A sorte entre aspas
O dono da fazenda estava passando as férias na cidade.
O telefone tocou:
— Alô, quem fala?
— Sou João, da fazenda.
— Que aconteceu?
— Sabe aquele seu papagaio?
— Sim!
— Ele morreu.
— Morreu como?
— Comeu carne estragada.
— Quem tá dando carne pra ele?
— Ninguém. É o seu joquei morto.
— Como ele morreu?
— Num incêndio.
— Do quê, sô!
— Da fazenda.
— Como?
— Da vela.
— Que vela o quê, na fazenda usamos energia elétrica.
— Não, é do velório da sua sogra.
— Ah! Que bom!
