A morte
Um casal morava no décimo sexto andar de um prédio, e o marido era viajante. O marido, sismado que a mulher o traía, resolveu investigar. Disse que iria fazer uma viagem, saiu de casa de manhã e, depois de umas duas horas, voltou. Bateu na porta e a mulher, pelada, gritando para o amante: "É meu marido!". O marido quebra a porta e entra gritando: "Cadê ele, que eu mato!". Saiu procurando e, quando chegou na sacada do prédio, só viu a ponta dos dedos. Pegou um taco de beisebol e deu-lhe duas pancadas na mão. Não conseguindo segurar, caiu lá embaixo, esborrachando-se no chão. O marido, ainda furioso e não contente, pegou a sua geladeira e jogou em cima. Ainda não contente, para saber se ele havia morrido, pulou atrás, morrendo também. Chegou na fila de ir para o céu ou não, mas só entrava no céu quem teve uma morte sofrida. Então o marido, na fila, e São Pedro pergunta para ele se ele teve uma morte sofrida, e ele respondeu que sim: "Saí para viajar e voltei pegando minha mulher nua e um homem pendurado na sacada. Peguei um taco de beisebol e dei-lhe uma pancada em cada mão, fazendo ele cair. Para ter certeza que tinha morrido, joguei minha geladeira e, não contente ainda, pulei para ver se realmente tinha matado ele." "Pode entrar para o céu." São Pedro perguntou para o segundo homem na fila qual tinha sido a morte dele, e ele respondeu: "Estava pintando o décimo sétimo andar em cima de um andaime quando quebrou a corda. Por sorte caí e consegui me segurar no décimo sexto, quando um filho da puta com um taco na mão me deu duas pancadas na mão. Não aguentando segurar, caí lá embaixo. O filho da puta, não contente, ainda jogou uma geladeira em cima de mim." "Pode entrar para o céu." E um terceiro homem, quieto na fila. São Pedro perguntou qual tinha sido a sua morte, e ele respondeu: "Não sei, só sei que estava dentro de uma geladeira."
