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Outubro 2006 - Posts

"Vou criar o António Alfacinha"

Maurício de Sousa, que completou 71 anos em Lisboa, tem dez filhos, 11 netos e um bisneto Maurício de Sousa, desenhador, pai dos quadradinhos da ‘Mônica’, revela que o verdadeiro coelhinho da filha que inspirou a história não era azul e que vai criar um António Alfacinha, lisboeta, para aumentar a ‘Turma’. Além da ‘dentuça’, as suas histórias já venderam mais de mil milhões de livrinhos e vêm aí mais personagens.

Correio da Manhã – Parou a parceria com a editora Globo (que distribuía os quadradinhos para Portugal)?

Maurício de Sousa – Parei. Havia falta de interesse da Globo no negócio. Agora estou com a Panini, uma multinacional com interesses na Europa e em Portugal. Vamos relançar em força todos os nossos produtos já a partir de Janeiro.

– O que se passou?

– Não sei. Eles dizem que é apenas um momento e que iam fazer, mas não fizeram nada. É já um longo sono. Estavam a distribuir mal já há alguns anos e, de Junho para cá, interromperam.

– As suas personagens estavam a ser maltratadas?

– Coitadas! Não posso permitir que deixem de ter os seus amiguinhos portugueses. Até para poder criar uma personagem nova – que faz tempo que penso nisso – que é o António Alfacinha.

– Um lisboeta?

– É. Vai falar com o sotaque bem português com ‘A Turma da Mônica’ e provocar algumas confusões, até pelos sentidos distintos das mesmas palavras. Vai ser bom para as crianças saberem como se fala em Portugal e no Brasil.

– Os brasileiros fazem muitas piadas sobre os portugueses e até nos chamam ‘padeiros’. Será que vai ter sucesso?

– Vamos fazer o quê se, na realidade, as melhores padarias são portuguesas? (risos) Tenho muitos amigos portugueses.

– E como surgiu, no jornal ‘Folha de São Paulo’, a oportunidade de estrear o Bidu?

– Em 1959, entrei no ‘Folha’ para fazer reportagem policial, notícias sobre crimes. Não era o que queria. Mas era ali que havia uma vaga enquanto planeava a forma de entrar nos quadradinhos.

– Quanto tempo demorou?

– Cinco ou seis anos. Foi bom. Era jovem e era como se estivesse a fazer cinema. Até me fantasiava, vestia-me como repórter de filme americano, de chapéu, capa... Era como se fosse um detective.

– Como descobriram que tinha jeito para o traço?

– Eu ilustrava os artigos sobre crimes, quando não conseguia boas fotos. E começaram a perceber que também desenhava. Então, quando escrevi a primeira história e mostrei, deram-me oportunidade de publicar tiras sobre o Bidu, baseado num cãozinho que tinha em criança.

– Depois do Bidu, o Franjinha

– Sim, era o dono. Depois saiu o Cebolinha, baseado num menino que conheci; o Cascão, a Mônica – ganhou espaço e ficou a mais poderosa – e todos os outros...

– Todos inspirados em pessoas que conhece e nos seus filhos?

– Sim. Construo melhor características psicológicas. Assim, a preocupação é só arranjar um tema para a história.

– Vêm aí personagens novos?

– Sim, estava cuidando de outras personagens com alguma deficiência, ou melhor, eficiência. Depois do Ronaldinho (inspirado no futebolista Ronaldinho Gaúcho, criado em 2005, no Brasil) há o Luca, numa cadeira de rodas, e a Dorinha, cega. E vai sair uma família de negros, depois entra o Marcelinho (inspirado no filho de oito anos, Marcelo) e, nas histórias do Chico Bento, uma menina com síndrome de Down.

– Porque foi a Mônica a mais bem sucedida?

– Porque é mulher. As mulheres conquistam mais. (risos)

– A sua filha era mesmo assim: dentuça, agarrada ao coelhinho?

– Sim, ela só não tem mais o coelhinho que era amarelo e não azul. Mas guarda o resto dele

– Porque não envelhece as personagens?

– Se as personagens envelhecerem com você, você envelhece com elas. É como com o Pequeno Príncipe: fica-se preso a quem nos conquista naquele momento mágico. É uma máquina do tempo. O espírito não envelhece.

"LULA E ALCKMIN DÃO BOAS CARICATURAS"

CM – Como reage aos ‘cartoons’ polémicos feitos ao Maomé?

M.S. – Não se pode negar que há por lá algum radicalismo. Mas o autor deve entender que tem uma responsabilidade de não agredir o leitor.

– É católico? Fica zangado com uma caricatura ao Papa?

– Lógico. É chocante! Respeito, mas não acho bem.

– E ‘cartoons’ políticos?

– Aí é outra coisa. Alguns políticos merecem caricatura.

– O Lula e o Alkmin?

– Sem dúvida, dão caricaturas boas. E há coisas muito criativas, a favor ou contra.

– Não vota (hoje) na 2.ª volta das Eleições Presidenciais no Brasil. Onde poria a cruz?

– Em cima da minha cabeça (risos). Está muito difícil de a colocar no lugar certo...

– Não acredita que um dos dois candidatos possa levar o Brasil para a frente?

– O país não está mal. O pessoal do Alkmin não é despreparado. Qualquer um dos lados vai continuar com o Brasil em desenvolvimento. Mas cada um tem o seu método.

– Em quem votou antes?

– No Lula. É meu amigo pessoal. Conheço-o há tempos. Mas não gosto das coisas que aconteceram com o partido, é tudo muito estranho, estou desiludido...

– O ‘mensalão’, os escândalos. Acha que o Lula sabia?

– É um grande mistério. Em conversa com ele, ele diz-me que também está muito desagradado com isso.

PERFIL

Nasceu em Santa Isabel e vive em São Paulo desde os 18 anos. Filho de poetas, começou no jornal ‘Folha de São Paulo’ como repórter policial. Em 1959, saiu a primeira tira do Bidu. A partir daí, já vendeu mais de mil milhões de histórias aos quadradinhos da Mónica, Magali, Cascão, Chico Bento...

Em ruptura com a editora Globo, mudou-se para a Panini, através da qual voltará a Portugal em 2007 também com o novo António Alfacinha. Tem um parque temático da Mônica em São Paulo, mas os de Curitiba e do Rio de Janeiro fecharam. Trabalhou para o Governo brasileiro em campanhas institucionais e projectos sociais, é amigo de Lula, mas diz nunca ter dependido do Governo. Tem dez filhos, onze netos e um bisneto. Fez 71 anos na sexta-feira, em Lisboa.

Sofia Canelas de Castro - Correio da Manhã
Foto: Sérgio Lemos

«Salazar, agora na hora da sua morte» é novela gráfica da vida do ditador
 
O romance em banda desenhada «Salazar, agora na hora da sua morte» é «uma leitura livre sobre uma figura histórica, absurda e obsessiva», afirmou este sábado João Paulo Cotrim, autor do argumento, à agência Lusa. O livro, premiado pelo Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, tem texto do jornalista João Paulo Cotrim e desenho de Miguel Rocha.

A obra, cuja ideia partiu da editora Parceria AM Pereira, é uma novela gráfica que aborda a vida de Salazar, desde a infância até à queda no poder.

«É um olhar que respeita a personagem, um ditador algo absurdo que é o resultado de um determinado momento histórico», explicou João Paulo Cotrim.

Ao nível gráfico, o livro foi totalmente desenhado no computador, com infografias, colagens e montagens, recorrendo a fotografias e recortes de jornais, numa técnica que Miguel Rocha utiliza pouco na sua obra artística.

A imagem que atravessa todo o livro é feita ainda de traços esfumados, desfocados, em tons monocromáticos e sombrios, com preto, branco e ocre, e com uma unidade gráfica «que ajuda a definir a imagem de Salazar», explicou Miguel Rocha à agência Lusa.

Na obra também são utilizados diversos tipos de letras, para diferenciar os diversos discursos presentes na história.

Com este álbum, de mais de 200 páginas, os autores pretenderam «humanizar a figura de Salazar, para o tirar da categoria dos mitos, porque foi uma figura histórica num tempo histórico», sublinhou João Paulo Cotrim.

«É altura de o matar de vez e de o colocar no seu lugar histórico, porque a sensação que dá é que ainda não estamos reconciliados com o passado», opinou o autor.

João Paulo Cotrim e Miguel Rocha estarão no domingo no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora numa sessão de autógrafos, mas o lançamento oficial da obra está marcado para segunda- feira.

A apresentação, a cargo de Guilherme de Oliveira Martins, decorrerá no Ministério das Finanças, «um dos locais onde o fantasma de Salazar ainda deve passar alguns tempos», como ironizou Cotrim.

João Paulo Cotrim, de 41 anos, jornalista, dirigiu a Bedeteca entre 1996 e 2002, assim como o Salão Lisboa de Ilustração e Banda Desenhada.

Editou vários livros, entre os quais o ensaio «Stuart - A Rua e o Riso», «Fotobiografia de Rafael Bordalo Pinheiro», «À Esquina», com desenhos de Pedro Burgos, e «História de um segredo», com André Letria.

Miguel Rocha, 38 anos, autor de banda desenhada, assinou títulos como «Beterraba - a vida numa colher», «As pombinhas do sr. Leitão», «Março» e «Eduarda».

Fonte: Portugal Diario

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Roberto Macedo Alves diz que a BD conquistou um maior número de fãs madeirenses

A Livraria 7.ª Dimensão, situada na Rua Câmara Pestana, no Funchal, assinalou ontem o seu 2.º aniversário de abertura ao público com o lançamento de um fanzine, com textos de Ricardo Ferreira e desenhos de Sílvio Cró. O fanzine, segundo Roberto Macedo Alves, proprietário da 7.ª Dimensão, surge com a necessidade de colmatar um vazio que começou agora a manifestar-se a nível da criação artística regional no campo da Banda Desenhada (BD).

«Como nunca houve nenhuma entidade, pública ou privada, que apoiasse ou respeitasse devidamente a BD como forma de arte, então optámos pelo fanzine como primeiro evento de criação artística», disse Roberto Macedo Alves, salientando que «as origens da BD e de grande parte dos autores nacionais é baseada neste tipo de publicações».

O fanzine é feito com papel de jornal e tem cerca de 22 páginas.
Por outro lado, Roberto Macedo Alves faz um balanço positivo destes dois anos de actividade da 7.ª Dimensão, referindo que a BD tem vindo a cativar um maior número de fãs madeirenses. Para isso, muito contribuiu o projecto “24 Horas de BD”, também criado por Roberto Macedo Alves. 

Odília Gouveia - www.jornaldamadeira.pt

Exposição de Caricaturas de Freud

O Atrium Saldanha, em Lisboa, em conjunto com a Embaixada Checa de Portugal, apresenta a partir terça-feira uma Exposição de Caricaturas de Freud, por ocasião do 150º aniversário do nascimento deste famoso médico e criador da psicanálise.

A mostra é composta por desenhos humorísticos da autoria de Vladimir Jiránek, jornalista checo, considerado um dos melhores caricaturistas da actualidade, que já editou onze livros desta arte, produziu curtas-metragens, colabora com muitas revistas e jornais onde comenta e reflecte o dia a dia político e social e inclusivamente livros de outros autores.

A exposição será inaugurada pelas 17h30, e contará com um discurso do psicanalista e professor Catedrático do Departamento de Psicologia da Universidade Lusófona, José Martinho, que também é presidente da Antena do Campo Freudiano, representante em Portugal da Associação Mundial de Psicanálise e autor de inúmeros artigos e livros publicados em Portugal e no estrangeiro. Aguarda-se ainda a presença de vários elementos do corpo diplomático e figuras relacionadas com a psicanálise.

O evento, com entrada livre, ficará aberto ao público até ao dia 4 de Novembro, no piso 0 do C. C. Atrium do Saldanha, diariamente entre as 10h00 e as 23h00.

Paralelamente irá decorrer um passatempo onde os participantes poderão ganhar livros de Sigmund Freud, gentilmente oferecidos pela livraria Almedina.

Fonte: fabricadeconteudos.com

Novidades Outubro e Novembro de 2006
 
Em toda a parte é sem dúvida um livro experimental, onde o autor propõe uma história completamente muda, caso raro na banda desenhada. Assim, temos um personagem - do qual nem sabemos o nome - que é contemplado com uma viagem à volta do mundo. Ao longo das várias escalas dessa viagem de sonho, cruza-se com uma enigmática figura, que lhe surge cada vez com maior frequência, um pouco por todo o lado. De regresso a casa, verifica que nem tudo se encontra como deixou e que a estranha figura está cada vez mais presente. Em toda a parte. Estará a viver um pesadelo?

O AUTOR
ALEX BALADI (1969, Vevey–Suíça) iniciou-se na Banda Desenhada apenas aos 22 anos. Estudou História da Arte e das Letras em Genève e depois Cinema e Vídeo  em Paris.

Realizou um sem número de cartazes   e ilustrações para brochuras publicitárias, capas de CD, artigos de jornais, tiras e desenho de imprensa e fez cenários para peças de teatro. Trabalha também em pintura e os seus trabalhos já foram expostos um pouco por toda a Europa.

O seu primeiro álbum gráfico foi editado em 1992 e desde então seguiram-se 25 livros, num ritmo pouco usual num autor que se movimenta   no género independente. Igualmente adepto da auto-edição, através da micro-publicação, o autor explora com um optimismo de circunstância as possíveis magias da realidade.

É considerado um dos mais relevantes autores suíços da actualidade.


FICHA TÉCNICA
Em toda a parte, Baladi. Prontuário (2ª série), nº 2; 22 x 16,5 cm; capa a duas cores, com badanas; 72 pág.; PVP: 7,90 Euros

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SOLO, porque a violoncelista nua de uma das histórias é solista numa orquestra. Mas igualmente por essas histórias serem produto de um trabalho solitário e de gosto pelo preto e bran-co, uma alternativa ao “grayscale” da realidade. O projecto, já o pensara como resposta a um tormento. Dei-me conta um dia de que as minhas histórias de BD andavam tresmalhadas apesar de bem entregues. Material a preto e branco, curtas, inéditos e dispersos por concursos, festivais e revistas. Toque a reunir!

O autor, na introdução ao livro.


O AUTOR
FILIPE ABRANCHES (Lisboa, 1965) é um criador difícil de classificar nos habituais parâmetros em que tende a balizar-se o estilo de um artista.

Em 1990 concluiu o Curso de Cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, actividade que pouco exerceu. Desde 1979, tem vindo a espalhar um pouco por toda a parte, de Portugal a França, os frutos do seu labor criativo: banda desenhada e ilustração.

Regularmente, publica em revistas nacionais e internacionais pequenas metáforas, sombrias e desesperadas, traçadas a pincel com mestria. O seu universo atravessa tanto o espectro literário, como o cinematográfico. É um desenhador que se distingue pelo seu estilo camaleónico em constante mutação, como o prova a recolha efectuada neste livro, onde exibe uma grande parte dos seus trabalhos realizados a solo, que se encontravam dispersos, e ainda alguns inéditos.


FICHA TÉCNICA
Solo, Filipe Abranches. Prontuário (2ª série), nº 3; 22 x 16,5 cm; capa a três cores, com badanas; 72 pág.; PVP: 7,90 Euros
 
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OS DEUSES CAÍDOS falam de super-heróis, seres que podem voar, ver através de paredes e mudar o curso do mundo com um simples estalar de dedos. David Rubín apresenta-nos estes personagens de uma forma diferente do que estamos habitua-dos a ver neste género. Nas suas mãos, estes super-homens transformam-se em seres complexados, vazios, vulneráveis, mais humanos do que qualquer pessoa comum.

Os super-heróis de Rubín carregam às costas o lastro de mil batalhas perdidas, sabem que o inimigo mais difícil de vencer se encontra no seu próprio coração, que um antigo amor mal curado pode ser mais destrutivo que o pior dos super-vilões e que a máscara, o alter-ego, é apenas mais uma forma de escape perante o terrível destino com que todos temos de lidar.


O AUTOR
DAVID RUBÍN (Ourense - Espanha, 1977) é desenhador e animador e presença assídua nas páginas de “BD Banda” e “Barsowia”, duas das principais revistas galegas de banda desenhada.

Diz-se que as personagens desenhadas se parecem sempre com o respectivo autor. No caso de David Rubín, a teoria parece confirmar-se... As suas obras reflectem a sua complexidade pessoal e a sua maturidade; as suas personagens conseguem transmitir-nos a sua inquietação, a sua ânsia em deixar conta-minar-se por estilos e influências de todo o tipo. Surpreende, ao conhecê-lo, a quantidade de mundos pelos quais se deixa impressionar. Muitos deles  vêem-se com maior ou menor facilidade nos seus trabalhos; outros começam a ser observá-veis quando se conhecem os gostos do David, como é o caso da sua admiração pela cultura oriental, especialmente a japonesa, e quando se descobre a sua mente aberta a todos os campos de expressão.


FICHA TÉCNICA
Os deuses caídos, David Rubín. Prontuário (2ª série), nº 4; 22 x 16,5 cm; capa a quatro cores, com badanas; 72 pág.; PVP: 7,90 Euros 
 
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Os Compadres - O humor de Sergei procura a simplicidade do quotidiano, e é precisamente essa simplicidade quase anedótica que nos surpreende, e que dá riqueza aos seus trabalhos. Como exemplo máximo dessa linha de pensamento é a tira “Os compadres”. Não é por acaso que ele vai transpor o seu humor para a voz de camponeses. Não é por acaso que ele vai buscar a raiz alentejana para os seus anti-herois, um anacronismo, se pensarmos que estes trabalhos foram originalmente pensados para um jornal da zona centro do país. É que ele necessita desse pensar filosófico, dessa calma narrativa, para em três ou quatro vinhetas nos desenvolver o dia-a-dia em ironia.

Osvaldo de Sousa, no prefácio ao livro.


O AUTOR
SERGEI é o pseudónimo de Paulo Teixeira (Moçambique, 1970).

Começou a publicar aos 16 anos, tendo passado por diversas revistas e jornais, como o Diário de Notícias, Jornal de Letras, Destak, Moto-Jornal ou Atlética.

A partir dos 20 anos começa a trabalhar como criativo e ilustrador em publicidade, profissão que ainda hoje mantém, exercendo-a em Lisboa e vivendo em Almada.
Paralelamente, dedica-se de corpo e alma ao desenho humo-rístico, principalmente à área das Tiras Humorísticas e do Cartoon.
Até à data já participou em numerosas exposições nacionais e internacionais. Costuma participar em encontros de autores onde são organizadas sessões de caricatura ao vivo. Foi o criador do “Tio Pelicas”, mascote/símbolo oficial do Montepio Geral junto do público juvenil.

Cria o site sergeicartoons.com, em 2000, sendo o responsável por todo o seu desenvolvimento e conceito. Em 2006 o site passa a portal, tornando-se cada vez mais numa montra onde se dá a conhecer trabalhos de qualidade e artistas do humor de todo o mundo.


FICHA TÉCNICA
Os compadres, Sergei. De bom humor, nº 1; 22 x 16,5 cm; capa a quatro cores, com badanas; 76 pág.; PVP: 8,10 Euros

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Ler também:
Sergei no 17º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora

Sexta feira foi inaugurado oficialmente, às 21.30 horas, abrindo sábado ao público, o 17.º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA) que, após as críticas generalizadas aos espaços da Escola Intercultural e da Estação de Metro da Falagueira, tem como primeira novidade a localização, o Fórum Luís de Camões, na Brandoa, um novo espaço construído pela autarquia. Para o preencher, a organização elegeu como tema central "17 Graus Periféricos e o Resto do Mundo", optando pela divulgação de criadores, escolas e estilos pouco (ou nada) conhecidos, trazendo até ao público mais de duas centenas de autores da América Latina (incluindo originais de Quino, Alberto Breccia, "Nani" Mosquera, Maurício de Souza e Hugo Pratt), África , mundo árabe e Leste europeu. As principais atracções do festival serão, no entanto, as mostras dedicadas à "Nova manga" (ver caixa) e ao "Decálogo", uma obra em 10 volumes já editada em Português pela ASA. É uma história de encontros, desencontros, enganos e coincidências em torno dos últimos dez mandamentos supostamente ditados por Maomé que, pelo seu carácter pacifista, poderiam ter alterado profundamente a história da humanidade tal como a conhecemos - e até evitar o confronto Ocidente/Oriente hoje tão actual - e em torno de um livro amaldiçoado intitulado "Nahik", que conta a sua história, sendo notável na forma como está pensado e escrito por Frank Giroud - revelando pormenores ou intuindo conclusões diversas, conforme é lido sequencialmente ou cronologicamente.


Presença portuguesa

Os autores portugueses também não foram esquecidos pelo festival, com destaque para Filipe Abranches, distinguido com o Prémio Nacional de BD para o Melhor Desenho de Autor Português, em 2005. Ainda em português, o FIBDA apresenta uma exposição de "17 Autores Contemporâneos", outra com alguns dos desenhadores que trabalham para o mercado norte-americano, e as novas propostas editoriais, a lançar durante o evento, de Sergei, Mário Freitas e Carlos Pedro e Fernando Campos, Filipe Teixeira e Carlos Geraldes e os integrantes do projecto "BD Voyeur", uma nova revista de BD erótica.

"Os Lusíadas", nas versões desenhadas do português José Ruy e do brasileiro Lailson Cavalcanti de Holanda, Barbara Canepa e Alessandro Barbucci , David Rubim, Ángel de La Calle, Lorenzo Gómez e Sérgio Salma são outras das propostas do festival que se explana também por outros espaços da cidade da Amadora, nomeadamente a Galeria Municipal Artur Bial (que acolhe esculturas de João Limpinho), a Casa Roque Gameiro (originais de Artur Correia e António Gomes de Almeida, vencedores do Prémio Nacional de BD 2005 para Melhor lbum Português com "Os Super-Heróis da História de Portugal"), os Recreios da Amadora (Zé dos Alicates, Jan Jagodic e o 15.º Concurso de Cartoon) e o CNBDI (onde está patente a mostra "O Mosquito, uma máquina de histórias").


Horários
Fórum Luís de Camões, Amadora. Domingo a 5.ª-feira, das 10h às 20h; 6.ª-feira e sábado, das 10h às 23h. De 20 de Outubro a 5 de Novembro.

Autores presentes no fim-de-semana
Frank Giroud, Lucien Rollin, Jean-Claude Denis e Alessandro Barbucci.

A exposição dedicada ao movimento que Frédéric Boilet designou como "nouvelle manga" - "nova manga", sendo que manga é geral mente o termo usado para designar a banda desenhada japonesa - é, sem dúvida, uma das mais estimulantes do Festival deste ano. No site www.nouvellemanga.com, Boilet desenvolve um longo manifesto em que, muito resumidamente,define "a nova manga" como uma banda desenhada de autor, ancorada na realidade e no quotidiano. Na Amadora, "a nova manga" estará representada através de originais do próprio Boilet, Aurélia Aurita, Emmanuel Guibert , Étienne Davoudeau, Hideji Oda, Moyoko Anno, Nicolas de Crécy, Kazuichi Hanawa, Daisuke Igarashi, Little Fish, Taiyo Matsumoto, David Prudhomme, Joann Sfar , Kan Takahama, Jiro Taniguchi e Fabrice Neaud.

Por F. Cleto e Pina, JN.pt

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Obra: “Os Compadres”, primeiro tomo.

"O humor de Sergei procura a simplicidade do quotidiano, e é precisamente essa simplicidade quase anedótica que nos surpreende, e que dá riqueza aos seus trabalhos. Como exemplo máximo dessa linha de pensamento é a tira “Os compadres”. Não é por acaso que ele vai transpor o seu humor para a voz de camponeses. Não é por acaso que ele vai buscar a raiz alentejana para os seus anti-herois, um anacronismo, se pensarmos que estes trabalhos foram originalmente pensados para um jornal da zona centro do país. É que ele necessita desse pensar filosófico, dessa calma narrativa, para em três ou quatro vinhetas nos desenvolver o dia-a-dia em ironia."

Osvaldo de Sousa, no prefácio ao livro.


O AUTOR
SERGEI é o pseudónimo de Paulo Teixeira (Moçambique, 1970).

Começou a publicar aos 16 anos, tendo passado por diversas revistas e jornais, como o Diário de Notícias, Jornal de Letras, Destak, Moto-Jornal ou Atlética.

A partir dos 20 anos começa a trabalhar como criativo e ilustrador em publicidade, profissão que ainda hoje mantém, exercendo-a em Lisboa e vivendo em Almada.
Paralelamente, dedica-se de corpo e alma ao desenho humo-rístico, principalmente à área das Tiras Humorísticas e do Cartoon.
Até à data já participou em numerosas exposições nacionais e internacionais. Costuma participar em encontros de autores onde são organizadas sessões de caricatura ao vivo. Foi o criador do “Tio Pelicas”, mascote/símbolo oficial do Montepio Geral junto do público juvenil.

Cria o site sergeicartoons.com, em 2000, sendo o responsável por todo o seu desenvolvimento e conceito. Em 2006 o site passa a portal, tornando-se cada vez mais numa montra onde se dá a conhecer trabalhos de qualidade e artistas do humor de todo o mundo.


FICHA TÉCNICA
Os compadres, Sergei. De bom humor, nº 1; 22 x 16,5 cm; capa a quatro cores, com badanas; 76 pág.; PVP: 8,10 Euros

Visite o site oficial dos compadres

Ler também:
Sergei no 17º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora
POLVO - Novidades editoriais de Banda Desenhada


 

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Começa hoje o 17º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA).

Como alguns de vocês já sabem, eu, Sergei, através da minha editora, vou estar no espaço dedicado às novidades editoriais com uma exposição individual e onde também estará o meu livro - "Os Compadres" - à venda.

Amanhã, sábado dia 21, entre as 15h e 17h estarei no "Fórum Luís de Camões" na Amadora a dar autógrafos. Claro que estão todos convidados a aparecer e a dar uma força!

Ler mais:
Obra: “Os Compadres”, primeiro tomo

Site oficial d"Os Compadres":
Os Compadres

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Cerca de 200 trabalhadores preparam o espaço do Fórum Luís de Camões, na Freguesia da Brandoa, para acolher a 17ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA), que é inaugurado amanhã, dia 20 de Outubro.
 
A menos de 48 horas da sua inauguração, o pavilhão desportivo e o terceiro piso do parque de estacionamento subterrâneo do Fórum vão ganhando vida com a colocação das pranchas de Banda Desenhada e dos adereços que integram cada uma das exposições. Nelson Dona, director do FIBDA, garante que os 3.500 metros quadrados «estarão prontos para acolher o público no dia da inauguração».
Os trabalhos de preparação do local começaram em Julho passado «com mais celeridade a partir do início de Setembro», quando os cenógrafos começaram «pensar em pormenor cada um dos espaços que vai acolher as exposições dos vários autores».
O tema central da edição deste ano do festival é «17 Graus Periféricos e o Resto do Mundo», que vai mostrar ao público a banda desenhada dos países da América Latina, da Europa do Leste e de África com trabalhos inéditos «que nunca foram expostos nos países de origem». Esta exposição vai estar patente no parque de estacionamento, na sala Mundo BD, que tem a particularidade de ter as pranchas fixadas numa estrutura que representa o Aqueduto Nacional das Águas Livres.
Os trabalhos do português José Ruy e do brasileiro Lailson Cavalcanti vão estar patentes num dos nichos deste espaço com uma exposição dedicada aos Lusíadas. O primeiro desenhou a obra de Luís de Camões e as aventuras dos portugueses na década de 80 e o segundo está a desenhar as mesmas aventuras, mas adaptadas ao ano de 2500. Trata-se de uma exposição que, segundo Nelson Dona, pretende fazer a ligação entre duas obras de banda desenhada que tem como ponto comum os Lusíadas.
A banda desenhada portuguesa está representada na exposição «17 Autores Portugueses Contemporâneos», que integra autores nascidos depois de 1960 (Alain Corbel, André Lemos, António Jorge Gonçalves, Daniel Maia, Dinis Conefrey, Filipe Abranches, Isabel Carvalho, João Fazenda, José Carlos Fernandes, Luís Louro, Miguel Rocha, Nuno Saraiva, Pedro Nora, Ricardo Ferrand, Ricardo Câmara, Rui Lacas e Susa Monteiro) e na exposição de Filipe Abranches, que conquistou o Prémio Nacional de BD2005 Desenho de Autor Português.
O FIBDA termina a 5 de Novembro e pode ser visitado de domingo a quinta, entre as 10 e as 20 horas, e de sexta-feira a sábado, das 10 às 23 horas.


Destaque para as novidades editoriais, com os autores portugueses: Sergei, Mário Freitas e Carlos Pedro e Fernando Campos, Filipe Teixeira e Carlos Geraldes.

Ler também: Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora

(Clique na imagem para ir para o site oficial)

No passado dia 4 teve início a 18ª edição das Jornadas de Banda Desenhada de Orense, evento de grande prestígio e longevidade na Galiza, que vai desenrolar-se até ao próximo dia 22 de Outubro. Destacam-se este ano mostras do colectivo Polaqia, dos prémios Injuves, da série portuguesa Black Box Stories, dos premiados dos concurso «GZ Crea» e «Castelao». Assinalam-se ainda presenças de Alberto Vásquez e Miguel Porto, além do duo Manel Fontdevilla e Albert Monteys. Como novidade maior do certame, haverá uma acção de laboratório de BD Experimental. Tornam possível a realização deste evento a Casa da Xuventude de Ourense e o Colectivo Phanzynex.

Estas 18ª Jornadas de Banda Desenhada de Orense dispersam-se por vários pontos da cidade, em particular na Casa da Juventude, Museu Municipal, Edifício Politécnico e Livraria Torga. Já com vários anos de histórias, estes jornadas centram-se este ano nas exposições de Manel Fontdevilla e Albert Monteys, autores de «La Parejita» e «Tato», rubricas que podem ser encontradas na humorística revista espanhola «El Jueves». Destaca-se ainda uma exposição de Alberto Vásquez, promotor da Fanzine «Enfermo», e uma outra do colectivo Polaqia, que celebra cinco anos de existência. De resto, podem ser encontradas mostras dos melhores trabalhos de BD e ilustração dos prémios Injuves 2005, e os melhores jovens criadores no concurso GZ Crea 2006. Paralelamente ao programa oficial destas XVIII Jornadas de BD de Orense, realizam-se outras actividades, tais como um encontro com autores do certame, o que aconteceu a 7 de Outubro com apresentação do comic «Viaxe à Tormenta» de David Rubin, do colectivo Polaqia. Para 17 de Outubro está prevista uma apresentação pública na Livraria Torga do livro «Vilaverzas», de autoria de Miguel Robledo.

Ao longo do evento, o Museu Municipal será também ponto de venda das mais recentes novidades da mais variada BD internacional.

 

Fonte: audienciazero.org/

De 20 de Outubro a 5 de Novembro vai ter lugar o 17º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA), que vai privilegiar as «periferias» da nona arte.

Intitulada «17 graus periféricos e o resto do mundo», a edição deste ano do festival exclui a banda desenhada predominante anglo-americana e franco-belga e dá lugar a artistas de outros pontos do planeta como a América Latina ou o mundo árabe.

Numa das exposições centrais do FIBDA serão divulgados autores de cerca de 20 países da América Latina, entre os quais Alberto Breccia, Quino, Carlos Trillo e Carlos Casalla.

De África serão apresentadas obras de países como Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Moçambique, Togo e Madagáscar, e do mundo árabe é revelada banda desenhada da Argélia ou de Tunísia.

Os países de Leste também estão representados no FIBDA com autores da Albânia, Croácia, Hungria, Roménia, Sérvia e Bulgária.

Como avança o Diário Digital, haverá espaço ainda para a nova «manga» e para a banda desenhada vinda de Espanha, através de David Rubim, Ángel de la Calle e Lorenzo Gómez.

Fonte: fabricadeconteudos.com

«Humor colateral» é o título do novo livro do cartoonista Omar Perez, que ao longo de 48 páginas revela trabalhos humorísticos e caricaturas deste argentino radicado na Galiza. Com prólogos de Osvaldo de Sousa y Jan op de Beeck, o livro custa 10 euros para Espanha (incluindo gastos de envio) e entre 13 euros ou 15 dólares para os restantes países. Os pedidos podem ser feitos através dos e-mails: cartoon@omarperez.org ou stamp@omarperez.org (Paypal). A viver em Ourense, Galiza, desde 1989, Omar Perez é colaborador em várias publicações em Portugal, Espanha e Argentina, trabalhando actualmente como desenhador gráfico e professor de Artes Visuais.

O caricaturista e ilustrador licenciou-se em Belas Artes, tendo realizado a sua primeira exposição, com 80 trabalhos, na cidade de Hortensia. Colaborou com publicações como «El Diario», «Puntal Diario», «El País», «Río Revuelto», «Impulso», da qual é co-director, entre outras. Hoje, colabora em várias revistas e jornais tanto a nível nacional como internacional, incluindo o Portal dos Jornalistas, do grupo do Comunidades.Net. Da sua participação em exposições, individuais e colectivas, destacam-se «Click» (Ourense, 2000), Arrábida Shopping (Vila Nova de Gaia, 2003), a IV Semana de Humor (Silleda, Espanha), International Cartoons Contest (Israel), Eurohumor (mostra itinerante).

Já foi premiado no «Sixth International Cartoon Contest», em 2000, em Haifa, Israel, e, mais recentemente, o Prémio AmadorCartoon BD 2004, em Lisboa, pelo reconhecimento da sua carreira.
 
(c) PNN Portuguese News Network

Novo visual para o humor centenário da revista suíça. (imagem: cortesia)Novo visual para o humor centenário da revista suíça.

A publicação suíça é a mais antiga revista humorística do mundo. Porém a sua fama não assegura a sobrevivência: ela continua a dar prejuízo.

A capa da edição de julho da tradicional publicação "Nebelspalter" faz uma brincadeira com um cartaz de campanha do partido de direita União Democrática do Centro, mostrando uma pessoa esfaqueando a outra pelas costas, com a "invasão" dos alemães na Suíça".

"Assim como esse tema, a revista gosta de abordar questões sócio-políticas que são debatidas na sociedade", declara o redator-chefe Marco Ratschiller.


Recomeço
O jornalista de 31 anos foi contratado em 2005 para relançar a mais antiga revista humorística do mundo. No mesmo ano ela festejou o seu 130º aniversário e procurava a saída para uma crise sem precedentes. O plano anunciado por Ratschiller era transformar a publicação numa "revista de salão". As mudanças foram consideráveis.

Elas começaram no papel: a capa é feita de uma espécie de papel de desenho. A revista é impressa em papel fosco, onde impressões digitais não podem ser percebidas tão facilmente. O custo do material cresceu. "Queremos combater essa tendência da sociedade da cultura do prazer. O nosso público-alvo são as pessoas que estão dispostas a pagar um pouco mais para ter humor", justifica o redator-chefe as reformas.

Novo conteúdo, novos autores
A Nebenspalter está agora dividida em três editorias: Suíça, exterior e sociedade. As matérias de capa misturam textos de página e caricaturas. As páginas coloridas de piadas, como as que existem também na revista humorística alemã "Titanic", uma das mais famosas do gênero, foram reduzidas ao mínimo.

Paralelamente ao relançamento, Ratschiller contratou jovens e ilustres autores. O mais difícil para ele foi convencê-los a acreditar no projeto, sobretudo pelo fato do orçamento da revista não poder crescer. De entre os novos nomes destacam-se Simon Enzler, Andreas Thiel – que também desenha caricaturas – e Gion Mathias Cavelty.

No vermelho
Apenas um detalhe ainda não foi mudado no Nebenspalter: ainda é produzida no vermelho. A editora responsável preferiu não publicar os números. Pesquisas realizadas mostram que 285 mil leitores lêem a publicação. Porém apenas 13 mil são assinantes de fato. Desde abril de 2005, mais 1.300 novos leitores compraram a assinatura.

O número é considerado positivo pela direção da revista, porém ainda não é considerado o "turnaround" económico. Se mais mil leitores se dispuserem a assinar a Nebenspalter, a redação localizada no pequeno vilarejo de Horn (cantão de Thurgau) vai respirar mais aliviada: a partir desse número a editora passa a trabalhar com lucro.

Com cuidado
O redator-chefe Ratschiller sabe que uma forma de chamar a atenção do público helvético é trabalhar com escândalos. Ele acredita, porém, que essa é uma forma que garante sucesso apenas em curto prazo. "Eu prefiro um crescimento lento e sólido".

O editor Thomas Engeli mostra-se paciente. Ele acredita que apenas em quatro anos a revista poderá trabalhar com lucro. Ao invés de investir numa campanha publicitária por toda a Suíça, a sua empresa prefere apostar no sucesso da campanha estilo "boca-a-boca".

Nos anos 70, Nebelspalter tinha uma tiragem de 60 mil exemplares. Hoje em dia são apenas 20 mil. Por essa razão, Ratschiller prefere ser realista: - "Nós nunca iremos nadar no dinheiro, pois afinal a concorrência é muito grande e o humor vai sempre ser um pequeno nicho do mercado editorial".

Fonte: Swissinfo e Philippe Reichen, SDA


"História trágica com final feliz" ganha Festival Internacional de Curtas-metragens em Barcelona

A curta-metragem de animação portuguesa "História trágica com final feliz", de Regina Pessoa, ganhou sábado o principal prémio do Festival Internacional de Curtas-metragens de Barcelona, Mecal Dosmilseis. O prémio Mecal à melhor curta-metragem internacional, no valor de 1200 euros, foi atribuído ex aequo à polaca "Melodrama", de Filip Maeczekiski (2005).

Concorreram ao prémio 49 curtas-metragens de ficção de diferentes países.

"História Trágica com final feliz" (35 MM, 2005), é uma co-produção da Ciclope Filmes (Portugal) Folimage (França) e Office National du Film (Canadá). A animação conta a história de uma menina com um coração que, por bater muito depressa, faz tanto barulho que incomoda as outras pessoas. O filme narra em sete minutos a evolução da relação entre a personagem e a sociedade que a rejeita. "A ideia metafórica de um coração que molesta os outros é brilhante. E é muito clara. Tinha que ser premiada", afirmou o realizador catalão Kikke Maílo, que destacou a "sensibilidade" e o "interesse formal" da animação.

Também integraram o júri da secção Internacional Dawn Sharpless, directora da distribuidora britânica "Dazzle", e o jornalista catalão especializado em cinema catalão Ferran Auberni. Todos destacaram a qualidade das curtas-metragens de animação apresentadas no certame. "É o género que está a dar mais renovação ao cinema", explicou Ferran Auberni à Agência Lusa. "É onde se vêem as propostas mais criativas, a nível técnico e de ideias", sublinhou. "Se renuncias a preconceitos vês que a história deste filme é encantadora. Muito terna, muito original e muito bem contada, com ritmo e bem desenhada. Para além disso, pode chegar facilmente ao público", disse. Em declarações à agência Lusa, Regina Pessoa afirmou que o prémio representa "a confirmação de que não estava errada ao optar por fazer animação".

A curta-metragem de 2005 recebeu já "mais de vinte" prémios entre os quais se encontra o Grande Prémio Annecy 2006, o mais prestigioso do género. Segundo Regina Pessoa, o reconhecimento tem acontecido, "sobretudo, a nível internacional". "Portugal ainda não reconhece este tipo de arte. O público está mais habituado às artes clássicas", referiu.

Regina Pessoa considerou, no entanto, que a nível de produção os realizadores portugueses de curtas-metragens são "privilegiados" porque contam com o apoio regular do ICAM, que garante o financiamento parcial de alguns filmes, "o que não acontece em todos os países". A autora explicou que optou por uma co-produção internacional por motivos "financeiros" e "técnicos". "Não há muitos animadores em Portugal", comenta.

A obra foi animada e finalizada em França, onde se desenvolveu uma técnica própria. As imagens foram gravadas num papel especial coberto com tinta-da-china preta. O desenho dos intervalos foi feito em Portugal. Depois da montagem de imagens, o filme foi enviado ao Canadá, para a realização da banda sonora e da mistura de áudio.

Portugal foi o país convidado da nona edição do MECAL, o que se traduziu na projecção de outras 13 curtas- metragens portuguesas dos últimos 11 anos. A selecção foi feita em colaboração com a Agência da Curta-Metragem Portuguesa. Entre as escolhidas esteve o primeiro trabalho de Regina Pessoa, "a Noite" (1999).

Portugal esteve ainda representado na secção Oblíqua, com "Um Homem", de Laurent Simões, e em Ok Computer, com a animação "Subterrain Atraction", de Alexandre Manuel Dias Farto, ambas de 2005. O júri atribuiu o prémio de Melhor Curta-metragem espanhola a "La Guerra", de Luiso Berdejo e Jorge C. Dorado (2005). "El Cerco", de Ricard Iscar e Nacho Martín (Espanha, 2005), foi o galardoado da secção Oblíqua. Os prémios do público foram atribuídos a "Heavy Metal Jr", de Chris Waitt (Espanha, 2006, melhor documentário), e a "Zapatos Limpios", de Oriol Puig (Espanha, 2005, melhor curta-metragem).

Este ano, o Festival Internacional de Curtas-metragens saiu do Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona (CCCB) para apostar em novos espaços: a praia da Barceloneta, a Sala Apolo, e o Parque do Fórum.

(Funchal) www.dnoticias.pt

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A eficiência histórica que uma caricatura ou uma charge possam alcançar tem relação direta com o senso de independência de seu autor. O desenhista que apenas se curva aos clamores e rumores do seu tempo não adquire relevância. Os que se chocam contra sua época e suas unanimidades geralmente vivem para contar outras histórias. Essa força é possível de ser observada em toda a linha do tempo da ação dos caricaturistas no Brasil, do pioneiro Araújo Porto-Alegre (1806-1879) a iconoclastas como Chico e Paulo Caruso, Angeli, Glauco, Loredano.

No livro 'Piracicaba, 30 Anos de Humor' (Imprensa Oficial), que ilustra boa parte da evolução dos mestres de nossa época, há um cartum que demonstra bem a tese: Chico Caruso, de São Paulo, em plena ditadura militar, levou o primeiro prêmio com um cartum no qual dois agentes da repressão prendem um palhaço no momento de seu show, no picadeiro, deixando a platéia circunspecta, atônita.

Segundo escreveu Luis Fernando Veríssimo, o Salão de Piracicaba, que foi lançado em pleno regime militar, sempre juntou gente como Millôr, Jaguar, Ziraldo, Henfil, Zélio. 'Barricada? Resistência? Válvula de escape? Travessura heróica? O fato é que desde os primeiros salões lá estavam eles, em Piracicaba', disse. 'Todos levados pelo instinto, e pela necessidade, da outra coisa. A ditadura acabou, o salão cresceu e a outra coisa hoje é outra coisa.'

De fato, aquela geração era tão talentosa que sobreviveu até a morte do inimigo, eternizando seu trabalho tanto na doença do regime de exceção quanto na saúde democrática. Não é por acaso que um dos mais maltratados modelos dos caricaturistas no governo militar, o economista e deputado Delfim Netto, tenha também se tornado um voraz colecionador das próprias caricaturas, que ilustram seu escritório no Pacaembu.

'A caricatura, ao contrário do que parece, é a arte de revelar não só a cara, mas o caráter das pessoas; não o que está evidente, mas o detalhe que, de tanto ver, não se percebia', disse o escritor e jornalista Zuenir Ventura. 'Quando uma charge é particularmente inspirada, tem um peso extraordinário, fala mais do que mil palavras', diz o livreiro e colecionador Pedro Corrêa do Lago, que lançou, em 2001, primoroso catálogo com parte de sua coleção de desenhos, 'Caricaturistas Brasileiros' (Sextante Arte).

O alcance artístico de uma caricatura ou uma charge só é definido com um distanciamento histórico, mas é fácil perceber quando um autor enxerga muito além do seu tempo. O artista José Carlos de Brito e Cunha, o J. Carlos (1884-1950), por exemplo: a excelência de sua arte sempre foi tão evidente que José Lins do Rego, certa vez, escreveu que seu desenho estava para a caricatura brasileira assim como Villa-Lobos para a música e Machado de Assis para a literatura.

Do topete de Itamar Franco à barba cerrada de Lula, dos dentes de Fernando Henrique à cara de raposa de Armínio Fraga: de tudo isso, sobra a arte, muito maior do que duas eleições ou pacotes econômicos.

Jotabê Medeiros - São Paulo
www.oliberal.com.br

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Os organizadores do Euro-2008, Áustria e Suíça, poderão ter pela frente um processo judicial devido as similaridades entre as mascotes escolhidas para o torneio e dois populares personagens da banda desenhada alemã.

As mascotes, dois gémeos com cabelo vermelho (ver foto lateral), foram apresentadas na semana passada, numa conferência de imprensa em Viena, em que foi pedido aos adeptos que escolhessem os respectivos nomes a partir de uma lista curta: Flix e Trix, Zagi e Zigi ou Flitz e Bitz.

O proprietário dos direitos dos desenhos animados Fix e Foxi, os tais personagens muito parecidos com as novas mascotes, anunciou que ia consultar os seus advogados assim que soube da «chegada» dos novos bonecos.

«Penso que as semelhanças são evidentes. Vou esperar para saber o que é que os advogados me têm para dizer, particularmente para saber se há o perigo de confusão entre as duas marcas. Se acharem que há, vou entrar em contacto com os organizadores do torneio», destacou Michael Simard à agência Reuters.

Philippe Margraff, responsável máximo pelo marketing da UEFA, também já teve conhecimento das semelhanças entre os bonecos, mas acredita que as mascotes do Euro-2008 são mesmo originais.

www.maisfutebol.iol.pt