filme à BD.
Se Astérix já foi levado ao grande ecrã uma dezena de vezes, incluindo os dois filmes com actores de carne e osso (o terceiro está em preparação), esta será a primeira animação que faz total justiça ao herói de Goscinny e Uderzo. Não tanto no que toca aos argumentos, de uma maneira geral transposição fiel dos enredos das aventuras em papel - "Os doze trabalhos de Astérix", única história criada para cinema, é a excepção -, mas antes pela falta de acção, dinâmica e ritmo , um dos pontos fortes das aventuras do pequeno guerreiro gaulês, que as versões animadas nunca tinham conseguido transmitir. A conjugação de técnicas tradicionais com as tecnologias informáticas permitiu-o agora e o filme apresenta-se como uma bela adaptação (livre q.b.) do álbum original.
"Astérix e os Normandos", o álbum de BD, data de 1966 e na época, Goscinny decidiu explorar o filão vicking, "que começavam a estar na moda", lembra Uderzo na "Lire - Hors-serie Astérix". A história desenvolve-se em três vertentes a invasão dos nórdicos, que queriam conhecer o medo que, acreditavam - literalmente - lhes daria asas; a presença entre os gauleses, para se tornar um verdadeiro guerreiro, do sobrinho do chefe, um jovem imberbe, "com quem, de certa maneira, o Maio de 68 desembarca na aldeia gaulesa, antes do tempo"; e o co-protagonismo do bardo, farto da ignorância artística dos seus concidadãos, mas que acaba por ser "quem faz medo aos Normandos e leva os gauleses ao triunfo". A isto há que acrescentar "que por uma vez os romanos não são os maus da história e chegam a dar pena" pois apanham tabefes a dobrar, de gauleses e normandos, e que o traço de Uderzo se apresenta, pela primeira vez, em todo o seu esplendor.
F. Cleto e Pina (Jornal de Notícias)
Tremam! Os Vikings chegaram!
É o acontecimento! A pequena vila gaulesa acolhe o irreverente Atrevidix, sobrinho do chefe, e Astérix e Obélix são encarregues de fazer dele um homem de verdade. Debaixo do seu olhar arrogante, este adolescente medricas vindo de Lutécia, vai ter um treino de choque, mas que não irá servir de muito...
Entretanto, os Vikings desembarcam na Gália, decididos a encontrar um “campeão do medo” que será capaz, como prometido pelo seu mago, de aprender a voar já que “o pavor tomará conta de todos”...
Tudo se complica quando Atrevidix é capturado pelos Vikings. A catástrofe! Astérix e Obélix terão que fazer tudo para o recuperar.
Enquanto partem à sua procura até ao Grande Norte, o jovem protegido embarca contra a sua vontade numa infame conspiração, descobrindo “à força” a bela e intrépida Abba e que o amor faz por vezes o mesmo efeito de um murro certeiro... o chamado choque de culturas! (cinema.sapo.pt)
Ficha Técnica:Título: Astérix e os Vikings Título original: Astérix et les Vikings Realizador: Stefan Fjeldmark e Jesper Møller Elenco: Roger Carel, Lorànt Deutsch, Sara Forestier e Jacques Frantz Versão portuguesa: António Machado, José Raposo, M&E, Bruno Ferreira, Carlos Vieira de Almeida, Carla de Sá, José Jorge Duarte, Bruno Ferreira, Marco d'Almeida, João Lagarto, Pedro Malagueta, João Craveiro, Bruno Ferreira e Claudia Cadima Classificação: M/4 Ano: 2006 País: França Género: Animação, Aventura, Comédia e Familiar Duração: 78 minutos
Sítio oficial: http://dc.sapo.pt/asterixeosvikingsLer também: Astérix e os Vikings: O medo dá-lhes asas
O Museu Nacional da Imprensa lança hoje, dia do arranque do Mundial 2006, uma galeria virtual dedicada ao "Futebol & Humor".
Esta nova galeria está integrada no Museu Virtual do Cartoon (www.cartoonvirtualmuseum.org) e apresenta mais de uma centena de desenhos sobre o futebol em geral e tudo que o rodeia.
Podem ser vistos, nesta galeria, os trabalhos participantes em várias edições do PortoCartoon-World Festival, com especial destaque para a edição de 2004 dedicada ao tema "desporto e sociedade" em sintonia com o campeonato Europeu de Futebol e as Olimpíadas. Dezenas de cartoons resultam da participação directa de cartunistas, em resultado de um convite lançado pelo Museu Nacional da Imprensa aos artistas dos cinco continentes, a propósito do "Mundial 2006".
A galeria virtual é trilingue (Português, Inglês e Esperanto) e abre no arranque do Mundial 2006 mas manter-se-á aberta no âmbito do Museu Virtual do Cartoon com permanentes actualizações.
Esta é a segunda galeria dentro do Museu Virtual do Cartoon e divide-se pelas seguintes secções: Autores, Caricaturas, Cartoons, Países e Links.
Em Fevereiro deste ano, o Museu Virtual do Cartoon lançou a "Galeria Maomé" destinada a reunir toda a informação que circulava na Internet sobre os polémicos cartoons do profeta Maomé.
Com a criação da "Futebol & Humor", o Museu Nacional da Imprensa pretende valorizar o desenho de humor como linguagem jornalística universal e homenagear os cartunistas ao convidá-los para desenharem sobre aquele que "provavelmente" é o tema mais universal do mundo.
O Museu Virtual do Cartoon, propriedade do Museu Nacional da Imprensa, foi lançado em Novembro de 2005, e pretende ser visto como um espaço dinâmico que valorize a linguagem universal do cartoon, na "linha de excelência do humor" que tem marcado o PortoCartoon. Está dividido em vários "espaços", dos quais se destaca a Galeria de Honra, onde se podem encontrar vários marcos da história da caricatura, a partir do século XIX. Nas outras secções pode aceder-se a informação sobre: cartunistas; concursos e festivais; museus e galerias; organizações de cartoon e notícias. É de destacar ainda um "espaço" dedicado especialmente ao PortoCartoon-World Festival.
Realizado anualmente, o PortoCartoon-World Festival é considerado pela FECO (Federation of Cartoonists Organisations), um dos três principais festivais de desenho humorístico do mundo, o que coloca Portugal no pódio dos concursos internacionais de caricatura.
Fox Trot é uma tira diária desenhada por Bill Amend, que começou em 10 de Abril de 1988, e que ainda é publicada em vários jornais americanos. A tira gira á volta das aventuras e desventuras da família Fox, que apesar de ser normal para uma família americana sofre alguns toques de loucura impostos por Bill Amend. Algumas das tiras incluem referências a rivalidades fraternas, iguanas naturalmente sobrenaturais, fórmulas de matemática, actores e cantores conhecidos e paródias da vida real, tudo isto fazendo de Fox Trot uma banda desenhada extremamente divertida de ler.
''A surpresa é a base de todo o humor e não há nada mais surpreendente do que a verdade. Fox Trot é verdadeiro.'' - Bill Watterson, criador de Calvin & Hobbes
Sobre Bill Amend...Alguma informação sobre Bill Amend, criador de Fox Trot.
Foi editor cartoonista de um jornal em Amherst College, onde fez parte da classe de 1984. O boné que Peter raramente tira é de Amherst College. Ainda é desconhecido o motivo que levou Bill Amend a fazer a sua personagem Roger estudante de Willot College. Bill Amend é originário de Burlingame, Califórnia. O ''A'' que Bill Amend desenhou para o boné de Peter é muito diferente do original, imagem de marca de Amherst College. Trabalhou na Industrial Light & Magic no principio dos anos 80, e actualmente trabalha na CompuServe. Participa frequentemente no Newsgroup rec.arts.comics.strips.
As personagens principaisRogerPai, marido e membro de uma corporação. Ainda tenta dominar as tecnologias dos anos 70. Subscreve a revista ''Let-Mom-handle-it'' sobre crises de filosofia. Fanático por desporto.
AndyMãe, mulher, escritora e intermediária. Sempre quis ter muitas crianças; agora é mais inteligente. Cozinha uma horrível -- se não sarcasticamente cruel -- caçarola de tofu. A única pessoa da família que mantém a sanidade.
PeterJúnior de liceu com o ego de um sénior. Estômago sem fundo. Esquece-se frequentemente que o futebol e o basebol são jogos que é suposto jogar em espaços abertos -- pelo menos não na sala de estar. Procrastinador sem igual.
PaigeCaloira de liceu, e já é rainha do centro comercial. Espera desesperadamente pelo Sr. Certo. Ou Sr. Quase-Certo. Ou Sr. Quase-Quase-Certo. È constantemente chateada por Jason. Adora ler a revista Cosmo.
JasonO irmão mais novo. 10 anos e inteligência demais para o seu gosto -- e para o da família. Adora matemática, ciência, livros aos quadradinhos e atormentar a irmã. Os seus passatempos incluem fazer planos para a conquista do mundo.
QuincyA iguana de estimação de Jason. Come, dorme e vomita nas almofadas de Paige. O animal de estimação ideal.
Existem actualmente 11 álbuns publicados nos Estados Unidos com as tiras diárias, incluindo as pranchas de Domingo. São publicados em preto e branco, e por ordem cronológica (algumas pranchas são postas junto umas das outras, apesar de serem de dias diferentes, porque formam uma história coesa). Alguns albuns publicados em Portugal são:Fox Trot Isto é um assalto! O ataque do pistoleiro negroO desporto faz bem á saúde?
Para além disso, existem cinco livros que são colectâneas de tiras antigas, com as tiras de Domingo a cores. Nenhum deles ainda foi publicado em Portugal. Aqui estão os que provavelmente vão ser publicados num futuro mais próximo...
Fox Trot: The Works (inclui ''FoxTrot'' e ''Isto é um assalto!'') FoxTrot en Masse (inclui ''O ataque do pistoleiro negro'' e ''O desporto faz bem á saúde?'')
Os álbuns são publicados nos Estados Unidos por Andrews and McMeel, da Universal Press Syndicate Company, e em Portugal pela Gradiva. O merchandise está disponível na UExpress store e os livros podem ser adquiridos on-line no site da Gradiva.
Animação será exibida no bosque
O curta-metragem 'Cadê o verde que estava aqui?' terá uma sessão de pré-lançamento no próximo dia 5 de junho, na Funbosque, antiga Escola Bosque, na ilha de Outeiro. A animação digital, com duração de 12 minutos, é baseada no livro homônimo, de autoria do cartunista Biratan Porto, escrito em 2004. 'É uma idéia muito legal que provoca a discussão sobre a preservação do meio ambiente. Há um forte apelo educativo nesse trabalho', diz Márcia Macedo, produtora do curta-metragem.
Com roteiro adaptado pelo próprio autor do livro 'Cadê o verde que estava aqui?', Biratan Porto, o curta-metragem apresenta uma cidade fictícia que é suja e sombria, com poluição visual e sonora. 'Um dia, aparece no céu um arco-íris que não tem a cor verde. Então, começa a procura pelo verde. Apenas uma pessoa na cidade detém a cor verde ...', conta Márcia Macedo. Segundo ela, há pouco mais de um ano foi iniciado todo um trabalho de produção em torno desse curta-metragem.
A produtora Márcia Macedo ressalta que o livro 'Cadê o verde que estava aqui?', de Biratan Porto, já é adotado em escolas públicas municipais e estaduais, além de instituições de ensino particulares. Agora, esses estabelecimentos vão poder receber mais esse recurso educativo. O curta-metragem é dirigido pelo próprio autor da obra e tem trilha sonora do músico Luis Pardal, além da coordenação técnica ser de Nonato Moreira. E a responsável por todo o processo de animação é a Anima Graphic. O patrocínio é do Programa Amazônia Arte Mix, por meio da Lei Semear, e do Banco da Amazônia, pela Lei Rouanet.
Fonte: http://www.oliberal.com.br/
Biratan é colaborador regular deste Portal, oconheçam-no melhor aqui: Ficha de colaborador
André Franquin nasceu a 3 de Janeiro de 1924 em Etterbeek (Bruxelas) na Bélgica. Publica os seus primeiros desenhos em 1930 no diário La Nation Belge. Em 1942, ingressa na escola Saint-Luc de Bruxelas, na secção gráfica onde trava conhecimento com Eddy Paape. No outono de 1944, entra para o estúdio de desenhos animados CBA onde encontra Morris e Peyo. No ano seguinte, devido a Morris, publica desenhos nas revistas Spirou e Le Moustique.
O editor Charles Dupuis pedirá a Joseph Gillain (Jijé) de acabar a formação dele. Em 1946, Jijé fá-lo entrar no Jornal Spirou. " Pela primeira vez, encontrava um adulto que não era um chato" - Jijé. Colabora na revista de escuteiros Plein-Jeu até 1947. Efectua um primeiro trabalho no “L’Almanaque Spirou 1947” (Fantasio et son tank). Depois sucede Jijé nas aventuras de Spirou e Fantásio a partir do episódio “Maisons préfabriquées”. O seu primeiro álbum data de 1948, onde agrupa quatro histórias (“Fantasio et son tank”, “Les Maisons préfabriquées”, “L’héritage de Spirou” e “Le Savant fou”).
Passa uma temporada no México e nos Estados Unidos com Morris e com a família Gillain (1949-1950). Em 1950, desenha quatro histórias para o álbum “4 aventures de Spirou et Fantasio”. É o ano de “Il y a un sorcier à Champignac”. Segue-se uma longa série de álbuns...
Em 1952, aparecimento do Marsupilami no Spirou et les Héritiers. A partir de 1955 até 1959, desenha também para o jornal de Tintin (Modeste et Pompon). 1956, é lançado o álbum “Le nid des Marsupilamis”. Um dos maiores.
Gaston la Gaffe nasce a 28 de Fevereiro de 1957. Jidéhem colabora no cenário na passagem a tinta. Trata-se dum Gaston com roupa de domingo: cabelo penteado , papillon, fato e sapatos clássicos.
Em Março do mesmo ano, abandona já o papillon. " Criei Gaston para descansar na altura em que bloqueava no Spirou. Criei-o para ilustrar a minha preguiça. Até na altura da minha depressão, desenhei-o e descansava-me".
Trabalha imenso até 1961. Fica doente nesse ano e tem de interromper o desenho do álbum “QRN sur Bretzelburg”. É um período difícil onde continua no entanto a desenhar o Gaston. 1966, Gaston chega à primeira página da revista Spirou. 1967, desenha o seu último álbum de Spirou e Fantásio (Panade à Champignac). será JC Fournier que lhe sucederá, excepto para desenhar os Marsupilami. 1977, criação das “Idées Noires” no Trombone Illustré (suplemento da revista Spirou). 1982, último álbum de Gaston (La sage des gaffes nº 14). 1987 lança o Marsupilami na pista das aventuras em solo (Marsu Productions) 1990, projecto Tifous, uma série de desenhos animados apresentada na televisão. Franquin cria as personagens e efectua os desenhos preparatórios de 75 dos 78 episódios. 1996, lançamento do álbum nº 15 “Gaffe à Lagaffe” (Marsu-Productions). As últimas pranchas e ilustrações inéditas. Franquin festeja os seus 50 anos de banda desenhada.
5 de Janeiro de 1997, André Franquin deixa-nos. no ano do 40mo aniversário do Gaston. "Ainda gosto muito de desenhar", confessa a um diário belga. "fazer banda desenhada excitou-me muito. Fui um maníaco, realmente excessivo, durante anos. Para cada desenho, fazia uma multitude de rascunhos. É um bom hábito porque o gesto, a atitude são muito importantes na banda desenhada. A personagem deve ser um bom actor, expressivo. Também gosto do gag, encontrar ideias. Gosto de desenhar estes rascunhos de encenação de cada imagem. Cada etapa é um tipo de recomeço. Quando a prancha a lápis estava acabada, ainda tentava ver o que não estava bem. A passagem a tinta divertia-me também. Nunca me cansei do universo de Lagaffe."
Texto retirado do site da editora Witloof
Numa altura em que José Abrantes apresenta o seu álbum "Morgana e o Poço Misterioso" nas Feiras do Livro de Lisboa e Porto, Nuno Pereira de Sousa conversou com o autor para desvendar o que o seu 31º ano de carreira reserva aos leitores.
Leiam toda a entrevista aqui.