Pai do vento
Seu Jorge era casado com dona Didi, a qual estava grávida de seis meses. Todos que os encontravam na rua os congratulavam pela criança.
Aos nove meses, dona Didi já estava preocupada por não sentir nenhuma dor e náuseas.
Passaram-se 11 meses e nada da criança nascer; foi então que resolveram ir ao médico.
Chegando lá, quando abriram a barriga de dona Didi, saiu um monte de vento e nada mais.
Aí todos na rua só chamavam seu Jorge de pai de vento, o que o deixava muito nervoso. Até que um dia ele começou a dar porrada em todo mundo que o chamava assim.
Essa brigaiada acabou virando um problema sério no bairro. Um dia, o Jorge encontrou-se com o sacerdote da comunidade, que, depois de uma bela conversa, fez ele prometer que não iria mais atacar ninguém que o chamasse assim. Horas depois, o sacerdote ouve vários tiros. Corre para a rua e encontra seu Jorge ainda com a arma na mão ao lado de um corpo. O sacerdote pergunta:
— Você não disse que não iria mais fazer mal a ninguém por causa desse apelido?
E Jorge responde:
— Me chamar de pai do vento eu não ligo mais não. Mas pedir meu bilau emprestado para encher pneu de caminhão já é muita sacanagem!!!
