O "Humor e Sociedade" do VII PortoCartoon está a superar as edições anteriores do festival, patente ao público, no Ministério das Finanças. Trata-se do PortoCartoon mais visto de sempre em Lisboa com milhares de visitantes e o seu êxito levou o Museu Nacional da Imprensa, autor da mostra, a prolongá-la mais uma semana. O público pode apreciar mais de 200 cartoons incluindo os trabalhos premiados, as menções honrosas atribuídas e os melhores desenhos seleccionados entre os milhares recebidos a concurso para a edição deste ano.
Os visitantes nacionais e estrangeiros podem ver, na Praça do Comércio, cartoons de países tão diferentes como o Azerbeijão, a Argélia, a China, a Colômbia, a Indonésia, o Irão, a Macedónia, a Roménia, a Rússia, a Ucrânia, e a Turquia, entre outros, para além dos principais países europeus, incluindo o nosso. O "Humor e Sociedade" foi o tema escolhido para a sétima edição em homenagem aos cartunistas e ao seu importante trabalho em todo o mundo, e a Rafael Bordalo Pinheiro, genial caricaturista português e "pai" da emblemática figura do "Zé Povinho", cujo centenário da morte ocorreu o ano passado.
Os desenhos expostos mostram a força do humor na abordagem dos problemas mais preocupantes da sociedade actual e ajudam o público a reflectir sobre os temas com um "sorriso" nos lábios. O PortoCartoon-World Festival é organizado anualmente pelo Museu Nacional da Imprensa e está cotado (pela FECO) como um dos três principais festivais de desenho humorístico do mundo. Facto que coloca Portugal no pódio dos concursos internacionais de caricatura. A FECO é a mais importante organização internacional de cartunistas representando cerca de 2000 artistas de 30 países.
A exposição está patente ao público até 10 de Outubro, no átrio do Ministério das Finanças, na Praça do Comércio, no seguinte horário: 2ª a 6ª, 9h-19h. A entrada é livre.
No dia 7 de Outubro irá decorrer uma nova maratona de criação artística, destinada a todos os apreciadores da Banda Desenhada.
Este evento, que irá ter início às 10 horas de sábado, 7 de Outubro e término às 10 horas do domingo, implica a criação de uma Banda Desenhada de 24 páginas criadas num período de 24 horas consecutivas.
Este evento é organizado pela Livraria Sétima Dimensão em parceria com a Secretaria Regional dos Recursos Humanos.
A participação neste evento está aberta a todos os interessados, sem limites de idade. Quem desejar participar neste grande evento das 24 horas pode ter mais informações em 12horas.setimadimensao.com
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Exposição «Portugal e Espanha: Vinte Anos de Integração na Europa» em Faro
A exposição «Portugal e Espanha: Vinte Anos de Integração na Europa», organizada para assinalar os vinte anos de adesão dos dois países à então Comunidade Económica Europeia, ocorrida em 1 de Janeiro de 1986, irá ser exibida pela primeira vez na região do Algarve, numa iniciativa da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional e dos seus serviços «Europe Direct» e «Euro Info Centre».
A mostra decorrerá na Sala de Exposições situada no Edifício-sede da CCDR, na Praça da Liberdade 2 (Pontinha), em Faro, de 2 a 13 de Outubro (dias úteis), entre as 10h00 e as 19h00.
Idealizada por um conjunto de organismos, dos quais se destacam os Gabinetes e Representações do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia em Portugal e Espanha, serão exibidos mais de uma centena de fotografias, cartoons e primeiras páginas de jornais, que acompanharam as transformações históricas que os dois países foram sofrendo nas duas últimas décadas. No mesmo espaço da mostra, os visitantes também terão possibilidade de obter gratuitamente um vasto leque de publicações europeias.
Mais informamos que, em complemento à mostra referida e como forma de impulsionar a participação dos cidadãos em fóruns de debate, irá decorrer uma Mesa-Redonda, com deputados ao Parlamento Europeu, subordinada ao tema «Portugal e o Futuro da Europa», a ter lugar no dia 9 de Outubro, pelas 15h00, no auditório da CCDR Algarve.
Fonte: www.opcaoturismo.com
O melhor do PortoCartoon World Festival vais ser apresentado, esta sexta-feira, pela primeira vez em França, no 25º Salão Internacional da Caricatura. A mostra reúne, até dia 8 de Outubro, os importantes nomes da caricatura mundial.
A exposição do Museu Nacional da Imprensa, intitulada «PortoCartoon, o riso do Mundo» marca presença no mais antigo e importante Salão de Humor de França. O certame, que comemora este ano um quarto de século, vai reunir durante as próximas duas semanas alguns dos melhores cartunistas de todo o mundo, além da apresentação de grandes exposições temáticas e de autor. O «riso do Mundo» inclui meia centena de cartoons e mostra o melhor dos oito festivais do PortoCartoon realizados em Portugal. Sempre com temas diferentes, os desenhos patentes demonstram bem a força reflexiva do humor sobre os problemas mais preocupantes do mundo. A guerra, a poluição, a fome, o consumismo, a falta de água e o abuso de poder são alguns dos assuntos que os lápis dos cartunistas analisam com mordacidade e finura plástica. A exposição do PortoCartoon vai figurar, lado a lado, com outras mostras de alguns dos mais importantes nomes da caricatura mundial como: Plantu, cartunista do «Le Monde» durante trinta anos; Siro, colaborador no «L’Equipe», «l’Aurore», «le Fígaro», «France Football», etc...; e Chenez, desenhador editorialista do «L’Equipe», entre muitos outros. Para o Museu Nacional da Imprensa, a presença do PortoCartoon em St. Just é um marco do festival português na sua internacionalização e visa reforçar a sua importância como ponto de atracção de grandes nomes do humor a nível mundial.
É neste contexto que também está patente, no Brasil, outra mostra do PortoCartoon, integrada no 33º Salão Internacional de Humor de Piracicaba (S. Paulo).
Fonte: Primeiro de Janeiro
"Queremos romper os moldes da banda desenhada em Portugal". É com esta declaração de intenções que o mercado conhece a partir de hoje "BRK", uma nova banda desenhada que começou no "BDJornal" n.º 14 (actualmente nas bancas), e que intenta uma caminhada de fôlego ser uma "obra de referência na BD portuguesa".
Os seus autores são dois jovens Filipe Pina (argumentista e colorista), 27 anos, curso de Design e Comunicação e Audiovisuais da Escola António Arroio e experiência em Design Gráfico para televisão e em jogos electrónicos, e Filipe Andrade (desenhador), 19 anos, a frequentar o 2.º ano de Escultura da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e com participações (por vezes premiadas) em concursos de BD.
Mas "BRK", que significa "break" (partir ou quebrar) distingue-se das outras histórias aos quadradinhos sobretudo devido ao seu conteúdo tem como cenário exclusivo cidades portuguesas, nomeadamente Porto, Almada e Lisboa.
"Portugal é um cenário excelente para qualquer tipo de história. Como é possível que isso não seja aproveitado no nosso mercado? Não faz sentido", disse ao JN Filipe Pina. "Visualmente temos as pontes mais interessantes, a costa mais completa e uma variedade enorme de pontos geográficos no país para todo o tipo de situações", justifica o argumentista. Filipe Andrade acrescenta "É o país que conheço com mais diversidade num tão curto espaço de terreno; temos que deixar de o retratar exclusivamente na era medieval".
E bem se pode dizer que o primeiro protagonista de "BRK" é a Cidade Invicta. A história envolve um grupo revolucionário que executa um atentado na Baixa do Porto. O alvo escolhido é o antigo Café Imperial, na Praça da Liberdade; o seu executante é um bombista-suicida idoso. Ambas as escolhas têm um significado social. Os autores explicam "O bombista é movido por razões pessoais e pretende evocar memórias distantes e um passado que contrastam com a situação actual, e o facto de o antigo Imperial ser agora o 'MkDonaldes' ajuda a distorcer a sua realidade e a motivá-lo para acabar com a sua vida e a dos outros".
Refutando qualquer intenção de assim contribuírem para o novo 'look' da Baixa portuense - "se o quiséssemos fazer, era a construir e não a destruir" - explicam que "este atentado é uma reflexão sobre a realidade portuguesa, na eventualidade de este tipo de ocorrências se manifestarem por cá. A reacção das pessoas, os envolvidos e os seus motivos, assim como os jovens portugueses poderiam reagir face a algo que só acontece aos outros é o que nos interessa abordar".
A par disto, pela história passam também questões actuais como a luta antiglobalização, mas Filipe Pina recusa adiantar mais. "Há muitas surpresas e não queremos estragar o prazer da descoberta aos leitores", embora adiante que são de esperar "mais situações do género ao longo da história".
Disponível na internet (www.break-comic.com/) e muito falado nos blogues de BD, graficamente o projecto revela influências dos 'comics' americanos ("Joe Madureira, Humberto Ramos, Scott Campbell"), mas não só "Guarnido, Frezzato, Myasaki, Spielberg e Kojima".
Artigo: F. Cleto e Pina - Jornal de Notícias
Nota do autor: Não podia deixar de vos passar este artigo que o Marcelo Naranjo, com a colaboração de Sidney Gusman, escreveram sobre os comilões na banda-desenhada no site Universo HQ. Que luxo, este "estudo" em forma de apanhado sobre o tema.
"Em mais de um século, as HQs (banda-desenhadas) eternizaram na memória dos leitores diversos comilões e também cozinheiros (quase) de mão cheia. As barrigas salientes atestam: nada como os prazeres da culinária e de uma boa mesa. Pois não poderia ser diferente no mundo dos quadrinhos. Prepare seu guardanapo, afie os talheres e mergulhe numa jornada gastronômica com os nossos personagens favoritos, em meio a pratos maravilhosos e receitas diversas (...)"
Para lerem com apetite, aqui:http://www.universohq.com/quadrinhos/2006/comiloes.cfm
Julgamento contra "CHARLIE HEBDO" sobre cartoons será em Fevereiro
O Tribunal Correcional de Paris decidiu no dia 22 de Setembro que o julgamento contra o jornal satírico "Charlie Hebdo" por publicar Cartoons do profeta Maomé será realizado em 7 de fevereiro do próximo ano.
O julgamento ocorrerá devido às acções apresentadas contra o "Charlie Hebdo" pela União de Organizações Islâmicas da França e pela Grande Mesquita de Paris. Este é o único julgamento que ocorrerá na França devido às caricaturas, segundo o advogado do jornal, Richard Malka.
As organizações acusam a revista de "injúria pública a um grupo de pessoas por causa de sua religião", ao publicar, em fevereiro, um cartoon do profeta a chorar e a dizer: "É duro ser amado por tolos".
Os desenhos foram divulgados originalmente pelo jornal dinamarquês "Jyllands-Posten", em setembro de 2005. Os Cartoons geraram protestos e incidentes em diversas partes do mundo por muçulmanos, cuja religião proíbe a representação gráfica do profeta.
A União de Organizações Islâmicas da França, que reúne mais de 200 associações na França, quer que o "Charlie Hebdo" publique a sentença na capa se for condenado. A entidade também espera que a publicação receba uma multa.
A publicação das Cartoons representou um sucesso editorial para o jornal, que publicou várias edições do mesmo número, com mais de 400 mil exemplares vendidos.
EFE - Globo.com
É difícil combater em terreno inimigo, e o humor é definitivamente um terreno para os judeus. Na guerra dos cartoons, dois artistas israelenses lançaram uma ousada peça de humor autodepreciativo como só os netos de Abraão são capazes de produzir. Em resposta aos cartoons do Holocausto iranianos, a dupla lançou um concurso de humor anti-semita... desenhado pelos próprios judeus.
"Queremos mostrar ao mundo que podemos produzir os melhores, mais incisivos e mais ofensivos cartoons de ódio aos judeus já publicados", afirmou o ator e escritor Eyal Zusman, 30 ao site Comic Book Resources. O outro responsável pelo site, o desenhista e editor Amitai Sandy, 29, gabou-se: "Nenhum iraniano vai nos superar no nosso terreno".
O resultado do "Israeli Anti-Semitic Cartoon Contest" são dezenas de peças satirizando os estereótipos criados pelo anti-semitismo para atacar os judeus, disponíveis no site Boomka. Ali estão os homenzinhos de quipá, tranças e narizes enormes que comandam o planeta, bebem sangue de cristãos no café da manhã e de crianças palestinas no jantar. "Sou o dono deste planeta", afirma um alienígena, num dos desenhos. "Estranho, você não parece judeu", responde o outro ET. Um dos cartoons preferidos dos organizadores exibe um monstro judeu com dois pênis, capaz de sodomizar simultaneamente cristãos e muçulmanos.
O vencedor do concurso, anunciado em abril deste ano, mostra a silhueta de um rabino tocando violino diante da explosão do World Trade Center - tradução visual da idéia de que, como disse Mel Gibson, os judeus "são responsáveis por todas as guerras do mundo". Segundo o blog dos organizadores, o autor da cartoon, Aron Katz, doou o prêmio de US 600 para ONGs judaicas que lutam pelos direitos humanos nos territórios palestinos e no Sudão.
Ironia mal compreendida
A ironia dos organizadores do concurso de cartoons israelenses anti-semitas não foi bem compreendida e nem aceita. Muitos judeus, de Israel ou de outros países, criticaram duramente a iniciativa dos cartoons, taxando seus autores de "falsos judeus".
Ao contrário do concurso iraniano, os cartoons anti-semitas judeus ainda não conseguiram ir além da internet. Uma mostra dos cartoons, programada para ser exibida no final do mês passado numa galeria de Tel Aviv, acabou cancelada na última hora, segundo o Boomka.
Um dos jurados selecionados para o concurso foi o cartunista Art Spielgman, que já havia feito algo semelhante na sua história em quadrinhos "Maus", vencedor do prêmio Pulitzer, em que Spielgman conta a história de seu pai, um sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz. Ironizando o estereótipo nazista que compara os judeus a ratos, Spielgman retratou os personagens judeus como ratos, os nazistas, como gatos, e os americanos, como cachorros. Num quadrinho de "Maus", o autor reconhece que, se fosse retratar israelenses, talvez desenhasse porcos-espinhos.
Segundo os organizadores, Spielgman adorou a idéia do concurso, mas recusou-se a selecionar um vencedor, por ter ficado decepcionado com os cartoons apresentados. Para ele, os trabalhos não souberam lidar com a ironia. "Se alguém apagar os nomes judeus abaixo dos cartoons, veremos que eles apenas reforçam os estereótipos que satirizam", afirmou.
Gazeta Online - Globo
A reedição pela Casterman de todas as aventuras de Tintin - 24 no total - num novo formato, inferior ao tradicional, mais próximo do formato manga (BD japonesa), com o objectivo de conquistar novos leitores, nomeadamente os jovens e as mulheres, um segmento hoje em dia altamente influenciado pela banda desenhada nipónica.
Para saberem mais leiam o artigo do F. Cleto e Pina, no Jornal de Notícias:As aventuras de tintin em novo formato
Brasília, 18 Set (Lusa) – Durante um encontro realizado em Brasília entre 14 e 17 de setembro, artistas populares reivindicaram ações efetivas do governo para o fortalecimento da cultura popular brasileira e espaços para que possam apresentar as suas propostas.
"A arte popular no Brasil ainda é muito desvalorizada. O governo e os gestores públicos precisam olhar mais para nós, artistas de rua, que representamos tanto a raiz de um povo quanto a herança de um país", afirmou o músico Valdir Soares de Oliveira, 65 anos. Oliveira foi um dos participantes do I Encontro Sul-Americano de Culturas Populares e do II Seminário Nacional de Políticas Públicas para as Culturas Populares, que reuniu em Brasília representantes dos 12 países da América do Sul.
Os artistas criticaram o fato de não estar prevista nenhuma atividade plenária nos dois eventos em que pudessem manifestar-se e apresentar as suas reivindicações. Diante da pressão dos mestres das artes populares, o governo cedeu e marcou uma reunião plenária para o domingo, com a presença do secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Sérgio Mamberti, e do secretário adjunto da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, Ricardo Lima.
"A arte popular no Brasil é muito representativa. Precisamos de incentivá-la para mostrar sempre a nossa cara, de brasileiros. Para isso, o Estado precisa investir, reservar recursos no Orçamento Geral da União", disse a artista Cilene Farias.
Arte nas escolas
Outra reivindicação é a de que os administradores públicos contratem artistas populares para trabalharem nas escolas, como forma de passar a cultura popular para as crianças e, ao mesmo tempo, garantir a manutenção dos músicos, dançarinos, atores e escritores. De acordo com os representantes do governo, a possibilidade das reivindicações dos artistas se tornarem políticas públicas será analisada. Além dos debates, a programação dos dois eventos culturais incluiu apresentações artísticas, oficinas e exposições de cartoons e fotografia.
O encontro e o seminário foram promovidos pelo Ministério da Cultura, em parceria com o Instituto do Patrimônio Artístico e Nacional (Iphan), Fundação Cultural Palmares, Radiobrás, Instituto Empreender e Fundação Nacional de Artes (Funarte) (...)
Fonte: Agencia Lusa
Quem se recorda dos desenhos animados "Mister Magoo?" Um simpático velhinho que era míope e por isso metia-se nas maiores confusões possiveis por onde passava.
"Mister Magoo" foi criado pela United Productions of America. A personagem principal, Mister Quincy Magoo, era um velhinho baixo, careca e com uma grave deficiência visual que se envolvia nas mais cómicas e perigosas situações devido à sua pouca visão. A primeira exibição deste desenho foi em 1949, com o episódio The Ragtime Bear. Na época de 70 surge uma nova personagem na série, o cão McBarker que também era míope e falava ...
Mister Magoo recebeu dois óscares de animação, com o "When Magoo Flew" de 1953 e "Mr. Magoo's Puddle Jumper" em 1955. E a sua fama e sucesso foram tal, que chegou mesmo ao cinema, numa adaptação interpretada por Leslie Nielsen, em 1997.
No dia 2 de outubro é lançado, no Brasil, o DVD "The Mr. Magoo Show", com a série do clássico personagem e episódios inéditos divididos em 4 discos, com mais de 650 minutos de animação. A versão brasileira foi realizada nos estúdios da Uniarthe em São Paulo com a direção de Francisco de Freitas.
A partir de Quinta-Feira, 14 de Setembro de 2006, a Fundação Mário Soares apresenta no Museu Bernardino Machado, de Vila Nova de Famalicão, a exposição «Caricaturas de Bernardino Machado». Trata-se de uma mostra que reúne cerca de 50 desenhos do republicano Bernardino Machado, que foi duas vezes Presidente da República na primeira metade do século.
A exposição pode ser visitada na sala de exposições da Fundação Mário Soares até ao dia 14 de Outubro.
O caricaturista chinês Kuang Biao foi suspenso do seu emprego durante um mês pelo jornal "News Express", de Cantão, depois de desenhar o presidente da China, Hu Jintao, chorando.
Segundo o jornal "South China Morning Post", no cartoon Hu é mostrado a escrever uma carta para a filha de um professor morto por sobrecarga de trabalho. Foi publicada na segunda-feira pelo jornal "News Express", de tendência liberal.
A legenda diz: "O presidente Hu não estava a escrever apenas à filha do professor. Escreve também a todos os professores que trabalham no país. Sente um enorme respeito pelos professores e como pelas suas famílias".
Na opinião de Kuang Biao, o castigo é na realidade uma mostra de cuidado por parte do jornal, que espera assim acalmar os ânimos das autoridades.
"É uma tentativa de mostrar que tomou medidas contra um jornalista. Na China, às vezes, um bom ataque é a melhor defesa", declarou Kuang. Durante a suspensão, ele vai continuar a trabalhar, sob pseudônimo, para outras publicações.
Na China, fazer brincadeiras com os políticos é algo que não é bem visto. O "New Express" já tinha publicado anteriormente caricaturas de Hu e do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao. Mas elas não tinham repercutido tanto quanto a de segunda-feira.
Termina no dia 15 deste mês o prazo de votação para os desenhos inscritos na exposição virtual "ARTE PELA PAZ". O cartoon do Léo Valença, colaborador regular do Sergeicartoons.com foi o mais votado até agora. Podem ver aqui os trabalhos a votos, e que posteriormente farão parte da Semana Gandhi promovida pelo Iluminattis.
www.iluminattis.com.br
Ler também: Leo Valenca na Arte pela Paz
A mais bem-humorada retrospectiva do Governo Lula
De forma inteligente, criativa e, ao mesmo tempo, polêmica, o cartunista Diogo Salles acaba de lançar o livro corruPTos? ...mas quem não é? A publicação une ficção à realidade e traz uma retrospectiva bem-humorada dos principais acontecimentos políticos dos últimos quatro anos. O livro conta toda a história do atual governo utilizando uma linguagem inovadora, que mistura quadrinhos com charge política.
Os temas abordados vão desde a semelhança do governo Lula com a gestão FHC até episódios tristes e hilários como os dólares na cueca, o escândalo do mensalão, a queda dos homens fortes do PT e a "diversão" do publicitário Duda Mendonça com as proibidas "rinhas de galo". O autor mostra as várias facetas, não só do governo atual, mas de toda a política brasileira, enfatizando a corrupção nos diferentes níveis do setor público. "Este livro não aborda a política em si, mas sim o 'jeitinho brasileiro' de se fazer política e de como os políticos fazem valer a nossa lamentável cultura de 'levar vantagem em tudo'", afirma o autor.
Além de escrever os textos e assinar a arte, Diogo também organizou a produção, impressão e distribuição do livro.
Mais informações:Note! Assessoria de ComunicaçãoFernanda Pancheri ou Marco Rosa(11) 5084-3535 ou (11) 8114-4027contato@notecomunicacao.com.brwww.notecomunicacao.com.br
Fundão: 62 curtas-metragens em competição no festival IMAGO
A sétima edição do IMAGO - Festival Internacional de Cinema Jovem - vai exibir, entre 30 de Setembro e 8 de Outubro, no Fundão, 62 curtas-metragens, de 23 países, nas diferentes secções competitivas, anunciou hoje a organização. A selecção foi feita a partir de um número recorde de 1.340 curtas-metragens inscritas. O IMAGO 2006 distribuirá 15 mil euros em prémios, em três secções competitivas para jovens realizadores com menos de 35 anos de idade.
O festival incluirá ainda, pela primeira vez este ano, uma secção competitiva designada «Micromovies», destinada a filmes produzidos para a Internet e dispositivos portáteis multimédia.
Como tema principal os organizadores elegeram as relações entre a banda desenhada, os super-heróis e o cinema, com exibições curtas sob o título «Da Nona à Sétima Arte».
Vão ser apresentadas adaptações de banda desenhada para o cinema e criações de autores de BD que decidiram passar para trás das câmaras.
Em destaque está igualmente a «master class» orientada, dia 5 de Outubro, pelo consagrado ilustrador inglês Dave McKean, do qual será apresentada a instalação «Displacements» no centro cultural do Fundão.
O programa inclui ainda secções dedicadas à carreira de Clint Eastwood e uma aposta nos trabalhos do belga Nicolas Provost como jovem realizador para o futuro.
Haverá ainda programação especial para as escolas do primeiro ciclo do ensino básico do concelho do Fundão e espectáculos musicais, na secção «Sound & Vision Experience».
DK7, El Perro Del Mar, Janine Rostron e David Holmes & Andy Votel serão alguns dos nomes em cartaz na área musical.
Apesar de anunciado há meses, o concerto dos Pop Dell´Arte foi cancelado por motivos logísticos. Jens Lekman, pró seu lado, também não estará presente devido a outros compromissos.
A secção «Sound & Vision Experience» inclui filmes musicados ao vivo. A banda hip-hop Factor Activo, da Covilhã, e o coro da Associação Cultural da Beira Interior vão acompanhar dois filmes de animação protagonizados pela personagem «Felix, The Cat».
O duo de música electrónica Oxygen garantirá uma banda sonora original para «Decasia», de Bill Morrison.
O festival vai estrear a requalificada Casa da Moagem, do Fundão, um edifício transformado pela câmara local no novo centro cultural do concelho, com o nome de Cidade da Arte e do Engenho.
Orçado em 180 mil euros, o IMAGO está a cargo da Cooperativa Cinema Jovem e da Câmara Municipal do Fundão.
Diário Digital / Lusa
Em portugal observamos que existem muitos excelentes desenhadores sem destino. Começa pela própria formação, ou seja, enquanto se estuda para ser doutor ou engenheiro, vai-se desenvolvendo uma arte paralela, como o cartoon ou a caricatura. Mas este talento nunca é visto como uma "pérola a lapidar". O mais importante é ter uma profissão séria, mas o desenho nunca, ou quase nunca, é visto como possivel profissão. Quantos talentos se vão vão perdendo ao longo do caminho?
Conheço dois casos pessoalmente, que pela sua ambiguidade não deixam de ser engraçados. Um é psicólogo de formação (não sei se neste momento exerce), que conheci ao 18 anos.
Manuel D tinha uma veia artistica superior. O seu humor e seu traço eram de tal maneira bons, que lhe valeu alguns prémios nos salões de cartoon e caricatura. Acabou por deixar de desenhar pois não compensava.
Eduardo E é um exímio caricaturista, formado em Farmácia. Já ganhou alguns prémios, e é sem dúvida um dos melhores desenhadores que conheci até hoje. Gere neste momento uma farmácia, e, paralelamente, envolve-se em alguns projectos interessantes por gozo e necessidade de "deixar correr" tanto talento.
Estes dois amigos acabaram por desaparecer em realidades mais consistentes e mais promissoras. Mas, como propósito da arte (seja ela qual for), deixam órfãos uma grande minoria de apreciadores, e provavelmente nunca mais sentiremos as sensações que nos poderiam transmitir através do seu traço satírico.
Enquanto cartunista, já lá vão alguns anos de luta a favor de maior visibilidade desta arte. Isto quase parece um manifesto com tendencias vermelhas, mas o vermelho aqui é o das faces, ao corar quando me apercebo que tudo poderia ter sido mais simples. Anos e anos nesta tentativa de chegar algum lado, divulgando ao gosto pessoal o que penso e o que acredito ser o humor gráfico. Claro que já basta andarmos à sombra dessa arte maior que é a banda-desenhada, mas por seu intermédio, cá vamos chegando a mais gente.
E agora percebo o quanto fui idiota no caminho que escolhi para colocar o "Cartoon" nas bocas do mundo! E não só eu, mas todos os meus colegas, orientadores, divulgadores, influenciadores, mestres e professores (desculpem-me a franqueza!). É que afinal era tudo bem mais simples.
Bastava ter juntado o pessoal e feito umas caricaturas de Maomé. Depois era enviá-las para as nossas lista de contactos - há melhor distribuição? Em menos de 24 horas seríamos conhecidos no mundo inteiro, e a palavra "Cartoon" a mais pronunciada e ao mais alto nível. Haveria exposições cheias e editoras para publicar. Haveria paz e boa disposição. Haveria espaço e reconhecimento e seriamos alvo, a curto prazo, de um filme hollywoodesco.
Mas a realidade ultrapassou mais uma vez a ficção. O "cartoon" está de facto nas bocas do mundo. E ninguém se está a rir.
José Bandeira nasceu em Lisboa em Setembro de 1962. Iniciou a sua carreira de cartunista político em 1983 no Diário de Notícias, onde publicou, a partir de 1990, a série diária «Cravo & Ferradura», tendo trabalhado desde então para vários jornais e revistas. Também faz BD, área em que conquistou diversos prémios, e ilustração para livros.
Em 2003 publica o álbum Namoros, Casamentos e Outros Desencontros (Gradiva), distinguido com o prémio Melhor Álbum de Tiras Humorísticas 2003 do Salão de Banda Desenhada da Amadora. Foi várias vezes galardoado no Salão Nacional de Caricatura, cujo Grande Prémio lhe foi atribuído em 2004. Ainda em 2004 recebeu o Prémio Stuart. Tem participado em inúmeras exposições colectivas em Portugal e no estrangeiro (Brasil, Croácia, Costa Rica, Dinamarca, Espanha, China, Turquia). Está representado no Sammlung Karikaturen & Cartoon Basel (na Suíça) e na antologia Os Melhores Cartoons Políticos da Actualidade (vol. 1992). Actualmente publica no DN e no JN.
O presente álbum reúne as melhores tiras dos 14 anos da série publicada pelo Diário de Notícias.
A partir de 3 de Setembro, os telespectadores franceses poderão apreciar a série de desenhos animados de Spirou, com um total de 26 episódios.
Criados com um misto de animação 2D e 3D, estão garantidas a não só a presença de personagens conhecidas como Zorglub e Zantafio, mas também de novas caras, como será o caso de Zaoki, a filha de... Zorglub.
A série é coproduzida pelo estúdio Dupuis Audiovisuel, M6, RTBF, Aranéo e Fantasia Animation.
Como nota de rodapé, 17 dias depois está marcado o lançamento do 49º álbum da série de banda desenhada, Spirou et Fantasio à Tokyo, pelo duo de autores Morvan e Munuera.
Fonte: bdesenhada.com
Nota: Pelo andar da carruagem, a que já estamos habituados aqui em portugal, não creio que algum dia tenhamos a oportunidade de ver esta série na nossa televisão. Resta-nos esperar pela eventual (mas quase certa) edição em DVD.
Uma versão em banda desenhada do relatório oficial sobre os atentados de 11 de Setembro de 2001, assinada por dois autores consagrados do género, Sid Jacobson e Ernie Colon, vai ser lançada terça-feira em Nova Iorque. «Estava a tentar ler o relatório e descobri que isso era muito difícil, porque não conseguia acompanhar todos os nomes, lugares e acontecimentos», contou Ernie Cólon, autor da banda desenhada «Wonder Woman».
Cólon contactou Sid Jacbson, o criador de «Spider-Man», e juntos decidiram fazer uma «adaptação gráfica» do relatório.
«O meu trabalho e o de Sid Jacobson é o de esclarecer coisas, e por isso telefonei-lhe, ele achou que era uma ideia excelente e partimos daí», disse Colon.
Em vez de exagerarem aspectos da acção ou caricaturarem as faces dos intervenientes, Jacobson e Colon optaram por um desenho quase fotográfico, mas permitiram-se algumas modificações.
«A forma da boca de Cheney faz lembrar um sorriso de sarcasmo, e por isso primeiro desenhei-a dessa forma. Mas depois de o desenhar vi que a boca poderia ser tomada como uma afirmação política e não era isso o que eu queria, e por isso redesenhei-a de uma forma que parecesse mais neutral», explicou Ernie Colon.
Houve também cenas retiradas, como as dos corpos das pessoas que se lançaram das torres do World Trade Center. Outras foram recriadas, como as dos terroristas degolando ovelhas para treinarem o que iriam fazer aos passageiros e pessoal de bordo dos aviões que desviaram.
Osama bin Laden tem um aspecto aterrador, mas nada parecido com os vulgares vilões da banda desenhada.
Embora não tenha sido fácil converter um relatório de 585 páginas num álbum de 128, Jacobson considera que foi conseguido o objectivo que tinham à partida: «tornar fácil compreender o que a comissão descobriu».
Vai decorrer nos dias 23 e 24 de Setembro, na UNAVE, uma acção de formação com Fernando Correia e Nuno Farinha, subordinada ao tema da ilustração digital.
Neste curso serão apresentados e treinados os princípios, métodos e técnicas básicas do desenho aplicáveis à técnicas digitais e mais adequadas à ilustração no geral (nas suas diversas temáticas e vertentes), por forma a fornecer aos formandos uma base de conhecimentos suficiente para a sua progressão autónoma nas técnicas e temáticas abordadas.
Horário: 9.00h – 13.00h / 14.00h – 18.00h
Projecto liderado pela Universidade de Aveiro em parceria com o Teatro Aveirense financiado pelo Aveiro Digital
A Academia de Artes Digitais é um projecto liderado pela Universidade de Aveiro, que conta com a parceria do Teatro Aveirense e é financiado pelo programa Aveiro Digital. Este projecto tem como objectivo criar um pólo de experimentação, exploração, pesquisa e investigação das mais recentes técnicas de produção de arte digital, na procura da convergência entre a arte, ciência e tecnologia. Existem dois vectores de acção, do ponto de vista programático, deste projecto: as artes da imagem e as artes de palco. Reafirmamos que estas duas áreas têm como sustentação teórica a relação entre a arte, ciência e tecnologia.
Fábrica - Centro de Ciência Viva de Aveiro (www.fabrica.ua.pt/cienciaviva/)
Após a febre das caricaturas de Maomé, após a febre de ortodoxos que excomungaram cartoonistas que desenharam Jesus, após terem caricaturado Bush em guerra com o mundo, o Cartoon foi posto em causa e já não sabemos qual o seu papel na sociedade contemporânea.
Por estas razões o Osvaldo de Sousa (humorgrafe) decidiu fazer um Inquérito mundial sobre o assunto. Se tens amigos cartoonistas de outros países que possam responder a estas questões ele agradece.
Visitem: http://humorgrafe.blogspot.com/2006/07/humorgrafe-procura-do-cartoon.html