Dor de dente
Dor de dente
Os dentes são adoráveis
Mastigam muitas coisas puras
Mas às vezes são insuportáveis
Que damos tchau às doçuras
Chega a dor de dente
Aquele em que o matuto diz oxente
Ela dói muito na gente
E a gente fica doente
Parece que não para de doer
Como um rato que não para de roer
Como o povo que não quer deixar de ser
E a gente manda logo se foder
Ficamos desesperados
Vontade só de arrancá-los
Com tudo desarrumado
Enfim, tudo lascado
Não adianta, está tudo perdido
Isto está muito ardido
Tá muito compadecido
Ai meu Deus, eu tô fudido
A dor é muito lerda
Sempre é uma dor esperta
Sempre dói na hora certa
E eu mando todos à merda
Essa não passa
Eu vou jogar baralho
Tentar comer alho
Isso dói pra caralho
Hoje tem almoço
Sempre como osso
Mas hoje dói até o pescoço
Estou mesmo é no fundo do poço
Só posso comer coentro
Sempre comia chuchu
Agora dói lá dentro
E vão tomar no cu
Achei a solução:
Amarrar o dente na porta
O fio agora não corta
Acabou o sofrimento
E para finalizar
No cu vocês vão tomar
Dentro, fora, dentro, fora
Comi tu e fui embora
Aê, galera, o site tá muito dez! Estou apenas tentando contribuir... esta poesia fiz para fazer o site crescer... Valeu, aê!
