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Autores G-H

JOSÉ ABRANTES
Lisboa / Portugal

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Entre os 3 e 4 anos de idade já fazia os seus rabiscos no papel que apanhava a jeito. No infantário, gostava de desenhar dinossáurios e outros animais. Um dia, um amigo do pai viu um mocho desenhado por ele e pediu-lho para o publicar numa rubrica juvenil do Diário Popular ou Diário de Lisboa (não se recorda bem); se tal aconteceu, foi o seu primeiro trabalho a ser editado.

Numa visita de José Garcês e Vasco Granja ao colégio Manuel da Maia, estes pediram para conhecer Zeta, a rapariga que tinha feito um desenho bastante interessante no caderno escolar (desenho que continua a guardar religiosamente com o autógrafo dos dois conhecidos autores). Zeta foi o seu primeiro pseudónimo.

Desde menino que os seus heróis preferidos eram o Mickey, o Tintim e o Serafim e Malacueco, desenhos de estilo humorístico que o marcaram para sempre. Quando conheceu Hugo Pratt, mostrou-lhe alguns desenhos realistas e algumas caricaturas. O “Mestre” rejeitou estas últimas, afirmando que era no desenho realista que estava o seu futuro... José Abrantes tentou durante um ou dois anos, mas desistiu... Não sentia vocação para tal e os desenhos eram francamente maus; o humor prevaleceu. Em 1975, desenhou três cartoons para a folha do CDS e, no Verão seguinte, uma tia convidou-o a colaborar na revista católica, O Farol, onde, com argumento de Isabel Mendonça Soares, desenhou algumas bandas desenhadas. Obteve assim o seu primeiro salário como desenhador de BD.

Foi a partir dessa altura que o seu trabalho começou a surgir e, com altos e baixos, José Abrantes foi ganhando o estatuto de argumentista, criativo, animador e desenhador. (Bibliografia ASA)

   

Trabalhos do autor

King kong
King kong
por José Abrantes
O enforcado
O enforcado
por José Abrantes
   

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