Francisco A. Marcatti, que nunca tinha lido Eça, quis desenhar "A Relíquia" assim que leu um resumo.
O romance "A Relíquia", de Eça de Queiroz, está a ser adaptado em banda desenhada pelo autor brasileiro Marcatti, estando o lançamento do livro (que terá mais de 200 páginas), pela Conrad Editora, previsto para Março de 2007.
"Há algum tempo que pensava adaptar uma obra literária para quadradinhos", explica Marcatti, "os meus editores incentivaram-me e sugeriram "A Relíquia". Jamais teria pensado num autor como Eça de Queiroz por focar sempre o meu trabalho na actualidade. Mas comecei por ler um resumo e, mesmo antes de o terminar, já me tinha decidido. Hoje lamento nunca ter lido uma obra dele".
Em relação ao original, "preferi manter apenas a estrutura e a condução da história e procurei usar os longos trechos narrativos do livro como construção de perfis de personagens ou climatização dramática da BD".
A adaptação ocupou-o "durante um ano e meio" tendo sido as principais dificuldades "fazer a transposição para BD sem truncar ou tirar a contundência da obra original. Fiquei fascinado com a forma como Eça retrata os dilemas da burguesia e procurei imprimir o seu sarcasmo subtil nas sequências em quadradinhos".
Para "os textos usei um misto de coloquialidade e erudição para facilitar a leitura sem perder o tom clássico da obra". Como curiosidade refere que "no Brasil utilizamos exageradamente o gerúndio e foi divertido escrever sem o utilizar uma só vez. Também me deu bastante trabalho tentar manter o texto o mais longe possível de regionalismos. Não sei se consegui, mas a intenção é que ninguém em Portugal sinta ler um texto em "brasileiro", assim como no Brasil não se perceba demais o "sotaque" português".
"Não senti qualquer dificuldade em combinar o meu traço humorístico com o estilo de Eça, pois o primeiro impacto que "A Relíquia" me causou foi o seu agudo e embutido sentido de humor. A cada cena que lia, não me cansei de exclamar "O Eça é um canalha!". No bom sentido é claro!", exclama Marcatti. "O modo como Eça constrói e lapida as personagens é exactamente o que sonho conseguir. A profundidade das tramas e a subtileza de seu sarcasmo foram extremamente inspiradores". De tal forma, que não hesita em afirmar que, com esta experiência, "ganhei o equivalente a 100 anos de estudo na construção de um argumento e no aprofundamento das personagens. E, principalmente, como ser contundente sem a necessidade de ser explícito".
Com esta adaptação pretendeu "suscitar a curiosidade dos leitores de quadradinhos pela obra mãe e manter a porta aberta para que outras adaptações. A "minha" Relíquia não se propõe substituir a obra do Eça. Recusei a fidelidade textual para ser fiel à minha impressão do original. Este é o meu Eça de Queiroz, como o senti e interpretei!".
Nos últimos tempos, depois de Laílson Cavalcanti de Holanda (que esteve no recente Festival da Amadora) e Fido Nesti terem apresentado versões pessoais de "Os Lusíadas", de Luís de Camões, esta é a terceira vez que um clássico da literatura portuguesa é adaptado em BD no Brasil.
Francisco A. Marcatti Jr. nasceu em São Paulo, no Brasil, a 16 de Junho de 1962. Desde cedo apaixonado pela banda desenhada, com o incentivo da mãe, publicou pela primeira vez aos 15 anos. Em 1980 comprou uma impressora off-set de mesa, começando a publicar os seus trabalhos e de outros autores, que vendia às portas de cinemas, teatros e bares.Até hoje, criou e desenhou, mais de 1100 páginas de histórias aos quadradinhos, marcadas pelo seu traço humorista expressivo e detalhado e pelo conteúdo fortemente escatológico.Foi colaborador das revistas "Chiclete com Banana" e "Circo", desenha capas de discos e as suas criações mais conhecidas são Fráuzio, Tralha e Glaucomix, e o seu livro mais recente é "Mariposa".É o mais importante autor de BD underground do Brasil.
Nome Francisco A. Marcatti Jr.Idade 44 anosProfissão Desenhador
F.Cleto e Pina - jn.sapo.pt
Na sequencia de As Insustentáveis Incompatibilidades dos Seres (edição de autor), Álvaro decidiu continuar com algumas das personagens deste álbum e realizar um livro muito mais científico e pedagógico: o MANUAL DE POSIÇÕES PARA LABREGOS, que agora sai a público.
Lembremos que Álvaro ganhou o Prémio Cartoon no Festival da Amadora em 2005.
Por outro lado, a Pedranocharco, saindo de uma certa letargia, durante a qual apenas publicou um ou outro fanzine, decidiu voltar à actividade editorial e, uma vez que este livro do Álvaro estava praticamente pronto e revelava um potencial comercial indesmentível, decidiu-se avançar com ele, de modo a poder ser lançado durante o FIBDA.
Saiu exactamente durante a inauguração do Festival!
Atenção que este Manual (não, não é Manuel…) contém todos os predicados para aferir o grau de labreguice (sexual, claro) dos leitores. No final existe mesmo um teste destinado a esta aferição, com uma precisão inigualável.
Lembre-se caro leitor: o labrego sexual, estende a labreguice a todas as áreas da sua vida, contribuindo para tornar, cada vez mais este país, naquilo que ele é!!!
Autor: ÁlvaroEditor: Pedranocharco PublicaçõesPágs.: 106 a P&BBrochado. Capa a cores.Preço: € 9,00
www.bdportugal.info
-----------------------------Veja aqui a ficha do autor, com mais trabalhos.
O primeiro tomo d' "Os Compadres", as tiras humorísticas criadas por Sergei e publicadas pela Polvo, já está disponível nas seguintes livrarias:Liv. Ribrigues - Baixa de LisboaLiv. Apolo - EntrecamposCastil BenficaCastil AlvaladeLiv. Astrolábio - Mem MartinsLoja 107 - Caldas da RainhaIndex - Torres NovasSocomol - OlivaisBoa Leitura - LeiriaBocage - BarreiroBarata - RomaBulhosa campo GrandeBulhosa Linda-a-velhaBulhosa OeirasPrismatec - Santiago do CacémBluemel - SinesNazareth e Filhos - èvoraLibânio - Vila Real Sto AntónioLiv. Esperança - FunchalFNACLivrarias Bertrand:CCBChiadoRomaF. AveiroColomboCascais ShoppingAmoreirasFaroPicoasCoimbra DolceVasco da Gama
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Ler também: Os CompadresMini Site dos Compadres
Luanda - A segunda edição da revista de banda desenhada (BD) intitulada "Cabetula", será lançada no dia 08 de Dezembro, no Instituto Camões, em Luanda.
A revista de periodicidade mensal, composta por caricaturas, cartoons e passatempos, foi concebida pelos cartoonistas Olímpio de Sousa e Lindomar de Sousa, visando contar histórias relativas ao quotidiano angolano, com grande humor.
Numa edicção da Olindomar Estúdios, a revista, de 32 páginas e totalmente a cores, segundo Olímpio de Sousa, falando à Angop, vai agora poder sair com a regularidade mensal resolvidas algumas dificuldades.
"O fim último das cenas retratadas, como namoro, assaltos, sida e feitiçaria é o de alertar as pessoas para a práticas de bons hábitos, para que a sociedade angolana esteja cada vez mais empenhada na educação", referiu.
Olímpio de Sousa disse que, a par do lançamento da revista "Cabetula", a 1ª edição foi editada em 2005, se vai realizar a 4ª edição do Projecto Luanda Cartoon, consubstanciado na exposição da banda desenhada da nova vaga de criadores angolanos, como também de um ciclo de cinema europeu.
Este evento, cuja a 1ª, 2ª e 3ª edições ocorreram em 2005, é integrado por trabalhos de BD de cartoonistas, como Carnoth Júnior, Tché Gourgel, Gabito Silva, Maniloy, Olímpio de Sousa e Lindomar de Sousa, igualmente numa organização da Olindomar Estúdios, com o apoio do Núcleo de BD e da Embaixada Portuguesa.
Fonte: www.angolapress-angop.ao
Banda desenhada perde René Sterne criador de Adler
A notícia apanhou de surpresa o mundo da banda desenhada, René Sterne faleceu nas Ilhas Granadinas, nas Caraíbas, onde residia desde 1992. Contava apenas 54 anos e tinha em mãos o seu maior desafio um novo álbum de Blake e Mortimer, intitulado "La Malédiction des Trente Deniers", cujo argumento de Jean Van Hamme girava em torno da traição de Judas Iscariotes, e de que Sterne desenhara apenas uma vintena de páginas devido ao extremo rigor e perfeccionismo que sempre empregou nas suas obras. Assim, os célebres heróis criados por Edgar P. Jacobs ficam órfãos pela segunda vez.
(Imagem: Teste para Capa - A conspiração Voronov - 1998)
Nascido René Vanpijperzeele na Bélgica, a 25 de Agosto de 1952, fez estudos superiores em Francês, História e Filosofia, aplicados no ensino, que decidiu um dia abandonar "para se dedicar a outra coisa".
Foi então que conheceu a sua futura esposa, Chantal De Spiegeleer, autora de BD, com quem aprendeu os rudimentos da 9.ª arte.
Em 1985 estreou-se na revista "Tintin" com "O Avião do Nanga", primeira aventura de Adler, publicada em português pela Asa, nos anos 90, tal como as três seguintes.
Com um traço de linha clara, muito fino e detalhado, e assente em argumentos bem documentados, em que aliava aventura pura e reflexão sobre a natureza humana, Sterne contava as aventuras de um piloto alemão, desertor da Luftwaffe, desiludido com a fúria assassina de Hitler, que decide pôr os seus talentos de aviador ao serviço dos oprimidos, "Le Goulag" (Lombard, 2003) foi a décima (e agora última) aventura de Adler.
F. Cleto e Pina - jn.sapo.pt
Em S. João da Madeira, na cidade onde existe a única fábrica de lápis portuguesa, vai ser inaugurada, no próximo dia 17, sexta-feira, pelas 19 horas, a exposição “O Sorriso do Lápis”, que reúne um conjunto de “cartoons” do arquitecto Ferreira dos Santos.
Este autor, premiado internacionalmente, nasceu em Cucujães e desde 1970 que tem publicado os seus trabalhos dedicados, muito especialmente ao Urbanismo e ao Ambiente, na comunicação social portuguesa e estrangeira.Releve-se o facto do nosso jornal ter acompanhado, com muita proximidade, a carreira de Ferreira dos Santos, já que O Regional foi um dos primeiros jornais a publicar, com regularidade, os seus muito apreciados “cartoons”, nas duas últimas duas décadas. As suas criações foram sempre e são de grande actualidade, às vezes polémicas, outras recolhendo o aplauso total, mas incessantemente humorísticas e adequadas ao tempo e à circunstância focada.A exposição vai estar patente nos Paços da Cultura, em S. João da Madeira, é organizada pela Câmara Municipal e tem o apoio da fábrica de lápis Viarco.O texto do catálogo da exposição, que a seguir transcrevemos, de autoria do arquitecto José Manuel Bastos, faz o enquadramento do autor e da sua obra, cuja vertente urbanística e ambiental é patente nos vinte e um “cartoons” expostos.
O SORRISO DO LÁPIS Iniciou-se no urbanismo, em 1975, pela mão do professor Manuel da Costa Lobo e de Percy Johnson-Marschall, no Plano da Região do Porto, mas desde que os seus “cartoons” começaram a ser publicados e a sair da esfera íntima do seu estirador de arquitecto atento, reflexivo e interventor, que Ferreira dos Santos granjeou, facilmente, um lugar destacado entre os melhores “cartoonistas” e caricaturistas contemporâneos.Da divulgação, pelo Instituto Nacional do Ambiente, das suas notáveis “Seis Urbanovisões”, em 1988, ou da criação gráfica na Comissão de Coordenação da Região do Norte, ou na Direcção Regional do Ambiente e Ordenamento do Território, até à sua passagem pela Voz Portucalense, Público, A Razão, Fiel Inimigo, Jornal das Beiras, O Jogo, O Regional e Diário de Notícias, vai um percurso de grande fulgor artístico, à margem da torrente do conformismo, avesso às rotinas esclerosadas e questionador impenitente do politicamente correcto, com uma visão crítica e caricatural das transformações do território e da sociedade.O “sorriso do seu lápis” - era assim que Fernando Pessoa se referia às sátiras de Almada Negreiros - é contagiante e, se na sua obra perpassa uma consciência ética, uma atitude cívica e uma brisa irónica sobre o urbanismo (ou falta dele), é no humor, ora divertido, ora corrosivo, que Ferreira dos Santos centra o seu poder criativo, sempre muito ligado ao forte sentido humanista que tão bem cultiva.Ancorado a um grafismo seguro e a uma expressão plástica consistente, o humor que produz é tão brilhante na imagem como ao nível do texto, resultando uma equilibrada comicidade, o que nem sempre é conseguido pelos maiores “cartoonistas”. Pode-se mesmo dizer que o melhor do seu talento reside nesse equilíbrio, onde a representação humorística e gráfica do diálogo e o trocadilho inteligente, conferem uma qualidade que não se confina apenas ao campo humorístico, mas, extravasando-o, consequentemente, formula uma mensagem construtiva ou uma crítica feroz aos costumes, abalando muitas das vezes as consciências mais insensíveis aos problemas e aos tiques da sociedade de hoje. Herdeiro da tradição sarcástica de Rafael Bordalo Pinheiro, de Stuart Carvalhais, ou de Sam, mais do que colocar “o dedo na ferida” – título de um dos seus livros - Ferreira dos Santos usa o lápis como se de um bisturi se tratasse, em operação de minuciosa crítica social. Ao arrepio de uma visão estabelecida, como que nos lavando o olhar, Ferreira dos Santos oferece-nos cenários de algo que nos toca, mas que por vezes teimamos em não querer ver, ao nível dos valores, de um sítio, da terra, do país, do mundo.Esta exposição, que reúne vinte e um “cartoons”, à volta do planeamento urbano e seus desequilíbrios, convida a (re)ver uma obra estimável, a merecer sempre a sua divulgação, como já aconteceu em várias cidades portuguesas, mas também em longínquas paragens, como no Brasil, Croácia, Irão, Rússia, Eslováquia, Turquia, Japão, Dinamarca, Itália, Reino Unido, Grécia, França e Espanha. É neste país que detém o título de “Professor Honorífico del Humor” pela Universidade de Alcalá de Henares, de Madrid.As preocupações urbanísticas e ambientais dos “cartoons” de Ferreira dos Santos e a sua capacidade artística de estigmatizar a mediocridade, a demagogia, a prepotência, o arrivismo e as misérias urbanas do nosso tempo, fazem com que não se possa dispensar esta arte maior de nos fazer rir, às vezes também, dramaticamente, de nós próprios.
José Manuel Bastos - www.oregional.pt
Visite a ficha de autor e veja mais trabalhos do Ferreira dos Santos
Oitenta caricaturas de escritores da autoria de André Carrilho, publicadas em jornais nacionais e estrangeiros, vão poder ser vistas, a partir de hoje e até 28 de Janeiro, na Galeria do Museu Rafael Bordalo Pinheiro, em Lisboa.
Do lote de escritores caricaturados constam nomes grandes das letras estrangeiras (Marcel Proust e Ezra Pound, por exemplo) e portuguesas (Camilo Castelo Branco, Agustina Bessa Luís e Mário Cesariny de Vasconcelos, entre outros).
Carrilho deu à exposição o título de "Linha, Ponto e Vírgula", que explicou deste modo, em declarações à Lusa: "Linha e ponto porque são elementos-base da geometria e do desenho. Ponto e vírgula [elementos da escrita] estão aqui para o trocadilho".
Estes trabalhos estiveram anteriormente expostos na Casa de Camilo-Museu, Centro de Estudos, em Vila Nova de Famalicão.
Às caricaturas dos 80 escritores, o caricaturista acrescentou para esta mostra uma outra, inédita, de Rafael Bordalo Pinheiro, um dos primeiros grandes nomes desta arte em Portugal.
Os trabalhos estão expostos segundo uma linha cronológica, "compondo – como se lê numa nota da Galeria à imprensa – uma retrospectiva que permite aceder, ainda que limitado ao grupo de escritores, a um panorama evolutivo da carreira do caricaturista, como seu vocabulário, estilo e olhar".
Nascido na Amadora em 1974, Carrilho é ilustrador, designer gráfico, animador e caricaturista desde 1992, colabora com importantes publicações nacionais e estrangeiras e em breve dará a conhecer ao público uma nova faceta, a de realizador de filmes de animação.
O filme que marcará a sua apresentação pública no sector teve antestreia, recentemente, no Porto. Chama-se "Jantar em Lisboa" e é uma curta-metragem, com argumento de João Paulo Simões, a que o ICAM e a RTP deram apoio.
Com vários prémios nacionais e internacionais no currículo, entre os quais o Gold Award para Portfolio de Ilustração da Society for News Design norte-americana, Carrilho teve já trabalhos seus expostos em Portugal, Espanha, Brasil, França e Estados Unidos.
Em Portugal, já publicou no PÚBLICO, no extinto "O Independente", "Diário de Notícias", "Expresso", entre outros. Tem colaborado também com publicações estrangeiras, nomeadamente com o "The Independent on Sunday", "New York Times", "Harper's" e "Vanity Fair".
Lusa
Antecipando as comemorações do centenário do nascimento de Hergé (Georges Rémi), que se assinala no próximo ano, a Biblioteca Municipal de Coimbra tem patente, até ao próximo dia 18, uma exposição dedicada ao autor belga e, sobretudo, à sua mais famosa criação, a banda desenhada Tintim.
Durante décadas, as personagens de Tintim fizeram as delícias de várias gerações, apaixonadas pelas aventuras do jovem repórter, sempre acompanhado pelo seu cão Milu e outras figuras carismáticas, que transformaram a obra de Hergé em exemplo ímpar no mundo da banda desenhada. E no rol dessas personagens também há lugar para portugueses. Um deles é um cientista da Universidade de Coimbra, o físico Pedro João dos Santos, que no álbum "A estrela misteriosa" tenta decifrar o mistério científico do "aerólito". Em "Tintim no Congo" surge outro português, um jornalista do "Diário de Lisboa" que chega a oferecer 500 contos (uma fortuna para a época) ao jovem repórter pelo relato da sua viagem ao Congo.
Outro português, Oliveira da Figueira, é um intrépido vendedor que atravessa vários álbuns de Tintim. Oliveira da Figueira merece mesmo honras na galeria dos incontornáveis personagens do mundo de Tintim, de que são figuras de proa o capitão Haddock, a dupla Dupont e Dupont e o professor Girassol.
A mostra de Coimbra é pequena, mas significativa, exibindo álbuns de Tintim em várias línguas, como o original francês, o árabe, o chinês, o holandês, o grego e o castelhano. Em português mostram-se mesmo exemplares históricos de várias publicações nacionais de banda desenhada, que incluem as aventuras de Tintim. A mais antiga, "O Papagaio", data de 1935, mas há outras como o "Cavaleiro Andante" (1952/62), "Zorro" (1962/66) e a revista "Tintim", publicada entre 1968 e 1982.
Américo Sarmento - Jornal de Notícias
Aqui ficam algumas fotos da minha pasagem pelo 17º festival internacional de Banda-desenhada da Amadora (FIDBA 2006):
A banca da Polvo, onde se pode ver o Livro dos Compadres, e mesmo ao lado o livro premiado "Salazar" do João Paulo Cotrim e desenho de Miguel Rocha.
Pormenor da exposição de originais, onde se pode ver uma "Gag" que aparece no livro.
Zona de autografos.
Em plena acção!
Em tempo de descanso, mas sem descansar! Aqui, a autografar o livro de uma simpática "comadre" :-)
Tenho seguido de perto as notícias sobre este grande acontecimento que é o Amadora BD. Não só por ser amante incondicional desta arte, como também autor presente no festival, e com um livro à venda.
Da pouca divulgação que os médias dedicaram ao festival, saliente-se a resumida forma em que o fizeram, destacando apenas alguns autores estrangeiros, e um ou dois portugueses, apenas os galardoados.
As opiniões negativas também abundam, ora de críticos de BD (será que existem mesmo?) ora de "experts" sobre o tema. Uns queixam-se das editoras, outros da organização.
Ora, num país em que o mercado de BD é quase inexistente, em que as grandes editoras vivem de costas voltadas aos autores, e onde os "média", críticos, "experts" ignoram de forma gritante o publico leitor, isto só demonstra total falta de responsabilidade!
Alguém faz ideia do trabalho, do esforço, das verbas envolventes para pôr de pé um festval como este? Um dos 5 maiores a nível europeu? Os apoios escasseiam, mas o festival continua de pé em riste. E para quem se destina o festival? Ao vasto público, aos que gostam, aos fanáticos, aos que compram, aos curiosos, aos interessados, aos autores, a todos nós, a todos. Este não é um festival para agradar aos críticos. Não é um festival para agradar aos jornalistas. Não é para agradar as editoras. É para divulgar a BD como ela é, possibilitando a oferta a preços de feira, levando a BD ao público em geral, criando novos apreciadores, novos leitores.
Mesmo com a imagem negativa que alguns quiseram passar, eu sempre vi a exposição cheia de público. E mesmo sendo uma autor de Banda-desenhada completamente ignorado pelos média, felizmente estive sempre a dar autógrafos, e conheci muita gente que admira o meu trabalho. E não só eu, mas como outros autores portugueses que estiveram presentes, sempre os vi a serem solicitados pelo publico, a trocar ideias com pessoas que compram os livros. E não é isto o realmente importante?
O mercado português está mau. Mas com ajudas destas ainda vai ficar pior. E o publico que compra BD, mas que não é fanático, que compra BD por gosto pessoal e não porque é "expert", esse continua na escuridão, ignorando na realidade o que se vai fazendo por cá. Triste não é?
A tendencia de alguns portugueses de dizer mal do que é nosso é uma doença, quase incurável. E o pior é que é bastante contagiosa!
Cartoon de Malagón, no humorgrafe.blogspot.com/
Salão de humor: Equipe de profissionais avalia trabalhos de todo o mundo
Cartunistas, publicitários, jornalistas, arte-educadores e profissionais ligados à cultura em geral. Esse foi o time escolhido pela Fundação Nacional do Humor, que realiza, de 06 a 12 de novembro, o 24º Salão de Humor do Piauí/Brasil – 2006, para selecionar os trabalhos que estarão concorrendo aos prêmios deste ano. Trabalhos vindos de diversos Estados brasileiros e países, como Inglaterra, Alemanha, China, Turquia, Portugal, Cuba e Sérvia, Armênia, Azerbaijão, Costa Rica, Indonésia, Irã, Rússia, França, Hungria, Israel e Ucrânia estão entre os 140 trabalhos que já foram selecionados.
Para consolidar a idoneidade da seleção, foram escolhidos vários tipos de profissionais que fizerem o trabalho de escolha durante dois dias seguidos. Para a arte-educadora Sandra Nogueira, que trabalha com arte há sete anos, a criatividade é o ponto primordial para a escolha. “Partindo daí (da criatividade) nós conseguimos avaliar o restante como mais facilidade”, informa Sandra. Quem também fez parte da equipe foi o renomado cartunista, caricaturista e ilustrador Dino Alves, formado em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Piauí, que trabalha em São Paulo há 18 anos.
Dino Alves é um renomado ilustrador e caricaturista. Um de seus grandes trabalhos está exposto no Museu do Estádio do Morumbi, onde pintou 34 caricaturas dos maiores jogadores que passaram pelo São Paulo Futebol Clube. “O desenho deve ser avaliado como um conjunto”. Para Dino Alves, “um bom desenho sem uma boa idéia pode não ser um trabalho legal, mas um péssimo desenho com uma idéia fantástica pode salvar a charge ou cartum”, acrescenta. Ele reforça ainda que na edição deste ano, os trabalhos enviados estão acima da média.
Segundo o artista, a qualidade desses trabalhos reforça a importância do Salão de Humor do Piauí/Brasil, que é considerado a maior exposição de artes gráficas do mundo. Também fez parte da banca o artista gráfico piauiense Pedro Arcoverde, radicado em São Paulo. Pedro Arcoverde é filho do presidente da Fundação Nacional do Humor (FNH), Albert Piauí. Também integraram o júri o jornalista Sérgio Fontenele, o professor Bernardo Aurélio, coordenador de arte da Fundac (Fundação Cultural do Piauí) e presidente do Núcleo de Quadrinhos do Piauí, e o cartunista e arte-educador Aerlon Chares.Albert Piauí, organizador do Salão de Humor há 24 anos, acompanhou pessoalmente a seleção dos trabalhos. Ele informa que os nomes dos artistas gráficos vencedores nas categorias Charge, Caricatura, Cartum (tema livre) e Cartum Temático (Bicicleta) serão anunciados durante solenidade de abertura do evento, que ocorrerá na próxima segunda-feira, dia 06, no Theatro 4 de Setembro, a partir das 20 horas . O vencedor de cada uma das categorias receberá um troféu e um prêmio em dinheiro no valor R$ 3.500,00.
Fonte: cidadeverde.com
A situação da criação e edição da Banda Desenhada em Portugal foi o debate levado a cabo no auditório Maestro Frederico de Freitas, na Sociedade Portuguesa de Autores. Esta iniciativa, da responsabilidade da revista "Os meus livros", contou com a participação de António Jorge Gonçalves (autor), Maria José Pereira (editora Asa), Pedro Silva (editor VitaminaBD) e Sara Figueiredo Costa (crítica).
O diagnóstico a esta arte é semelhante ao que outros agentes traçam para outras áreas artísticas: ausência de público, falta de dinamização do sector, falta de informação e divulgação nos meios de comunicação, falta de comunicação entre agentes. Consequência mais do que evidente: poucos meios de sobrevivência. Esta é uma situação crónica em Portugal, e nunca foi por isso que qualquer expressão artística morreu. Contudo, algumas informações dão que pensar.
Rosa Barreto, directora da Bedeteca de Lisboa, considera muito prejudicial para a divulgação da Banda Desenhada que estes livros integrem o catálogo infanto-juvenil das Bibliotecas Municipais, e não ocupem uma secção própria. De facto, este é um dos principais preconceitos associados à 9ª arte. Outro é o de que ler Banda Desenhada é um estádio anterior ao da leitura de textos literários, porque supostamente é mais fácil. Outro ainda, e de todos o mais grave, que a Banda Desenhada é prejudicial no desenvolvimento de competências de leitura das crianças e jovens.Esta questão está intimamente ligada a outra: a formação de leitores de Banda Desenhada tem de começar na infância, ou não teremos novos leitores.
Não confundamos as coisas. Formar leitores não é formar categorias de leitores. Formar leitores é dotá-los de competências de leitura como sejam:encontrar informação num texto; perceber lógicas de causa-efeito;identificar nexos de temporalidade e causalidade;caracterizar personagens;identificar marcas retóricas (símbolos, imagens, enumerações, comparações, metáforas);produzir juízos afectivos e argumentativos;sintetizar informação;relacionar informação;distinguir sentidos denotativos e sentidos conotativos;etc, etc, etc...
Estes objectivos específicos do ensino da competência da leitura são transversais ao género de texto que se lê, e por isso este treino deve ser feito com recurso a tipologias distintas.Que se deve incentivar a leitura de Banda Desenhada desde tenra idade, parece-me evidente. Do mesmo modo que se deve incentivar a leitura de poesia, teatro, narrativa, notícia, slogan, instrução. Que a arte literária (na sua diversidade) desenvolve o imaginário, a sensibilidade, a criatividade, o conhecimento, mais que um texto informativo, nem sempre é verdade. Não sejamos fundamentalistas, sejamos auto-críticos. Procuremos distinguir qualitativamente a leitura, e sejamos rigorosos na sua promoção. Será melhor ler um mau livro de BD a não ler nenhum? Não há resposta para esta pergunta. Por um lado, ler um mau livro não permite ao leitor ter contacto, por exemplo, com noções inovadoras de perspectiva, ou de disposição gráfica, ou de questionamento da causalidade, ou de ironia. Mas, por outro lado, ler um mau livro pode levar à leitura de outro, talvez melhor, ou igual, e à procura de outros, elevando o nível de exigência do leitor e de qualidade do livro.Ao nível da promoção devemos ser exigentes connosco próprios, tanto quanto generosos na partilha do que de mais precioso sabemos. Relativamente ao leitor, devemos respeitar as suas escolhas. É claro que é possível a um adulto descobrir a Banda Desenhada, como é possível descobrir a literatura clássica, o teatro ou a poesia. Mas é também muito provável que o adulto só a descubra se tiver solidificadas as suas competências, ou seja, se for leitor, como afirmou a Sara, no debate.
Promover Banda Desenhada implica divulgá-la junto das crianças e jovens, de forma a que estes sejam leitores do género ao longo da sua vida, e do mesmo modo divulgá-la junto de adultos leitores. Como se faz? Com esforço, criatividade, e acima de tudo com muito entusiasmo e muita honestidade intelectual.
obichodoslivros.blogspot.com/
VIII PortoCartoon-World Festival
Já arrancou a votação on-line PRÉMIO DO PÚBLICO no Museu Virtual do Cartoon (www.cartoonvirtualmuseum.org), uma iniciativa inédita em termos mundiais.
Os cibernautas podem votar em 29 concorrentes para escolher o seu melhor cartoon do VIII PortoCartoon-World Festival, independentemente da votação do júri, já atribuída em Maio deste ano.
Os candidatos são os premiados, as menções honrosas e os finalistas, escolhidos pelo júri internacional do concurso que foi presidido pelo cartunista francês. G. Wolinski e que podem ser vistos em pormenor antes da votação.
Os desenhos em disputa foram enviados de países tão diferentes como o Azerbeijão, a Bélgica, o Brasil, a Eslováquia, a Polónia, a Roménia, a Rússia, a Servia e Montenegro, a Suécia, a Turquia, a Ucrânia e o Uzbequistão. Os portugueses Santiago e Augusto CID (colaborador do Semanário SOL) também estão em votação.
Para além do tema principal do PortoCartoon deste ano, "A Desertificação e Degradação da Terra, os trabalhos, que disputam o prémio do público, abordam os "Cartoons de Maomé, a Liberdade de Imprensa, e a Paz em geral.
O autor do desenho mais votado será convidado para uma exposição individual em 2007, em Portugal.
Esta inovação mundial no PortoCartoon conta já com a adesão da FECO (Federation of Cartoonists Organisations) que colocará no seu site (www.fecoweb.org) um link para que os seus associados participem na votação. A FECO é a mais importante organização internacional de cartunistas representando mais de 2000 artistas de 30 países.
O PortoCartoon-World Festival é um concurso internacional de caricatura, organizado anualmente pelo Museu Nacional da Imprensa, de Portugal, e considerado pela FECO um dos três mais importantes do mundo. O tema deste ano foi escolhido em sintonia com a ONU que declarou 2006 como Ano Internacional da Desertificação.
A votação decorre até 31 de Dezembro.
Brasileiro fica em 2º lugar no Concurso de caricaturas sobre o Holocausto
O ministro iraniano da Cultura, Mohammad Hossein Saffar-Harandi, entregou simbolicamente nesta quarta-feira os prémios do primeiro concurso iraniano de caricaturas sobre o Holocausto judeu, vencido por um marroquino, enquanto que o segundo lugar foi dividido pelo brasileiro Carlos Latuff e um francês.
"O Holocausto é um mito e a questão assumiu a relevância que devia ter graças à acção do presidente Mahmud Ahmadinejad, que se atreveu a expressar isso e permitiu quebra o tabu", afirmou o ministro.
O primeiro prémio do concurso, organizado em fevereiro em resposta à publicação de caricaturas do Profeta Maomé em alguns jornais europeus, ficou com o marroquino Abddullah Derkaui.
Como os demais premiados estrangeiros, Derkaui não estava presente na cerimônia de entrega, celebrada no Museu das Artes Contemporâneas. Segundo Massud Chorai, diretor da Casa da Caricatura do Irãoo que, em associação com o jornal Hamshari (O Povo), colaborou na organização do evento, os premiados não puderam comparecer "devido às pressões políticas".
O prémio principal era uma estatueta que representa um jovem palestino jogando uma pedra com uma funda.
O desenho de Derkaui, que também receberá 12.000 dólares, mostra um guindaste com uma estrela de Davi construindo um muro que separa israelenses e palestinos, onde há uma foto da entrada do campo de concentração de Auschwitz.
O segundo prémio, de 8.000 dólares, foi concedido ex-aequo a um francês (que não foi identificado) e a um brasileiro, Carlos Latuff, que representou um palestino vestido com o uniforme listrado de prisioneiro judeu de um campo de concentração nazista.
Shojai explicou que o concorrente francês não compareceu ou foi identificado porque poderia ser perseguido "pela lei (francesa) que castiga com severidade que se coloque em dúvida o Holocausto".
O cartunista Carlos Latuff, que começou no Movimento Sindical carioca, tem hoje seus trabalhos espalhados pelo mundo. Um exemplo é a ilustração feita pela reabertura da rádio sérvia B92, conhecida por fazer oposição a Milosevic e fechada durante os bombardeios da OTAN.
Latuff chegou a viajar aos territórios ocupados da Cisjordânia e tem um cartoon preparado para o Peace Watch. Criou também um cartoon pelo banimento das minas terrestres no planeta, além de trabalhar com coisas mais próximas da realidade de seu país, como o Movimento Anti-Manicomial e o grupo Tortura Nunca Mais do Rio e Pernambuco.
O terceiro prémio, de 5.000 dólares, foi para um iraniano, Sharzam Rezai, por um desenho que mostra dois soldados nazistas com uma série de figurinhas de papel com a cabeça esburacada por uma única bala.
AFP
Já há premiados na 17ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora. Salazar aos quadradinhos é o grande vencedor.
A 17ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA) que está a decorrer desde o dia 20 de Outubro em vários locais da Amadora já tem vencedores. Salazar, agora na hora da sua morte, de João Paulo Cotrim e Miguel Rocha e A Máquina Infernal (na foto) de Alain Corbel são duas das obras premiadas.
Salazar, agora na hora da sua morte arrecadou os três principais prémios nacionais do FIBDA. João Paulo Cotrim, jornalista e ex-director da Bedeteca foi distinguido pelos argumentos enquanto Miguel Rocha foi premiado pelo desenho.
A Cidade de Vidro, de Paul Auster, adaptado por Paul Karasik e David Mazzucchelli, recebeu o Prémio de Melhor Álbum Estrangeiro. O ilustrador francês Alain Corbel foi galardoado com o Prémio de Melhor Ilustração para Literatura Infantil com o álbum A Máquina Infernal. A distinção para melhor álbum de tiras humorísticas coube a Matt Groening, criador da série televisiva The Simpsons, pelo livro O Amor é um Inferno.
O Diário Digital acrescenta que o Prémio Clássicos da Nona Arte foi atribuído este ano a História de Ó, de Guido Crepax, pela Marginália Editoria, e o melhor fanzine é, segundo o júri do FIBDA, O Menino Triste: Os livros, segundo volume de uma obra de edição de autor criada por João Mascarenhas e que já esteve em exposição no FIBDA de 2005.
O FIBDA tem como tema este ano «17 graus periféricos e o resto do mundo» e termina a 5 de Novembro. Eduarda Sousa - rascunho.net
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É uma maioria de homens, com nível académico superior, que quer saber novidades de banda desenhada para satisfazer a sua (quase) obsessão pelos livros aos quadradinhos.
Estes são alguns dos elementos que deverão constar de um perfil sobre os frequentadores do Festival Internacional de Banda Desenhada a que a cidade da Amadora já nos habituou, baseados num estudo que foi ontem apresentado publicamente pelo ministro Augusto Santos Silva no recinto onde, até dia 5, decorre a edição de 2006.
Da autoria de Helena Santos, da Faculdade de Economia do Porto, o estudo que se debruçou sobre os frequentadores do festival do ano passado concluiu tratar-se de "um público muito qualificado, jovem e jovem adulto", que se revelou "culturalmente qualificado e fortemente empenhado em legitimar a vertente artística da banda desenhada".
A amostra constituída por 1267 indivíduos com uma média etária de 31 anos, revela que o público da banda desenhada (BD) pertence a uma maioria de elementos do sexo masculino (61%), onde se encontram muitos estudantes (31%) e demonstram uma grande fidelidade ao evento, já que mais de 70% tinha visitado edições anteriores do evento.
No Festival de BD da Amadora o público procura essencialmente novos autores (35%) e novidades editoriais (32%). São pessoas que pertencem na sua esmagadora maioria às classes médias, vivem em zonas urbanas, dois terços das quais possuem escolaridade a nível superior e apenas 8% tem menos do que o 12º ano.
A banda desenhada parece desempenhar um papel central nos seus hábitos de leitura já que 75% são seus leitores frequentes, regulares ou de vez em quando.
O tipo de banda desenhada mais apreciada é a franco-belga (28%), seguido pelos comic books americanos (16%), a BD alternativa (14%) e a BD portuguesa (10%).
Nove em cada dez inquiridos considerou que a banda desenhada é "uma arte como a literatura, a pintura ou a escultura" e mais de metade discorda que seja "uma forma de expressão para a infância e juventude". Muitos (37%) confessam mesmo uma certa dependência ou mesmo obsessão por esta chamada nona arte, utilizando expressões como "dependente", "fanático", "compulsivo" ou "maluquinho". Do que não gostaram foi do espaço onde o evento se realizou.
Quase metade dos inquiridos, 45%, disse não ter apreciado as condições físicas do festival - que este ano se mudou para instalações mais modernas.
Leonor Figueiredo - DN on-line
Convido todos a visitarem o Festival de Banda-desenhada da Amadora e a virem dar-me uma forcinha nas sessões de autografos e na apresentação do meu livro, "Os Compadres"! O espaço é o Fórum Luís de Camões, na freguesia da Brandoa, na Amadora. É muito fácil lá chegar, bastando para isso seguir as placas do Festival.
Eu vou lá estar a dar autografos nos dias:Quarta-feira, 1 de Novembro - das 15h às 18hSábado, 4 de Novembro - das 15h às 18h
O bilhete é apenas 3 euros por pessoa, com acesso a todo Festival.
Fico à vossa espera!