Novidades Outubro e Novembro de 2006
Em toda a parte é sem dúvida um livro experimental, onde o autor propõe uma história completamente muda, caso raro na banda desenhada. Assim, temos um personagem - do qual nem sabemos o nome - que é contemplado com uma viagem à volta do mundo. Ao longo das várias escalas dessa viagem de sonho, cruza-se com uma enigmática figura, que lhe surge cada vez com maior frequência, um pouco por todo o lado. De regresso a casa, verifica que nem tudo se encontra como deixou e que a estranha figura está cada vez mais presente. Em toda a parte. Estará a viver um pesadelo?
O AUTOR
ALEX BALADI (1969, Vevey–Suíça) iniciou-se na Banda Desenhada apenas aos 22 anos. Estudou História da Arte e das Letras em Genève e depois Cinema e Vídeo em Paris.
Realizou um sem número de cartazes e ilustrações para brochuras publicitárias, capas de CD, artigos de jornais, tiras e desenho de imprensa e fez cenários para peças de teatro. Trabalha também em pintura e os seus trabalhos já foram expostos um pouco por toda a Europa.
O seu primeiro álbum gráfico foi editado em 1992 e desde então seguiram-se 25 livros, num ritmo pouco usual num autor que se movimenta no género independente. Igualmente adepto da auto-edição, através da micro-publicação, o autor explora com um optimismo de circunstância as possíveis magias da realidade.
É considerado um dos mais relevantes autores suíços da actualidade.
FICHA TÉCNICA
Em toda a parte, Baladi. Prontuário (2ª série), nº 2; 22 x 16,5 cm; capa a duas cores, com badanas; 72 pág.; PVP: 7,90 Euros
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SOLO, porque a violoncelista nua de uma das histórias é solista numa orquestra. Mas igualmente por essas histórias serem produto de um trabalho solitário e de gosto pelo preto e bran-co, uma alternativa ao “grayscale” da realidade. O projecto, já o pensara como resposta a um tormento. Dei-me conta um dia de que as minhas histórias de BD andavam tresmalhadas apesar de bem entregues. Material a preto e branco, curtas, inéditos e dispersos por concursos, festivais e revistas. Toque a reunir!
O autor, na introdução ao livro.
O AUTOR
FILIPE ABRANCHES (Lisboa, 1965) é um criador difícil de classificar nos habituais parâmetros em que tende a balizar-se o estilo de um artista.
Em 1990 concluiu o Curso de Cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, actividade que pouco exerceu. Desde 1979, tem vindo a espalhar um pouco por toda a parte, de Portugal a França, os frutos do seu labor criativo: banda desenhada e ilustração.
Regularmente, publica em revistas nacionais e internacionais pequenas metáforas, sombrias e desesperadas, traçadas a pincel com mestria. O seu universo atravessa tanto o espectro literário, como o cinematográfico. É um desenhador que se distingue pelo seu estilo camaleónico em constante mutação, como o prova a recolha efectuada neste livro, onde exibe uma grande parte dos seus trabalhos realizados a solo, que se encontravam dispersos, e ainda alguns inéditos.
FICHA TÉCNICA
Solo, Filipe Abranches. Prontuário (2ª série), nº 3; 22 x 16,5 cm; capa a três cores, com badanas; 72 pág.; PVP: 7,90 Euros
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OS DEUSES CAÍDOS falam de super-heróis, seres que podem voar, ver através de paredes e mudar o curso do mundo com um simples estalar de dedos. David Rubín apresenta-nos estes personagens de uma forma diferente do que estamos habitua-dos a ver neste género. Nas suas mãos, estes super-homens transformam-se em seres complexados, vazios, vulneráveis, mais humanos do que qualquer pessoa comum.
Os super-heróis de Rubín carregam às costas o lastro de mil batalhas perdidas, sabem que o inimigo mais difícil de vencer se encontra no seu próprio coração, que um antigo amor mal curado pode ser mais destrutivo que o pior dos super-vilões e que a máscara, o alter-ego, é apenas mais uma forma de escape perante o terrível destino com que todos temos de lidar.
O AUTOR
DAVID RUBÍN (Ourense - Espanha, 1977) é desenhador e animador e presença assídua nas páginas de “BD Banda” e “Barsowia”, duas das principais revistas galegas de banda desenhada.
Diz-se que as personagens desenhadas se parecem sempre com o respectivo autor. No caso de David Rubín, a teoria parece confirmar-se... As suas obras reflectem a sua complexidade pessoal e a sua maturidade; as suas personagens conseguem transmitir-nos a sua inquietação, a sua ânsia em deixar conta-minar-se por estilos e influências de todo o tipo. Surpreende, ao conhecê-lo, a quantidade de mundos pelos quais se deixa impressionar. Muitos deles vêem-se com maior ou menor facilidade nos seus trabalhos; outros começam a ser observá-veis quando se conhecem os gostos do David, como é o caso da sua admiração pela cultura oriental, especialmente a japonesa, e quando se descobre a sua mente aberta a todos os campos de expressão.
FICHA TÉCNICA
Os deuses caídos, David Rubín. Prontuário (2ª série), nº 4; 22 x 16,5 cm; capa a quatro cores, com badanas; 72 pág.; PVP: 7,90 Euros
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Os Compadres
- O humor de Sergei procura a simplicidade do quotidiano, e é precisamente essa simplicidade quase anedótica que nos surpreende, e que dá riqueza aos seus trabalhos. Como exemplo máximo dessa linha de pensamento é a tira “Os compadres”. Não é por acaso que ele vai transpor o seu humor para a voz de camponeses. Não é por acaso que ele vai buscar a raiz alentejana para os seus anti-herois, um anacronismo, se pensarmos que estes trabalhos foram originalmente pensados para um jornal da zona centro do país. É que ele necessita desse pensar filosófico, dessa calma narrativa, para em três ou quatro vinhetas nos desenvolver o dia-a-dia em ironia.
Osvaldo de Sousa, no prefácio ao livro.
O AUTOR
SERGEI é o pseudónimo de Paulo Teixeira (Moçambique, 1970).
Começou a publicar aos 16 anos, tendo passado por diversas revistas e jornais, como o Diário de Notícias, Jornal de Letras, Destak, Moto-Jornal ou Atlética.
A partir dos 20 anos começa a trabalhar como criativo e ilustrador em publicidade, profissão que ainda hoje mantém, exercendo-a em Lisboa e vivendo em Almada.
Paralelamente, dedica-se de corpo e alma ao desenho humo-rístico, principalmente à área das Tiras Humorísticas e do Cartoon.
Até à data já participou em numerosas exposições nacionais e internacionais. Costuma participar em encontros de autores onde são organizadas sessões de caricatura ao vivo. Foi o criador do “Tio Pelicas”, mascote/símbolo oficial do Montepio Geral junto do público juvenil.
Cria o site sergeicartoons.com, em 2000, sendo o responsável por todo o seu desenvolvimento e conceito. Em 2006 o site passa a portal, tornando-se cada vez mais numa montra onde se dá a conhecer trabalhos de qualidade e artistas do humor de todo o mundo.
FICHA TÉCNICA
Os compadres, Sergei. De bom humor, nº 1; 22 x 16,5 cm; capa a quatro cores, com badanas; 76 pág.; PVP: 8,10 Euros
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Ler também:
Sergei no 17º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora