"BD Jornal" terá mais páginas e uso de cor num terço da publicação

A pós um ano de publicação mensal ininterrupta, o "BD Jornal - jornal de banda desenhada e não só" entra no seu segundo ano de vida remodelado, "porque os projectos não podem ser estáticos e imutáveis. Têm de ser capazes de realizar adaptações, conforme os ecos chegados do público e criando sinergias com outras entidades semelhantes", explica no editorial o seu director, Jorge Machado Dias.

Por isso, após um ano a apostar essencialmente na componente noticiosa relacionada com a 9ª arte, devido "aos fracos resultados de vendas apurados, o que mais nos motiva nesta fase é a publicação de banda desenhada". Contudo, irá manter-se o acompanhamento da actualidade.

Daí a redução de formato (para 24 x 32 cm), a melhoria do papel, o aumento do número de páginas (de 32 para 60) e o uso de cor num terço do jornal.

No 13.º número, já nas bancas, e que foi alvo de apresentação na 4ª edição da Feira Laica da Bedeteca de Lisboa, encontram-se "uma das 'Black Box Stories', de José Carlos Fernandes e Luís Henriques; 'BRK', um projecto de Filipe Pina e Filipe Andrade, que decorre entre Porto, Lisboa e Almada, que vai ser pré-publicada no 'BD Jornal' e que depois será editada em livro; e as primeiras pranchas da segunda aventura da bruxinha Morgana, de José Abrantes, que vai continuar, pelo menos, até à saída do álbum pela Gailivro".

Para os próximos números, continua a adiantar Jorge Machado Dias, "haverá uma história curta americana, cedida pela Devir, e, sobretudo, muita BD portuguesa que, mau grado as vozes dissonantes, se continua a produzir por estas bandas". E a prova é que "se quisesse incluir tudo o que já me enviaram, com qualidade suficiente para publicar, num único 'BDJornal', ele teria o triplo de páginas deste número 13".

A tiragem mantém-se "nos 5 mil exemplares", esperando Machado Dias que "nesta fase do 'BD Jornal', que corresponde, de algum modo, ao que os leitores vinham reclamando, as vendas subam bem para podermos pensar numa evolução em termos de qualidade e quantidade. Caso contrário, a aventura arrisca-se a ter um fim ditado pelo próprio público".

Artigo: F. Cleto e Pina - Fonte: Jornal de Notícias