O naufrágio
O navio afundou e o brasileiro, o português e a mulher dele foram os únicos sobreviventes do naufrágio.
Eles nadaram, nadaram e foram parar numa ilha deserta que só tinha um coqueiro.
Ao chegar lá, o brasileiro pensou:
— Puxa vida, tamos ferrado. Só tem nós aqui, esse coqueiro e uma mulher só, a desse português. Eu tô doido pra transar. Esse portuga vai tomar chifre.
Aí o brasileiro falou:
— Ô Manoel, só tem nós nessa ilha. É muito perigoso. Eu tenho a seguinte ideia: a gente sobe nesse coqueiro, fica uns 3 dias lá vigiando se aparece algum navio ou inimigo. Eu vou primeiro, depois você. OK?
— Ora pois. É uma boa ideia. Eu fico a cá com a Maria, depois de 3 dias subo.
Aí o brasileiro subiu e o Manoel e a Maria lá embaixo. Passou umas horas e o brasileiro falou:
— Aí, hein, Manoel!! Mandando ver na Maria!
— Esse brasileiro deve estar doido, né, Maria? — disse o Manoel.
Passou outro dia, o brasileiro:
— Aí, Manoel! Tá mandando ver na Maria, hein! Você é garanhão mesmo!
— Esse brasileiro está vendo coisas, Maria. Ele pensa que nós estamos a cá a transar, pode?
No 3º dia o brasileiro continuou repetindo a mesma coisa, foi quando o prazo dele acabou, e ele desceu:
— Manoel, agora é sua vez de subir e vigiar. Não apareceu nenhum navio.
— Pois bem. Lá vou eu.
Foi só o portuga subir, que o brasileiro passou uma conversa na Maria e começou a transar com ela.
O Manoel lá de cima viu aquela cena e pensou:
— Ora raios! Não é que esse brasileiro tem razão. Aqui de cima dá a impressão de que ele está transando com minha mulher...
