Baiano na construção
Diz que o Severino foi trabalhar na construção civil em Salvador. Arranjou um emprego de pedreiro no vigésimo andar de um novo edifício.
Aí foi dando aquela vontade de mijar, então perguntou ao colega:
— Ô Zéé, posso mijá aqui no chão mesmo?
— Pode não, vai ficá tudo fédendo aqui!
— Então aonde eu faço?
— Faça assim: suba naquela tábua e vá até a ponta dela, fora do edifício, que eu subo na outra ponta e seguro.
O Severino topou e pôs em prática o plano do amigo. Foi aí que o Zé, só pra assustar, resolveu dar uma tremida na tábua. Severino se desequilibrou e caiu, arrebentando-se lá embaixo.
Aconteceu o funeral e o Zé foi preso como acusado. Durante o julgamento, todas as testemunhas diziam: "o Zé é um homem honesto", "o Zé não fez de propósito", etc.
Aí então apareceu um velhinho como testemunha e foi logo dizendo:
— Olha, o réu não conheço não, mas acho que o falecido era um tarado!
— Por quê? — indagou o juiz.
— Porque eu tava tranquilo lá no décimo andar erguendo uma parede quando de repente vejo ele passar despencando com o pinto na mão e gritando: CADÊ AQUELE VEEAAAAADDOOO!!!
