O guarda-roupas maldito
O pai do garoto havia saído de casa, e ele ouve sua mãe conversar baixo pelo telefone marcando um encontro com alguém.
Quando sua mãe vai para o quarto para tomar um banho, o garoto aproveita este momento e se esconde no guarda-roupas, para ver com quem sua mãe se encontraria.
Passaram alguns minutos e chega um sujeito que não é o seu pai. Ele e sua mãe se beijam, transam e, quando se preparavam para dormir, eis que o pai do garoto chega.
Mais que depressa o sujeito se esconde no guarda-roupas, onde estava o garoto que havia presenciado tudo.
O garoto diz:
— Tá escuro aqui!
O sujeito, preocupado com a chegada do marido da mulher, fala baixinho:
— Tá, mas cala a boca!
O garoto fala:
— Eu tenho uma luva de beisebol.
O sujeito:
— O que eu tenho com isso?
O garoto:
— Quer comprá-la?
O sujeito:
— Não, e cala a boca!
O garoto:
— Então eu vou sair daqui e contar para o meu pai o que você estava fazendo com a minha mãe.
O sujeito, preocupado, fala:
— Quanto custa?
O garoto:
— R$ 500,00 (quinhentos reais), porque foi meu pai que me deu no dia do aniversário de 10 anos.
O sujeito:
— Tá louco, é muito caro, não vou comprar!
O garoto:
— Tudo bem, então vou sair daqui e...
O sujeito:
— Tá bom, tá bom! Aqui está o dinheiro!
Passaram os dias e novamente, após a saída do marido, a mulher estava marcando outro encontro, e o garoto ouvindo tudo. E lá estava o pestinha no guarda-roupas vendo tudo.
De repente o pai do garoto chega, e lá vai o sujeito para o guarda-roupas.
O garoto:
— Tá escuro aqui!
O sujeito, como já conhecia a história, perguntou:
— O que você tem pra vender desta vez?
O garoto:
— Uma bola de beisebol, que meu pai me deu quando fiz 11 anos e por isso custa R$ 200,00 (duzentos reais).
O sujeito:
— Tá caro, mas não tem jeito! Toma o dinheiro!
No dia seguinte o pai do garoto manda ele pegar a luva e a bola de beisebol para jogarem, e ele responde:
— Não dá, pai, porque eu vendi.
O pai fala:
— Vendeu aquelas porcarias, por quanto?
— Por R$ 700,00 (setecentos reais) — respondeu o garoto.
O pai ficou com muita raiva e achou que aquilo que o menino fizera foi um pecado mortal, que o garoto deveria pedir perdão a Deus, e levou-o à igreja para se confessar.
Quando o garoto entrou no confessionário, falou:
— Tá escuro aqui!
O padre, mais que depressa, respondeu:
— Não me venha com este papo que hoje não estou fazendo nada, seu pestinha.
