Encontro das feministas
Na convenção anual feminista, foram selecionadas três representantes de cada país para dar um depoimento de como seus maridos haviam mudado a forma de tratar suas respectivas esposas.
Representando a Alemanha, a Sra. Hilda era só alegrias:
— Meu marido não fazia nada, só queria saber de beber cerveja e assistir ao futebol. Certo dia dei um basta, não lavei mais a roupa, a louça, nem arrumei a casa. No primeiro dia, não vi nada, no segundo dia, não vi nada, mas no terceiro dia... A casa estava limpa, a roupa lavada e passada, e meu marido havia preparado um belo e saboroso chucrutzs.
As feministas ficaram eufóricas e aplaudiram de pé Hilda.
No segundo depoimento, representando Portugal, estava Maria.
— Pois bem! Manoel era pior! Não trabalhava, passava o dia todo na padaria do amigo e chegava à noite, virava-se para o lado e dormia como um porco fedorento. Dei um basta... No primeiro dia não vi nada, no segundo dia não vi nada, mas no terceiro dia... Manoel estava lindo, maravilhoso! Arrumou um emprego e à noite fizemos amor como jovens apaixonados.
A convenção foi ao delírio, umas gritavam com fúria:
— Viva as mulheres! Nós vamos dominar o mundo.
E finalmente, representando o Brasil, estava Raimunda.
— Comigo não foi diferente — disse Raimunda. — O Zé enchia a cara de cachaça de segunda a segunda e não podia ver uma mulher que ia logo cafungar no cangote da bichinha. Encostei ele na parede e dei um basta, falei sério mesmo, olhando nos olhos. No primeiro dia não vi nada, no segundo dia não vi nada, mas no terceiro dia, os olhos já estavam desinchando, reparei que não havia perdido muitos dentes, até que percebi que já podia andar.
A convenção foi encerrada e as mulheres foram para casa preparar a janta para seus respectivos maridos.
Fim.
