Voltar à Homepage
NOTICIAS DE CARTOON E BANDA-DESENHADA
Pesquisar
 
Em destaque
Welcome to SergeiCartoons Sign in | Join | Help

Janeiro 2007 - Posts

Foi mais um ano de afirmação da Banda Desenhada Galega, que reforçou a sua posição cimeira na realidade espanhola no que respeita aos artistas de topo no universo da BD. Prova disso mesmo foi a distinção que mereceram quatro autores galegos, seleccionados com os seus comics na lista dos dez mais por parte da credenciada revista Mondo Sonoro, especialmente dedicada a crítica musical, sem deixar no entanto de olhar a outras áreas artísticas. Trata-se apenas da confirmação de uma geração de talentos na ilustração galega.
A Galiza volta a dar que falar no âmbito da qualidade da Banda Desenhada apresentada em 2006, com vários nomes a destacarem-se nesta corrente artística. As honras foram oferecidas pela revista Mondo Sonoro, publicação gratuita com edições específicas por região em toda a Espanha, que tratou de elaborar duas listas alusivas aos melhores comics de 2006 com dois alcances: escala nacional e internacional. No top ten relativo aos melhores autores oirundos de Espanha, a Galiza conseguiu colocar quatro nomes entre esse grupo de elite.

Assim sendo, integram esta lista Alberto Vasquez (Psiconautas), David Rubin (La tetería del oso malayo), juntando-se a estes o trabalho conjunto desenvolvido em Damsmitt por *** Bennloch, responsável pelo guião, ao lado de Manel Cráneo, autor dos desenhos. Relativamente aos dois primeiros autores citados, refira-se que os seus comics têm edição a cargo dos bascos da Astiberri.  Qualquer um destes premiados é associado da AGPI - Associação Galega dos Profissionais da Ilustração. Além disso, *** Bennloch, Manel Cráneo e David Rubin são todos eles contribuidores activos do colectivo galego de BD - Polaqia - que tem no fanzine Barsowia um dos mais respeitados por toda a Espaanha.

 Pedro Cadima - www.audienciazero.org

O alpinista João Garcia vai ser personagem de uma história de banda desenhada sobre o dia em que atingiu o cume do Evereste ao mesmo tempo que se prepara para lançar o seu segundo livro, intitulado «Mais Além».
A banda desenhada, da autoria do ilustrador Ricardo Cabral, vai ser apresentada no próximo dia 09 de Fevereiro no decorrer da segunda edição do evento «Um Mundo de Aventuras», que se realiza entre os dias 07 e 11 no Centro Vasco da Gama, em Lisboa.

Dois dias antes da apresentação da banda desenhada, o alpinista apresenta o seu segundo livro, «Mais Além», onde em 10 capítulos conta 10 escaladas, «com um fio condutor que as liga», contou à Lusa João Garcia.

Na banda desenhada, o autor, Ricardo Cabral, conta um pouco das brincadeiras de infância do alpinista nos Olivais, onde ainda vive, e passa bruscamente para o dia em que João Garcia alcançou o cume do Evereste e perdeu o amigo Pascal Debrouwer, já na descida.

A passagem da infância para a subida dá-se em poucas vinhetas, quando João Garcia é incentivado pelos amigos, que com ele estão a jogar futebol, a escalar um prédio em construção para recuperar a bola que lá foi parar.

Depois de se ver o jovem a entrar numa janela do edifício à procura da bola, começa-se a ver nevar e o autor entra então no último dia da escalada ao Evereste.

João Garcia alcançou o cume do Everest em Maio de 1999, numa escalada onde perdeu o amigo Pascal Debrouwer e na qual sofreu diversos ferimentos que o obrigaram a ser hospitalizado e a sofrer algumas amputações no nariz e dedos da mão.

Esta edição da banda desenhada é produzida pela Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais e pela Câmara de Lisboa.

«O Ricardo (o autor) conseguiu um detalhe e rigor impressionantes. É como se tivesse lá estado», disse à Lusa João Garcia, explicando que os dois trabalharam em conjunto vendo fotografias e vídeos.

Para os textos, o autor baseou-se em «A mais Alta Solidão», o primeiro livro do alpinista, que relata a subida ao cume mais alto da Terra.

Para João Garcia, que se manifestou «muito contente» com o trabalho produzido, esta banda desenhada é uma forma de «incutir o espírito desportivo e aventureiro aos jovens».

O alpinista considera que ficará feliz se com esta iniciativa ajudar a conseguir «roubar rapaziada dos sofás e das playstation».

Ricardo Garcia, ilustrador free-lancer de 28 anos, produziu a obra durante um ano e foi ele próprio quem entrou em contacto com um amigo de João Garcia a propor a banda desenhada.

Dois dias antes deste lançamento João Garcia vai apresentar o seu segundo livro «Mais Além», que será dedicado a Bruno Carvalho, o alpinista que morreu na última expedição que fez, ao Shisha Pangma (8.040 metros).

O livro retrata as escaladas que fez após o acidente na descida do cume ao Evereste em 1999.

«Retrata o recomeço depois do trambolhão que foi o Evereste», disse João Garcia à Lusa, justificando que depois do acidente teve necessidade de saber quais eram as suas capacidades.

«Cheguei à conclusão que não tinha grandes limitações», disse.

 

Fonte: Diário Digital / Lusa

Nova Iorque é, por estes dias, uma verdadeira cidade aos quadradinhos. O Museu Judaico e o museu de Newark juntaram-se para organizar a primeira grande retrospectiva da banda desenhada norte-americano e a exposição tem-se revelado um sucesso.

Intitulada Masters of American Comics, a mostra reúne 600 trabalhos de 14 autores que podem ser visitados apenas até dia 28 deste mês. Segundo o curador, John Carlin, o principal objectivo é mostrar, de uma vez por todas, que "a banda desenhada é uma forma de arte". "A história dos comics é a história dos Estados Unidos durante o século XX. Os acontecimentos sociais e políticos do país são mostrados aqui de uma maneira tão artística e inteligente como em qualquer outra forma de representação visual."

Em Newark conta-se a história da banda desenhada na primeira metade do século XX: Winsor McCay (pioneiro da animação), Lionel Feininger, George Herriman (criador de Krazy Kat), E. C. Segar (de Popeye), Frank King, Chester Gould (de *** Tracy), Milton Caniff e Charles M. Schulz (da série Peanuts) são os autores representados. No Museu Judaico, em Manhattan, ficam os restantes 50 anos, com nomes como Will Eisner, Jack Kirby (criador de Capitão América e Hulk, entre outros super- heróis), Harvey Kurtzman (um dos nomes mais importantes da revista Mad), Robert Crumb (criador do Gato Fritz), Gary Panter e Chris Ware.

Simultaneamente, o Studium Museum, de Harlem, o único museu de Nova Iorque dedicado a artistas afro-americanos, exibe uma exposição de banda desenhada africana que reúne 35 artistas que escolheram este meio para expressar a fúria e o desespero, a esperança e o humor da vida naquele continente.

Finalmente, em Março é a vez do MoMA - Museu de Arte Moderna mostrar Comic Abstractions, que procura os novos caminhos da banda desenhada.

Fonte: dn.sapo.pt

(Comments Off)
Filed Under:

ASCI FI Channel, uma estação de televisão norte-americana, deu luz verde para a produção de uma série baseada na figura da banda desenhada, ‘Flash Gordon’. As gravações começam nos próximos meses e irão decorrer no Canadá, sob a direcção da produtora Reunion Pictures, responsável por outros projectos exibidos no SCI FI Channel. A estreia nos EUA está marcada para Julho.

Recorde-se que Mikes Hodges realizou, no início da década de 80, um filme sobre o personagem da banda desenhada, mas a obra esteve longe de constituir um êxito de bilheteira.

A série original foi criada em 1934 pelo norte-americano Alex Raymond, autor das menos conhecidas bandas desenhadas ‘Jungle Jim’ ou ‘Agent X-9’. O enredo de ‘Flash Gordon’ passa-se em 2030 e inicia-se com a queda de um meteoro que destrói uma das asas do aparelho onde seguem ‘Flash’ e a sua namorada, ‘Dale Arden’. Os dois saltam de pára-quedas e caem perto do laboratório do ‘Dr. Zarkov’. Resolvem partir para o planeta ‘Mongo’, de onde veio o misterioso meteoro, e é lá que conhecem o imperador ‘Ming’, com quem ‘Gordon’ irá travar sucessivas lutas. No quotidiano do trio, assiste-se ao desenrolar de outras aventuras por destinos desconhecidos.

Na banda desenhada que dá o mote para esta nova série, o protagonista simboliza o herói perfeito que luta incessantemente contra os tiranos. ‘Gordon’ tornou-se, naquela altura, o modelo da juventude: alto, louro e atlético.

Natália Costa com agências
www.correiomanha.pt

Ler também: Flash Gordon

1 Comments
Filed Under:

Em 1933, a King Features Syndicate abriu um concurso para descobrir personagens de quadrinhos que rivalizassem com Buck Rogers e Tarzan de sua concorrente, a Pulitzer Syndicate. Alex Raymond se inscreveu e ganhou, passando a desenhar Flash Gordon e Jim das Selvas (que completava a página) para o New York American Journal, a partir de um domingo, 7 de Janeiro de 1934. Poucas semanas depois, Raymond passaria também a desenhar o Agente Secreto X-9, outra encomenda da King Features para contrabalançar o sucesso de *** Tracy, da Pulitzer.

No Brasil, o primeiro capítulo (ou "prancha") de Flash Gordon no Planeta Mongo foi publicado no nº 3 do Suplemento Infantil do jornal A Nação, do Rio de Janeiro, em 28 de Março de 1934 (a partir do nº 15, o Suplemento passou a circular de forma independente com o título de Suplemento Juvenil). Depois de mais de 80 capítulos publicados em página dupla no Suplemento, em 1937 decidiu-se pela publicação de um álbum de luxo, contendo as primeiras 60 pranchas, do qual foram impressas três tiragens de 5000 exemplares, vendidos com absoluto êxito. Em 1987, a EBAL de Adolfo Aizen (fundador do Suplemento Juvenil) publicou uma edição comemorativa dos 50 anos do lançamento do álbum original.

Para saberem mais, cliquem aqui.
Ler também: Série de TV Flash Gordon

(Comments Off)
Filed Under:

Um papagaio que fuma charuto, veste colarinho e usa bengala faz as malas rumo a Hollywood. A legenda informa: "Walt Disney levou o papagaio." O macaco, um dos bichos que observam a cena, comenta: "Esse papagaio vai ser um sucesso de bilheteria; fotogênico, orador e, sobretudo: impróprio para menores..." O desenho de J. Carlos, considerado por muitos o maior cartunista brasileiro, foi capa da revista Careta em outubro de 1941, pouco depois de Disney ter feito um tour pela América do Sul.

No ano seguinte, Zé Carioca, o papagaio malandro da Vila Xurupita, surgiria no cinema em "Alô Amigos", ciceroneando o Pato Donald no carnaval do Rio. Em 1944, voltaria às telas, mais uma vez ao lado de Donald, em "Você já Foi à Bahia?" Nos filmes, coincidentemente, o louro fuma charuto, veste colarinho e se apóia em um guarda-chuva. Claro, também usa chapéu de palhinha e gravata borboleta, além de paletó. O contato entre J. Carlos e Disney está documentado e é praticamente consenso entre pesquisadores que, de alguma forma, Zé Carioca foi inspirado pelo artista brasileiro, cujo primeiro nome também é José.

A Seleções Reader’s Digest, revista americana publicada em todo o mundo, não teve dúvidas. Em edição de 1969, creditou a origem de Zé Carioca a J. Carlos. "Em 'Alô Amigos', Disney criou um novo personagem - o Zé Carioca, um papagaio inspirado num desenho do inesquecível caricaturista brasileiro J. Carlos, que Disney tentou levar para Hollywood para trabalhar em seus estúdios. O Zé Carioca de J. Carlos até hoje pode ser visto na Disneylândia."

Walt Disney desembarcou no Brasil com status de celebridade ao mesmo tempo em que a 2ª Guerra Mundial devastava a Europa. Veio acompanhado por uma equipe de desenhistas, músicos e escritores. No Copacabana Palace, onde se hospedaram, um estúdio foi montado. Disney, porém, não estava no Brasil apenas como homem de cinema.

A exemplo de outras personalidades, foi agente da política da boa vizinhança, o modo que o governo dos Estados Unidos encontrou para reforçar sua hegemonia no continente, estreitando laços afetivos por meio da indústria cinematográfica, em um período altamente conturbado. O arquiteto da viagem foi Nelson Rockefeller, coordenador de Assuntos Interamericanos no governo Franklin Delano Roosevelt, que financiou os filmes da Disney.

Em entrevistas a jornais da época, Disney anunciou que um dos objetivos da viagem à América do Sul era colher material para personagens e enredos. "Uma das minhas preocupações presentes é fazer coleta de material folclórico, de histórias populares, de canções e de temas musicais característicos, quer do Brasil, quer de outros países do continente, para em torno deles bordar alguns dos meus filmes", declarou Disney, segundo reportagem de A Noite Ilustrada.

Muitos artistas locais o assediaram em busca de uma oportunidade na meca do cinema. Mas Disney também fez a corte. Durante exposição organizada pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) do governo Getúlio Vargas, na Associação Brasileira de Imprensa, a equipe americana se impressionou com os desenhos de J. Carlos que tinham como tema o papagaio brasileiro. O episódio é relatado pelo cartunista Nássara, que participou da montagem da exposição, e foi incluído no artigo "J Carlos, O Cronista do Traço", de Isabel Lustosa, pesquisadora da Fundação Casa de Ruy Barbosa. O texto foi publicado nos Estados Unidos, na França e, no Brasil, no livro História e Linguagens.

"O trabalho de J. Carlos foi o que mereceu maior atenção de Disney. Conta o caricaturista Antônio Gabriel Nássara, um dos organizadores da mostra, que ‘no dia da exposição, dois fotógrafos da equipe do Disney começaram a fotografar aqueles painéis com caricaturas. Mas nos painéis de J. Carlos, eu pude observar que eles demoraram mais, principalmente nas folhas onde estavam desenhados os papagaios’."

Em seguida, Disney fez pessoalmente um convite para J. Carlos trabalhar em seus estúdios. A oportunidade veio em um almoço no Itamaraty, oferecido pelo chanceler Oswaldo Aranha. "(Disney) fez questão de sentar-se ao lado de J. Carlos. Naquela ocasião, ele convidou J. Carlos a integrar-se à sua equipe nos EUA.

J. Carlos não aceitou", relata Isabel Lustosa. Também consta de seu artigo a informação de que, mais tarde, um desenho de J. Carlos teria chegado às mãos de Disney: "O desenho de um papagaio vestido com o uniforme da Força Expedicionária Brasileira, abraçado ao Pato Donald vestido de marine". Mas, ressalva a pesquisadora, "isso nunca foi provado".

Um esboço desse desenho está em poder dos herdeiros de J Carlos. Na casa de um de seus filhos, Eduardo Augusto de Brito e Cunha, é possível ver uma reprodução. Cauteloso, ele não afirma de modo definitivo que o Zé Carioca é obra de J. Carlos. "Existe a hipótese de que o Zé Carioca tenha sido uma cópia do J Carlos. Eu não posso garantir", disse. "O Disney deve ter copiado o desenho, mas é uma coisa que ninguém pode dar certeza "

Em busca da prova concreta do "Zé Carioca de J. Carlos", a pesquisadora Tetê Amarante voou até a sede da Disney, em Burbank, na Califórnia, em 2002. Mas o desenho que teria sido modelo para o personagem não foi localizado por Tetê, neta do escritor Herman Lima, autor do primeiro livro sobre J. Carlos e da famosa "História da Caricatura no Brasil", editada em 1950. "O desenho do J. Carlos é muito próximo do Zé Carioca definitivo Mas não temos prova concreta para dizer que ele deu o desenho para o Walt Disney", disse.

Apesar de todas as evidências que apontam para J. Carlos cuja família jamais reivindicou algo da Disney, há outras pessoas dispostas a isso. Marcos Sampaio Guimarães alega que foi seu avô, Félix Sampaio, o autor do personagem. Para provar o que diz, Guimarães reuniu material durante anos e elaborou um dossiê em inglês, de 124 páginas: "The Parrot Brief". Guimarães acredita que, mais de 60 anos depois do surgimento do papagaio, pode obter uma vitória sobre a Disney na Justiça americana.(ae)

Fonte: www.cruzeironet.com.br

(Comments Off)
Filed Under:

A galeria de arte “A Mouraria” inaugura hoje, pelas 18h30, a instalação da autoria de Roberto Macedo Alves intitulada “Oculus Animi Index”. Uma mostra que, de acordo com a galeria, «pretende ser ao mesmo tempo uma instalação onde se utiliza a linguagem da Banda Desenhada combinada com ilustração, técnica mista, aguarela, pastel, entre outros.

Uma experiência interactiva, simultaneamente auditiva e visual, onde o espectador é convidado a acompanhar momentos pontuais da história da Humanidade desde antes da Criação (no sentido Bíblico) até o Apocalipse, visitando figuras conhecidas como Michelangelo, Júlio II, Beethoven, Dostoyevsky, Pio Nono ou Herbert von Karajan. Tentamos avaliar o papel do místico e do transcendente na arte e como este aspecto tem evoluído ao longo dos tempos», pode ler-se ainda na apresentação da instalação.

www.jornaldamadeira.pt

Iwao Takamoto trabalhou nos estúdios Hanna-Barbera, onde participou na criação das personagens dos Flinstones e desenhou Muttley. É também o autor do famoso Scooby Doo, cujo nome foi inspirado numa improvisação de Sinatra no tema “Strangers in the night”. Morreu aos 81 anos.

O desenhador norte-americano Iwao Takamoto, criador de personagens como Scooby-Doo e Muttley, faleceu segunda-feira aos 81 anos de idade.

Takamoto trabalhou nos estúdios Hanna-Barbera, onde participou na criação das personagens dos Flinstones e dos Jetsons e desenhou o cão Muttley. É também o autor do famoso Scooby-Doo, cujo nome foi inspirado numa improvisação de Frank Sinatra no tema “Strangers in the night”. Esta é, por ventura, a criação mais sonante do autor. Scooby Doo é um desenho animado produzido pela Hanna-Barbera que foi criado no ano de 1969 e que continuava até há muito pouco tempo a ser produzido.

O personagem principal é o cão Scooby-Doo, um desenho sobre as aventuras de uma turma de jovens detectives que viajam a bordo de um camião em busca de novos mistérios para serem desvendados. Quase sempre os mistérios envolvem a presença de fantasmas, porém nas primeiras temporadas do desenho os fantasmas eram sempre pessoas disfarçadas. Ainda recentemente, os canais de banda desenhada por cabo estavam a transmitir episódios.
Iwao Takamoto começou como animador assistente na Walt Disney, tendo colaborado na criação de filmes como “Peter Pan”, “101 Dálmatas” ou “Cinderella”.

Na década de 1960 passou dos estúdios da Walt Disney para os da Hanna-Barbera, fundados por William Hanna, falecido em 2001, e Joseph Barbera, que morreu aos 95 anos em Dezembro do ano passado.

Takamoto nasceu em 1925 na cidade de Los Angeles e era actualmente o vice-presidente da Warner Bros Animation.

Fonte: www.oprimeirodejaneiro.pt

A edição de 2007 do Festival Internacional de Caricatura - PortoCartoon, organizado pelo Museu Nacional da Imprensa (MNI) no Porto, terá como tema a «Globalização», foi hoje anunciado pelo MNI.
Segundo fonte do MNI, pretende-se que cartunistas em todo o mundo «reflictam com humor sobre o impacto que a globalização tem nos mais diversos sectores da sociedade, à escala mundial».

Em comunicado enviado aos OCS, a organização explícita que, para os cartunistas concorrentes que não queiram cingir-se ao tema globalização, existe a categoria de «Tema Livre».

Os vencedores da nona edição do PortoCartoon recebem um prémio monetário, o troféu do festival desenhado pelo arquitecto Siza Vieira, e garrafas especiais de Vinho do Porto.

O júri internacional do concurso, presidido por G. Wolinski, integra também a presidente da FECO (Federation of Cartoonists Organizations), Marlene Pohle, representantes do Ministério da Cultura, da Faculdade de Belas-Artes do Porto, do Museu Nacional da Imprensa e de eventuais representantes de outras instituições relacionadas com o cartoon.

O concurso está a ser divulgado internacionalmente através do Museu Virtual do Cartoon, em www.cartoonvirtualmuseum.org.

O PortoCartoon - World Festival é considerado pela FECO um dos principais certames de desenho humorístico do mundo.

Com periodicidade anual, o PortoCartoon foi lançado em 1999 com o tema «Descobrimentos e Oceanos».

Os trabalhos concorrentes ao IX PortoCartoon devem ser remetidos, para a sede do Museu Nacional da Imprensa, até 31 de Março.

1 Comments
Filed Under:

Aventuras contadas por uma criança feliz, em Banda Desenhada

Léo, o herói do livro, é um petiz aventureiro que resolve as suas dificuldades quotidianas com humor e mostra que o melhor remédio para a surdez é sorrir dela! Recorda-nos que o humor não tem língua e serve de alerta para a inadaptação e a ignorância da sociedade.
«Léo, o *** Surdo» é um álbum de banda desenhada único no género em Portugal, traduzido pela Surd’Universo –, da autoria de Yves Lapalu, que dá a conhecer com uma terna ironia a vida real de uma criança surda – experiência que ele próprio viveu. Embora de forma bastante reduzida, Léo dá uma imagem completa da vida de um surdo, sem nunca provocar pena ou raiva no leitor, mesmo se alguns dos nervos do Léo correspondam a uma revolta escondida…. Não contra a surdez, pois não há nada que alguém possa fazer, mas contra a inadaptação e uma certa ignorância da sociedade, que desconsidera o facto de o surdo até procurar tirar partido da surdez.

Isolamento
Vivendo situações simples do quotidiano familiar, de entretenimento e lazer, por exemplo, Léo alerta para o isolamento provocado pela ausência do ruído a que está sujeito e mostra como andar de metro pode tornar-se perigoso, praticar desporto muito pouco saudável, ver televisão um pequeno drama ou acordar uma tarefa duplamente árdua! Neste contexto, a Internet aparece como uma revolução para os surdos, equivalente à invenção do telefone para os ouvintes! Com a sofisticação dos programas de chat e a banalização da escrita em teclado, esta forma de comunicação já é cada vez mais rápida, comum, barata e até preferida pelos ouvintes.
“Estipulámos como objectivo a venda de 500 exemplares, por forma a assegurar o pagamento em Janeiro do empréstimo feito ao banco”, confessa Rui Pinheiro. A expectativa em torno deste projecto é grande, pois sendo banda desenhada, “destina-se a qualquer público, desde crianças a idosos, desde leitores assíduos a esporádicos, desde surdos a ouvintes! Logo, o mercado potencial é toda a gente”. E partilha um desejo: “gostaríamos muito que outras livrarias vendessem, em especial a FNAC que também é francesa (tal como o original da obra)”!

Comunidade surda
Estima-se que a população surda em Portugal conta actualmente com 10 a 15 mil surdos profundos e 100 a 130 mil deficientes auditivos (com surdez leve a moderada), no entanto, desconhecem-se os números ao certo. Segundo os Censos de 2001, a população surda representa 0,8 por cento da população portuguesa, o que dá umas 80 mil pessoas –sem incluir os milhares de idosos que ouvem mal mas não se assumem surdos.
Na prática, entre a comunidade surda em geral há noções um pouco difíceis de “quantifica”. A noção de pessoa surda dentro da comunidade surda está mais perto de ter uma conotação étnica do que de deficiência. Do tipo: eu sou surdo (como diria: eu sou português) e não deficiente auditivo. Isto varia de pessoa para pessoa e da identidade que cada um tem de si mesmo. As pessoas surdas em geral acabam por se concentrar nas associações de surdos e criam uma cultura própria: teatro de surdos, passeios de surdos, a língua gestual – o seu estudo, desenvolvimento, anedotas que só têm graça nesta língua.
O próprio Léo, por ter sido desenhado por um surdo, traduzido pela Surd’Universo que é uma empresa de surdos, acaba por ser mais um produto surdo.

Fonte: www.oprimeirodejaneiro.pt

Falar em crise a propósito do mercado da Banda Desenhada em Portugal já não é propriamente novidade. Depois do “boom” de 2002 e 2003, em que editoras como a Asa, Book Tree e Witloof, procuraram ocupar o espaço deixado vago pela crise da Meribérica, a tendência tem sido de queda constante, ano após ano. E se a Asa substituiu a Meribérica como a principal editora de Banda Desenhada franco-belga, editoras como a Witllof, Polvo e Book Tree, ou desapareceram, ou reduziram a sua actividade a um nível meramente residual.

Mas o facto mais marcante da actividade editorial no campo da BD em 2006 foi o quase desaparecimento da Banda Desenhada dos quiosques nacionais. Se a Devir acabou com as suas revistas da Marvel e a Edimpresa, que edita a Disney em Portugal, cancelou quase todas as suas revistas (com excepção da série “Witch”), a presença da Banda Desenhada nos quiosques resume-se agora quase só às importações da Mythos que, com o fim das séries “Dylan Dog”, “Martin Mystére” e “Dampyr” e a recusa da distribuidora em distribuir a série “Júlia”, se limita praticamente aos títulos protagonizados pelo cowboy “Tex”...

A explicação para esta situação é relativamente simples. Repletos de DVDs e outras promoções com preço de capa mais elevado e maior margem de lucro, os quiosques têm cada vez menos espaço para a BD, o que se reflecte negativamente nas vendas.

Obrigadas a imprimir grandes tiragens para conseguirem uma distribuição com um mínimo de visibilidade a nível nacional, as editoras vêm essas quebras das vendas tornar quase impossível rentabilizar os títulos que produzem. Claro que ainda há excepções, como a série “Lucky Luke” lançada com o jornal “Público” que foi um sucesso de vendas. Mas para esse sucesso muito contribuiu a forma como o jornal publicitou a colecção, ajudando à sua descoberta pelos potenciais interessados.
Mas fora dos quiosques há sinais que permitem algum optimismo, desde a continuação de um projecto como o “BD Jornal”, ou o sucesso de apostas na divulgação dos clássicos em edições cuidadas, como é o caso do “Príncipe Valente” de Harold Foster nos Livros de Papel, ou dos “Peanuts” de Charles Schulz na Afrontamento, ou aposta da Gradiva em outros tipos de BD para além das tiras cómicas, com o lançamento da série “Largo Winch” e de alguns trabalhos menores do grande Will Eisner.

E se a Devir acordou da sua recente letargia a tempo de lançar um punhado de novidades durante o último Festival da Amadora, com destaque para dois títulos assinados por Neil Gaiman (“Sandman” e “Orquídea Negra”) e para o novo projecto de José Carlos Fernandes, a série “Black Box Stories”, a Asa e a Vitamina BD prosseguiram com o seu ritmo de publicação habitual.

E a Editora de Pedro Silva viu mesmo nascer uma irmã gémea na nova BdMania Editora, que se estreou com dois títulos da Marvel e promete para 2007 a divertida série “Groo” de Sérgio Aragonês, entre outras coisas.

Mas a BDMania não é a única Livraria a dar origem a uma nova editora, pois também a Kingpin of Comics lançou dois títulos de autores portugueses, numa modesta tiragem de 200 exemplares, os mesmos que a Rui Brito Edições, que prossegue o trabalho das Edições Polvo, imprimiu das suas novidades. O novo sistema “print on demand” que possibilita tiragens tão reduzidas a preços competitivos, parece ser a solução ideal para as pequenas editoras como estas, ou para a El Pep, cujo mais recente título, “Fato de Macaco”, teve uma tiragem de apenas 100 exemplares, destinados só a livrarias especializadas e à FNAC.

Mas mesmo com a diminuição generalizada das tiragens, ainda há espaço para best sellers, como a adaptação de Paul Karasik e David Mazzucchelli da “Cidade de Vidro”, de Paul Auster, ou “Salazar” de João Paulo Cotrim e Miguel Rocha (que escolhi para ilustrar este artigo), ambos já em 2ª edição. Para além da qualidade intrínseca destes dois títulos, ao seu sucesso comercial não deve ter sido alheio o facto de terem conseguido captar um público mais vasto do que os tradicionais leitores de BD. E eu não tenho grandes dúvidas que a saída da crise actual passa pela conquista de novos públicos nas livrarias.

João Miguel Lameiras - www.asbeiras.pt

(Comments Off)
Filed Under: