Linguiça de burro
O português chegou ao Brasil e montou um negócio da China: linguiça de burro. O negócio funcionava da seguinte maneira: o portuga botava o burro na máquina, rodava a manivela e saía linguiça do outro lado. O negócio teve uma excelente aceitação no mercado e o português fez fortuna no Brasil. Passaram-se 30 anos, o velho já cansado mandou um telegrama para Portugal para o filho vir tomar conta dos negócios, enquanto o pai ia descansar em Coimbra, Portugal.
Só que o menino era muito esbanjado e começou a desperdiçar as linguiças, botando em excesso na máquina, e com isso não estava tendo vazão e elas estavam se apodrecendo. Aí o portuguesinho imaginou: vou botar as linguiças na máquina estragada para sair burro do outro lado, para não ter prejuízos. Nisso ele botava linguiça na máquina, rodava a manivela e nada de sair burro do outro lado; botava linguiça na máquina, rodava a manivela e nada de sair burro do outro lado. Puto da vida, ele manda um telegrama para Portugal e pergunta para o pai:
— Esta porra de máquina deve estar com defeito. Eu estou cá a botar linguiça na máquina e não sai burro. Mande a resposta com urgência, desde cá agradeço.
Passa uma semana e chega o telegrama de Portugal, do velho:
"Manoelzinho, filho da puta, a única máquina que papai sabe que entrou uma linguiça e saiu um burro foi a buceta da tua mãe, filho da puta."
