Eu vou suicidar
Um doidinho subiu em uma árvore e falou que ia se suicidar.
O povo, olhando aquilo, começou a gritar:
— Desce daí, mudinho... Desce daí, mudinho.
E o mudinho gritava:
— Eu vou suicidar.
O povo chamou o Corpo de Bombeiros.
O Corpo de Bombeiros tentou... tentou e nada.
E o mudinho gritava:
— Eu vou suicidar.
Então tiveram uma ideia: chamaram a mãe do doidinho.
Ela, chegando lá, começou a chorar e a gritar:
— Desce daí, meu filho, não suicide.
Mas parece que o mudinho não ouvia.
Continuava a gritar:
— Eu vou suicidar.
Então chamaram um padre...
O padre, chegando lá, fez o sinal da cruz e começou a sua oração, e pedia a Deus que não deixasse um filho seu suicidar... Então pediu a ele:
— Desce daí, meu filho.
E o mudinho falava:
— Eu vou suicidar.
Então pensaram: se a gente trouxer um doido do manicômio, talvez consigamos fazer eles se entenderem, aí o doidinho desce da árvore.
Foram lá, buscaram o mais louco de todos.
Chegando lá, o doido olhou para o lado do doidinho em cima da árvore e fez o sinal da cruz.
Ele, fazendo aquilo, o doidinho desceu da árvore.
O padre, vendo aquilo, começou a aplaudi-lo e a gritar:
— Parabéns, você fez ele descer com o sinal da cruz.
O doido olhou para ele e falou:
— Que sinal da cruz o quê? Eu falei para ele: ou desce, ou eu corto a árvore. Aí ele desceu.
