Quando ele morreu
Quando Tião morreu, ele deixou um testamento e explicava direitinho o que a mulher deveria fazer com seus pertences.
Tião era bem dotado, e sua esposa adorava, era louca por uma chupada. Quando ele morreu, estava no testamento que sua esposa devia cortar seu pênis, pendurar na parede e, quando ela fosse passar na frente do pênis, deveria chupar e dizer: "Que falta eu sinto do resto", como dizia o testamento.
Daí, um tempo depois, chegou um novo morador no prédio, era um negrão, um mulato grandão, e ele reparou no ritual que essa mulher fazia todos os dias no tico do falecido. Ele entrou na casa dela enquanto ela se vestia, arrancou o tico do dito, fez um buraco na parede que dava com o lugar certo lá e botou o próprio bilau no buraco. Esperto o cara, até.
Poucos minutos depois, ela aparece na sala, e o ritual iria se repetir, pois ela enxergou aquilo e não acreditou: como poderia estar daquele jeito? E logo ela foi analisar: mas era branco, por que ficou preto?
Ela ia botar a boca, quando parou e pensou: será que está podre? Mas eu cuidei bem até agora, não poderia ter estragado.
Num surto de raiva por estar daquela cor, ela foi até o armário, pegou um facão e cortou fora o bilau do negão.
