A veia
Um rapaz rico acaba de se formar em engenharia mecatrônica. O pai, mais que orgulhoso, decide fazer a vontade do moleque e lhe dá uma Mercedes benz zero.
A primeira coisa que o garoto faz é acelerar nas estradas de chão indo para a fazenda do primo rico. De repente, um caipira pede carona.
Inesperadamente, ele dá a carona ao jeca.
Parando o carro, ele ficou espantado com a pintura que reluzia em seus olhos.
Pergunta o jeca:
— Se me dá uma carona?
— Já dei, entra logo, pô.
Ao sentar no estofado, o jeca fala:
— Uai, sô, esse portrona é mai mole qui minha cama 10 veiz, sô.
E o jeca mala começa a perguntar tudo do carro, enchendo o saco do motorista, que já estava ficando irritado com aquilo tudo.
E o jeca continua, e continua... até perguntar da estrela que estava em cima do capô do mercedão. O cara, irritado, pensa: "E agora, que eu mato esse jeca do coração?"
Nervoso, diz o rapaz:
— Aquilo não é estrela, é uma mira para atropelar os outros.
Logo em seguida estava um vilarejo e lá havia uma velha senhora que atravessava a rua. O rapaz acelerou o carro em direção à geleia e, quando chegou bem perto, jogou o carro bruscamente para a esquerda e de volta para a direita. Quando ele olha no retrovisor, vê a velhinha (que mais parecia uma atleta olímpica com um salto mais mortal) para o carro, com o jeca dizendo:
— Eee, os seis da cidade grande são muito burro, mas seu num abro a porta se num pega veia!
