Creme de leite
Adolfo tinha uma namorada e estava louco para traçá-la, só que ela avisou:
— Antes do casamento eu não dou.
Então ele falou:
— Vamos casar, então.
Se casaram e ele estava doidinho para afogar o ganso, molhar o biscoito. Mal terminou o casamento, ele entrou em seu fusquinha e foi logo encostando na beira de um morro e dizendo:
— Mulher, vai ter que ser aqui.
E ela:
— Cria vergonha, eu não sou nenhum objeto seu, eu só dou se for em um motel.
Ele ficou furioso e disse:
— Então vamos para um motel.
Rodaram a cidade inteira, só que como era final de ano, estavam todos lotados. Resolveram sair da cidade.
Depois de algumas horas na estrada, avistam um posto. Param, perguntam ao frentista se ele conhece algum motel por perto.
— Não, meu senhor, não existe nenhum motel por essas redondezas.
E ele:
— Mulher, vai ter que ser no carro, eu tô doidinho.
E ela:
— Não quero nem saber, vai ser em um motel.
Então seguiram em frente mais algumas horas de viagem e outro posto.
Ele:
— Seu frentista, tem algum motel aqui por perto?
— Não, meu senhor, não existe motel por essas redondezas.
Ele:
— Então, minha querida, vai ter que ser no mato mesmo, ao ar livre.
Ela:
— Nem pensar, eu quero é em um motel.
Quando já iam saindo, o frentista falou:
— Olha, desculpe eu me intrometer, mas eu tenho um quartinho nos fundos do posto, só que tem um beliche e o meu amigo Carlão está dormindo lá.
E ele:
— Não tem problema, moço, você é um anjo.
O moço:
— Só peço que não façam muito barulho para não acordar o Carlão.
Os dois desceram do carro e Adolfo disse:
— É, chegou a hora, vai ser aqui.
Depois de muita insistência, ela aceitou e foram para o quartinho.
Chegando no quartinho, ele já foi logo tirando todos os trajes de casado, rasgando a roupa dela, chupando seus peitos, jogou ela em cima do beliche, e ele começou a gemer:
— Oh my God... ohhh... goodd.
E ela:
— Amor, nós vamos acordar o Carlão desse jeito.
E ele:
— Eu não quero é nem saber.
Ela:
— Vamos fazer o seguinte: quando der a vontade de gemer, você fala o nome de uma fruta, ok?
— Ok!
E aí começaram:
— Ai, minha pera, ai, meu melããão, minha uuuva, meu abacaaata, minha jabuticaaaba, meu quiui, meu umbu.
Nisso, o Carlão acorda puto da vida e grita:
— Oh, seus filhos de umas putas desgraçadas, vamos parar com essa salada de fruta aí, porque o creme de leite está caindo todo na minha cara.
