Uma mostra de mais de 200 cartoons sobre o Holocausto foi aberta hoje - uma resposta do Irão à publicação no ano passado por um jornal dinamarquês de caricaturas do profeta Maomé, que causou furor no mundo islâmico. Os cartoons, de 204 inscritos num concurso que oferecerá US$ 12 mil ao vencedor, foram fortemente influenciadas pelas posições do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que foi amplamente criticado no ano passado ao dizer que o Holocausto era um "mito" e que Israel deveria ser varrido do mapa.

Um cartoons, do indonésio Tony Thomdean, mostra a Estátua da Liberdade segurando com a mão esquerda um livro sobre o Holocausto e fazendo a saudação nazista com a direita. Masoud Shojai, diretor da Casa de Caricaturas, que promove o concurso junto com o jornal Hamshahri, afirmou que um júri analisou 1.200 inscrições.

O concurso foi anunciado em fevereiro depois de protestos mundiais contra os cartoons de Maomé publicadas pelo jornal dinamarquês Jyllands-Posten. Muitos muçulmanos consideraram os cartoons uma ofensa e uma violação da tradição proibindo imagens do profeta.

O jornal Hamshahri argumentou que queria testar a tolerância do Ocidente com desenhos sobre o assassinato de seis milhões de judeus pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial. O concurso recebeu inscrições de todo o mundo, inclusive do Brasil.

A mostra, que irá até 13 de setembro, está sendo realizada numa sala de exibição localizada nas proximidades da Embaixada da Autoridade Palestina, que era usada pela diplomacia israelense antes da revolução islâmica de 1979.

Fonte: Agencia Estado