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NOTICIAS DE CARTOON E BANDA-DESENHADA
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O desenhista Joseph Barbera, quem junto a William Hanna, criou grandes figuras do cinema e da televisão como "Os Flintstones", "Tom e Jerry" e "Zé Colmeia", morreu hoje - 19 de Dezembro de 2006 - aos 95 anos, informaram os estúdios Warner Brothers.

Barbera, que também deu vida a "Scooby-Doo", morreu de causas naturais, na sua casa, em Los Angeles, afirmou seu porta-voz, Gary Mieranu, segundo um comunicado da Warner Brothers.

Sua mulher, Sheila, acompanhou Barbera até o último minuto de sua vida, acrescentou o comunicado. Ele deixou três filhos de um casamento anterior.

Hanna, com quem Barbera criou desenhos animados como "Os Jetsons" e "Dom Pixote", morreu em 2001.

Os dois começaram a trabalhar juntos para os estúdios MGM na década de 1930. Mas seu primeiro grande sucesso veio na década de 1960, com a série "Os Flintstones" e as perseguições de Tom e Jerry.

Desde a Idade de Pedra, com os Flintstones, até o futuro, com os Jetsons, Barbera e Hanna "não foram apenas os astros da animação, mas também uma parte muito querida da cultura popular dos Estados Unidos", disse Barry Meyer, gerente executivo da Warner Brothers, ao saber da morte.

Barbera nasceu em 1911 no bairro de Little Italy, em Nova York.

Começou a desenvolver sua capacidade de desenhista e de criar histórias com seus personagens nos estúdios Van Beuren. De lá foi à costa oeste do país, após saber que a MGM estava desenvolvendo instalações dedicadas exclusivamente à animação.

Foi ali que conheceu Hanna e os dois criaram Tom & Jerry, figuras carismáticas que conquistaram para a dupla sete Oscars de Hollywood, 10 prêmios Emmy de televisão e vários prêmios religiosos por seu trabalho cristão.

Numa ocasião, comentando a criação dos Flintstones, Barbera contou que "Fred e Barney nasceram da idéia mais básica que existe em toda comédia, a do gordo e do magro, e nos primeiros esboços eles foram índios, vaqueiros, peregrinos, até romanos, até que surgiu a idéia de vestir os dois com peles".

Outro grande personagem foi Jerry, que teve sua primeira aparição no musical "Anchors Aweigh", dançando com Gene Kelly numa cena antológica do cinema americano.

"Joe Barbera foi um narrador apaixonado e um gênio da criação. Ao lado de seu parceiro Bill Hanna, foi um pioneiro do mundo da animação", disse o seu amigo Sander Schwartz, presidente do Departamento de Animação de Warner Brothers.

"As suas contribuições à animação e à indústria da televisão não têm comparação. Foi pessoalmente responsável pelo entretenimento de milhões e milhões de pessoas no mundo todo ", acrescentou.

Mas nem Barbera nem seu companheiro Hanna pretendiam fazer desenhos animados. A atividade entrou nas suas vidas por causa das dificuldades econômicas.

Originalmente, Barbera pensava em dedicar seus estudos à administração bancária. Mas começou a desenhar para revistas de caricaturas, para poder sobreviver. Hanna, que tinha estudado engenharia e jornalismo, teve que entrar no terreno da animação ao não encontrar o trabalho que procurava.

Fonte: www3.atarde.com.br

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«Os Lusíadas», de Luís de Camões, transpostos para banda desenhada pelo ilustrador Fido Nesti, de São Paulo, são uma das novidades da editora brasileira Peirópolis para a quadra de Natal.
«O meu maior desafio foi respeitar a métrica do texto de Camões ao levá-lo para o formato dos quadradinhos», disse Fido Nesti hoje à Lusa.

O livro, de 46 páginas, é uma releitura em banda desenhada que preserva o texto original de Camões.

«É um incentivo para levar as crianças a lerem os clássicos, uma forma de despertar a sua curiosidade e tornar-lhes acessíveis textos considerados difíceis e pesados», afirmou Fido Nesti.

O ilustrador, de 35 anos, confessou ter feito «uma redescoberta de Camões» ao contar em BD a obra máxima da poesia português.

Para esse trabalho, Fido Nesti escolheu alguns episódios do grande poema épico - «Inês de Castro», «O velho do Restelo», «O gigante Adamastor» e «A Ilha dos Amores».

«Os Lusíadas em quadrinhos» chegou ao mercado brasileiro há cerca de um mês acompanhado por uma colectânea de sonetos de Camões - «Versos de amor e morte», organizada pela crítica literária e professora de Literatura da Universidade de São Paulo (USP) Nelly Novaes Coelho.

Segundo a editora Peirópolis, a colecção trabalha, assim, «não só no sentido de traduzir para a linguagem visual um grande clássico da literatura, mas permite ampliar também o estudo da obra e seu contexto».

«Os Lusíadas em quadrinhos» é o segundo título da colecção «Clássicos em HQ» (banda desenhada), sendo o primeiro «Dom Quixote em quadrinhos», desenhado por Caco Galhardo.

A coordenadora da colecção, Denyse Cantuária, disse à Lusa que o primeiro livro da série teve uma aceitação muito grande - com compras de 32 mil exemplares este ano - e mostrou-se esperançada em que o mesmo aconteça com «Os Lusíadas».

Diário Digital / Lusa

Michel Regnier, cujo pseudónimo artístico mais conhecido é Greg, nasceu em Ixelles, nos arredores de Bruxelas (Bélgica), a 5 de Maio de 1931. Desde muito cedo, mais propriamente, desde a escola primária, que Greg passa a maior parte do seu tempo livre, a inventar, a contar e a escrever histórias, não se interessando pelas brincadeiras demasiado infantis, disparatadas e agressivas dos seus colegas de escola; assim, aquela ocupação, algo solitária mas saudável e estimulante, permite a Greg, por um lado, afastar-se destas más companhias e evitar os maus comportamentos, e por outro, desenvolver o gosto pela escrita.

Esta vocação e talento, revelados de forma tão precoce, acompanharão Greg pela vida fora, e constituirão o prenúncio de uma carreira extremamente produtiva e versátil na banda desenhada, carreira essa que iniciará, aos 16 anos de idade, através da série "As aventuras de Nestor e Bonifácio", publicada na revista belga "Em direcção ao futuro".

Por tudo aquilo que ficou escrito para trás, facilmente se conclui que Greg foi um dos mais prolíficos e fecundos criadores da banda desenhada franco-belga, tendo trabalhado numa grande variedade de géneros, desde o realístico ao humorístico. Na verdade, em 50(!) anos de carreira, este versátil e polivalente autor, abordou todos os géneros, na banda desenhada: humor, guerra/espionagem, aventura, "western" e ficção científica! (...)

Em jeito de tributo e de reconhecimento pela sua carreira, obra, arte e talento, Greg recebe, em 1987, o "Grande Prémio das Artes Gráficas" e, um ano mais tarde, é condecorado e feito "Cavaleiro das Artes e Letras". Já perto do final da sua carreira, Greg vende os direitos da sua famosa personagem "Achille Talon" à editora "Dargaud"; embora a personagem continue as suas histórias, Greg nunca mais a desenhará, nem voltará a escrever mais diálogos.

Entretanto, nos últimos anos da sua vida, Greg passa a desenhar cada vez menos, pois vai perdendo, progressivamente, a visão do seu olho esquerdo e, ao mesmo tempo, a sua saúde vai-se deteriorando, pouco a pouco. Em 1993, Greg publica, através do editor "Michel Lafont", o livro: "Ele pensa, logo existo", uma recolha de aforismos, onde Achille Talon está sempre presente. Em 1995, são reeditadas, através da editora "Glénat", histórias inéditas da série "Zig e Puce". No final de 1999, a editora "Dargaud" publica o livro "Diálogos sem bolhas", no qual Greg fala de si próprio, da sua carreira e obra, com destaque para os heróis nos quais trabalhou, numa conversa com Benoit Mouchart, um jovem formado em literatura e letras modernas. Greg morre, nesse mesmo ano, a 29 de Outubro.

Em jeito de balanço final, pode-se dizer que a principal e verdadeira ambição de Greg, foi sempre a de fornecer um meio de expressão gráfica que fosse portador de histórias tão sólidas e ricas em imaginação, como os melhores filmes de cinema ou os melhores romances clássicos. O percurso de Greg na banda desenhada, é, de facto, o percurso de um autor curioso e inventivo ao máximo, sempre desejoso de satisfazer a sua paixão de contar histórias. Foi, certamente, devido ao facto de não ter tido tempo de desenhar tudo aquilo que ele imaginava, que Greg multiplicou a sua colaboração com autores tão diferentes como, Claude Auclair, Michel Blanc-Dumont, Paul Cuvelier, Dany, Derib, ***, Franquin, Goscinny, Hermann, Eddy Paape, Tibet ou William Vance, só para citar alguns.

Julgo que será difícil, senão mesmo impossível, encontrar, entre os autores da banda desenhada (franco-belga e não só) do século XX, alguém que tenha escrito maior quantidade e variedade de argumentos que Greg! Quase me atreveria, inclusivamente, a interrogar se, alguma vez, voltará a aparecer um autor/argumentista com esta capacidade inventiva para escrever tanto e sobre qualquer género de histórias.

Fonte: www.comics-portugal.info; Contribuição de Alexandre Ribeiro

(Este texto foi reduzido por ser excessivamente extenso. Para acederem à sua versão integral cliquem aqui: www.comics-portugal.info)

André Franquin nasceu a 3 de Janeiro de 1924 em Etterbeek (Bruxelas) na Bélgica. Publica os seus primeiros desenhos em 1930 no diário La Nation Belge. Em 1942, ingressa na escola Saint-Luc de Bruxelas, na secção gráfica onde trava conhecimento com Eddy Paape. No outono de 1944, entra para o estúdio de desenhos animados CBA onde encontra Morris e Peyo. No ano seguinte, devido a Morris, publica desenhos nas revistas Spirou e Le Moustique.

O editor Charles Dupuis pedirá a Joseph Gillain (Jijé) de acabar a formação dele.
Em 1946, Jijé fá-lo entrar no Jornal Spirou. " Pela primeira vez, encontrava um adulto que não era um chato" - Jijé. Colabora na revista de escuteiros Plein-Jeu até 1947. Efectua um primeiro trabalho no “L’Almanaque Spirou 1947” (Fantasio et son tank). Depois sucede Jijé nas aventuras de Spirou e Fantásio a partir do episódio “Maisons préfabriquées”. O seu primeiro álbum data de 1948, onde agrupa quatro histórias (“Fantasio et son tank”, “Les Maisons préfabriquées”, “L’héritage de Spirou” e “Le Savant fou”).

Passa uma temporada no México e nos Estados Unidos com Morris e com a família Gillain (1949-1950).
Em 1950, desenha quatro histórias para o álbum “4 aventures de Spirou et Fantasio”. É o ano de “Il y a un sorcier à Champignac”. Segue-se uma longa série de álbuns...

Em 1952, aparecimento do Marsupilami no Spirou et les Héritiers. A partir de 1955 até 1959, desenha também para o jornal de Tintin (Modeste et Pompon). 1956, é lançado o álbum “Le nid des Marsupilamis”. Um dos maiores.

Gaston la Gaffe nasce a 28 de Fevereiro de 1957. Jidéhem colabora no cenário na passagem a tinta. Trata-se dum Gaston com roupa de domingo: cabelo penteado , papillon, fato e sapatos clássicos.

Em Março do mesmo ano, abandona já o papillon. " Criei Gaston para descansar na altura em que bloqueava no Spirou. Criei-o para ilustrar a minha preguiça. Até na altura da minha depressão, desenhei-o e descansava-me".

Trabalha imenso até 1961. Fica doente nesse ano e tem de interromper o desenho do álbum “QRN sur Bretzelburg”. É um período difícil onde continua no entanto a desenhar o Gaston.  1966, Gaston chega à primeira página da revista Spirou. 1967, desenha o seu último álbum de Spirou e Fantásio (Panade à Champignac). será JC Fournier que lhe sucederá, excepto para desenhar os Marsupilami. 1977, criação das “Idées Noires” no Trombone Illustré (suplemento da revista Spirou). 1982, último álbum de Gaston (La sage des gaffes nº 14). 1987 lança o Marsupilami na pista das aventuras em solo (Marsu Productions) 1990, projecto Tifous, uma série de desenhos animados apresentada na televisão. Franquin cria as personagens e efectua os desenhos preparatórios de 75 dos 78 episódios. 1996, lançamento do álbum nº 15 “Gaffe à Lagaffe” (Marsu-Productions). As últimas pranchas e ilustrações inéditas. Franquin festeja os seus 50 anos de banda desenhada.

5 de Janeiro de 1997, André Franquin deixa-nos. no ano do 40mo aniversário do Gaston. "Ainda gosto muito de desenhar", confessa a um diário belga. "fazer banda desenhada excitou-me muito. Fui um maníaco, realmente excessivo, durante anos. Para cada desenho, fazia uma multitude de rascunhos. É um bom hábito porque o gesto, a atitude são muito importantes na banda desenhada. A personagem deve ser um bom actor, expressivo. Também gosto do gag, encontrar ideias. Gosto de desenhar estes rascunhos de encenação de cada imagem. Cada etapa é um tipo de recomeço. Quando a prancha a lápis estava acabada, ainda tentava ver o que não estava bem. A passagem a tinta divertia-me também. Nunca me cansei do universo de Lagaffe."

Texto retirado do site da editora Witloof

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Nascido em 17 de Julho de 1932 na cidade argentina de Mendoza, Joaquin Salvador Lavado é, sob o nome artístico de Quino, o criador de Mafalda. Faz o seus estudos artísticos na Universidade Nacional de Cuyo e instala-se em Buenos Aires a partir de 1954. Envereda pela carreira de ilustrador e desenhador humorístico, colaborando profusamente na imprensa do seu país ('Esto Es', 'Avivato', 'Qué', 'Leoplàn', 'Vea y Lea', 'Cuatro Patas', 'Rico Tipo', 'Siete Dias', etc.). Em 1964 faz uma incursão única na banda desenhada e cria Mafalda, publicada inicialmente em 'Primera Plana' e, depois, em 'El Mundo' e 'Siete Dias'.

Apesar do sucesso retumbante desta criação — que é objecto de divulgação em muitos países do mundo —, Quino abandona definitivamente a sua personagem em 1973, não mais voltando ao mundo dos quadradinhos. Consagra-se desde então por inteiro ao desenho de humor, onde continua a dar até hoje a dar expressão ao seu finíssimo sentido de observação do mundo envolvente. A sua vasta obra está disponível em língua portuguesa (Edições Dom Quixote e Bertrand Editora). Ao contrário de outras bandas desenhadas que põem crianças em cena (caso dos Peanuts, por exemplo), Mafalda não é o retrato traumatizado e neurótico de uma geração inadaptada, mas um microcosmos onde se confrontam sonhos e angústias pessoais, mas também aspirações e inquietações colectivas.

Através do traço simples e eficaz de Quino, Mafalda é uma banda desenhada politica e socialmente comprometida com o seu tempo. Numa época em que o mundo dos adultos era incessantemente posto em causa pelas gerações mais novas, que aspiravam a um futuro diferente, as histórias de Mafalda eram uma outra forma de mostrar a manipulação e a moldagem das consciências individuais através de instrumentos tão temíveis como os meios de comunicação de massa (e, à cabeça de todos, a televisão), a escola ou a autoridade do Estado.

Texto: Luis Euripo (Revista do Consumidor)

Cliquem aqui para acederem ao Site oficial

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Mort Walker, de nome verdadeiro Addison Morton Walker, nascido a 3 de setembro de 1923, em El Dorado, Kansas, e criado em Kansas City, Missouri, é um dos mais conhecidos cartoonistas dos Estados Unidos, criador dos personagens Recruta Zero e Hi & Lois. Iniciou sua carreira de desenhador cedo: aos 11 anos de idade descobriu sua vocação para os cartoons e já se arriscava entre papéis e lapiseiras, além de desenhar para jornais de Kansas City.

Aos 20 anos de idade, em plena Segunda Guerra Mundial, foi convocado pelo Exército norte-americano, servindo no sul da Itália e alcançando o posto de primeiro-tenente. De volta à pátria, persistiu com seu antigo sonho de tornar-se um cartoonista de projeção nacional.

O surgimento do Recruta Zero
Por diversas ocasiões, seu trabalho foi rejeitado por grandes editoras de cartoons como a King Features Syndicate – até que, em 1950, criou um obscuro personagem chamado Beetle Bailey, um preguiçoso estudante universitário, que foi aceito pela King Features. A tira originalmente não foi das mais bem sucedidas: apenas 25 jornais americanos aceitaram publicá-la. Recebendo o equivalente a US$ 200 de royalties por semana, o desenhador sequer imaginava que seu personagem estava por ser descartado pela King Features, devido à pouca popularidade.

Mas a trajetória do personagem sofreu uma reviravolta quando, em 4 de setembro de 1950, Mort Walker decidiu, em uma tira, alistar seu personagem no Exército americano, aproveitando a repercussão da Guerra da Coréia. Em poucas semanas, cerca de uma centena de diários em todo o país acolheram a nova versão de Beetle Bailey. Curiosamente, um dos editores da King Features Syndicate confidenciou a Mort Walker: "se você tivesse trazido uma tira de humor militar da primeira vez que você nos contatou, nós não a teríamos comprado".

O personagem (desde então batizado no Brasil com o nome de Recruta Zero) logo ganhou popularidade devido a sua sátira ao rigor do cotidiano militar. Zero é um soldado raso deveras preguiçoso, sempre procurando escapar de seu superior imediato, o Sargento Tainha. Ao redor deles, há uma penca bastante heterogênea de outros personagens, em termos de comportamento e aparência. Inclusive, de acordo com o próprio autor, os defeitos e manias dos personagens são inspirados em suas experiências pessoais.

Mas nem o sucesso de Mort Walker com o Recruta Zero impediu que grupos de interesse atacassem a tira: em pelo menos uma ocasião, os quadrinhos do hoje folclórico personagem foram banidos da Stars and Stripes, a revista oficial do Exército norte-americano. O argumento usado pelos editores dessa publicação era duvidoso: o Zero estava ridicularizando demais o cotidiano dos soldados norte-americanos, servindo de mau exemplo. O que não impediu muitas famílias de militares americanos de mandar cópias das tiras, em geral recortadas de jornais.

Em 1992, uma tira retratando General Dureza, o comandante do quartel onde o Recruta Zero "serve", mostrou o comandante numa situação de assédio sexual; mais uma vez, Mort Walker teve sua tira censurada. Nos últimos anos, Mort Walker tem delegado a um de seus filhos, Gregory, a autoria de diversas tiras do Recruta Zero. Recebeu diversas homenagens da National Cartoonists Society (entidade que reúne desenhadors famosos nos EUA) por seus bons serviços prestados ao humor naquele país.

Citações:
"Uma grande jornada começa com um pequeno passo, mas cuidado com este passo: é o mais importante"
"Felizes são aqueles que riem de si mesmos, pois sempre terão com o que se divertir"
"Estou sempre tentando coisas novas. Afundar com o barco é coisa de heróis mortos"
"Alguém já disse que um diamante é apenas um pedaço de carvão que deu certo. Pois, para mim, essa tira (Recruta Zero) é um diamante em estado puro" (sobre seu personagem mais famoso).

Font: Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

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lucky.jpgMorris (Maurice de Bevere) - Criador do divertidíssimo cowboy Lucky Luke, o belga Maurice faleceu no último dia 16 de julho de 2001, aos 77 anos de idade, em conseqüência de uma embolia. Mais conhecido pela alcunha de Morris, o artista nasceu em 1º de dezembro de 1923 na cidade de Courtrai, Bélgica. Embora sua carreira tenha começado no meio publicitário, no qual trabalhou com animação durante a década de 40, Morris só começou a galgar os caminhos da fama quando criou, em 1947, um certo vaqueiro que disparava mais rápido que a própria sombra. O sucesso da história "Arizona 1880" fez de Luke um personagem fixo da revista "Spirou". Por sinal, os estudiosos do mundo dos quadrinhos se lembram com saudades desta revista, que reuniu um criativo grupo de quadrinistas conhecidos como "École de Charleroi" (em francês, a "Escola de Charleroi").

Nos anos 50, Morris se mudou para os Estados Unidos, onde morou durante seis anos. De lá, continou a produzir as aventuras de Luke e seu inteligente cavalo Jolly Jumper. Só quando voltou para a França é que conheceu o roteirista René Goscinny, criador do imortal gaulês Asterix. Os dois se tornaram parceiros e, a partir daí, as aventuras do caubói ganharam um ritmo inesperado. Surgiram os Irmãos Dalton, os onipresentes vilões da série, e o cachorro Matuto, sátira ao herói canino Rin-Tin-Tin. Depois da morte de Goscinny, em 77, Morris começou a publicar Lucky Luke na revista "Pilote", o último legado de seu amigo roteirista. Por mais que ele tenha tentado, em março de 74, uma revista própria com o herói (e que não deu muito certo...), o sucesso de Morris se deu mesmo nos elogiados álbuns —87, ao todo.

Lucky Luke virou desenho animado para o cinema e para a televisão (duas séries, em 84 e 91) e ainda um filme estrelado pelo comediante Terence Hill (da série "Trinity", com Bud Spencer), em 94. O personagem acabou traduzido para 30 idiomas e vendeu mais de 300 milhões de exemplares no mundo inteiro. Um dos prêmios de maior distinção que Morris recebeu por Lucky Luke foi uma medalha da OMS (Organização Mundial da Saúde), em 88, por ter trocado o cigarro que o caubói fumava por um pedaço de capim.

Por El Cid - www.a-arca.com

Bill Watterson é uma pessoa avessa à entrevistas, fotos e publicidade. Não há fotos disponíveis nem mesmo no Syndicate (empresa que faz a distribuição dos quadrinhos para os jornais) que controla os direitos autorais sobre a série. Dizem que ele se parace muito com o pai do peronagem Calvin.

Bill parou de publicar as histórias deste genial personagem em 1996. A última tira inédita foi publicada em 31 de Dezembro de 1995. Bill Watterson deixou milhares de fãs de Calvin & Hobbes orfãos. As tiras deste personagem foram publicadas em cerca de 2400 jornais espalhados pelo mundo.

Bill sempre quis manter total conrole sobre seus personagens. Quando ele assinou o contrato com a Universal, todos os direitos sobre os personagens , pertenceriam à editora e não ao artista. Essa foi a única maneira de ter seu trabalho publicado, já que duas outras companhias recusaram seu trabalho. Bill não tinha analisado direito as consequências até a tira começar a fazer sucesso. A partir daí que ele viu o problema em que estava metido.

Com o sucesso da tira a Universal começou apressionar Bill a abrir o licenciamento para produtos. Devido à todos estes problemas Bill chegou a desistir de publicar a tira de Calvin quando ela completou cinco anos. Mas devido ao seu contrato a Universal poderia trocá-lo por outro desenhista e escritor e licenciar tudo do mesmo jeito. Mas a empresa acabou resolvendo renegociar o contrato. Com este novo contrato em mãos, Bill teria total controle e não teria seus personagens estampados em qualquer coisa . Mas como Bill não queria que o merchandising dominasse seu trabalho e também devido aos problemas com o Syndicate , Bill acabou encerrando a produção das tiras de Calvin & Hobbes no dia 31 de Dezembro de 1995
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