Melhor amigo tem vez
Tô corno, tem um amigo.
Certo dia o maridão chega em casa e escuta um barulho estranho vindo de seu quarto. Ele, com calma, vai em direção ao quarto no maior silêncio e, de repente, escuta um gemido forte: era sua mulher com seu melhor amigo, o amigo do peito.
— Mulher ingrata — diz ele —, te dei de tudo, ainda que fosse alguém desconhecido, mas logo meu melhor amigo, ele a quem dei casa e comida quando ele precisou. Mas essa eu não vou perdoar. Eu sei que você saiu com o Paulão da esquina, mas ele ainda se arrependeu e me contou.
Eu vou, eu... eu não tenho nem palavras para dizer isso, mas vou dizer!
— Vai pra casinha, réx, cachorro desgraçado, seu vira-latas falso, seu pequinês de meia tigela, e se eu te enxergar com as patas sujas em cima da cama de novo, eu te mato!
