O predestinado
Um corno chega ofegante e desesperado numa delegacia, entra porta adentro e fala para o delegado:
— Seu delegado, quero fazer uma denúncia de adultério, agora, neste momento. Pois peguei a minha mulher com outro homem na nossa cama.
E o delegado:
— Calma. Calma. Calma. Primeiro, antes de fazer o boletim de ocorrência, tenho que identificá-lo. Seu nome?
E o corno:
— Carlos Cornelho.
— Profissão?
— Corneteiro.
— Endereço?
— Rua das Cornetas, 23.
— Bairro?
— Cornopia.
O delegado, meio assustado, faz outra pergunta:
— Meu amigo, cá pra nós, qual é mesmo o seu signo?
E o pobre coitado, sem pestanejar, responde:
— CAPRICÓRNIO.
O delegado:
— Então, meu amigo, esqueça tudo e vá para casa, que você não foi vítima de um adultério e sim um predestinado.
