O caipira
O caipira adorava pregar peças nos outros. Um dia o caipira disse:
— Hoje eu passo a perna naquele farmacêutico bobalhão.
Chegando na farmácia, ele diz:
— Seu Sfrondido, o senhor precisa me ajudar — fala o caipira.
— O que que você tem? — diz o farmacêutico.
— Ahh! Seu Sfrondido, eu não sinto meu palar, não sinto cheiro e nem me lembro o que eu como — diz o caipira.
O farmacêutico disse:
— Volte aqui amanhã que eu vou te dar um remédio que é tiro e queda.
E o caipira vai morrendo de rir, jurando que tinha enrolado o farmacêutico.
No outro dia o caipira se segurando pra não rir é examinado por um exame bem demorado e o farmacêutico conclui:
— Já sei qual é o seu problema.
E o farmacêutico volta com uma bolinha preta na mão e diz:
— Tome, coloque esse remédio embaixo da língua.
E o caipira põe o remédio na boca, quando... de repente:
— Berg!!!!! É bosta de cabrito!
E o farmacêutico diz:
— Viu só? Você já se recuperou, já está sentindo o gosto, o cheiro, e a sua memória já está ótima.
