O guarda de trânsito
Um português veio passear no Brasil e, por infelicidade, teve que atravessar a Avenida Brasil, em dia de muito trânsito. Naquele local havia um guarda controlando o trânsito, e o português não estava conseguindo atravessar, pois o guarda não parava o trânsito. Depois de quase quatro horas à espera, o português não aguentou e se dirigiu ao guarda:
— Por favor, seu guarda, eu estou há quase quatro horas querendo atravessar e o senhor não parou o trânsito.
O guarda virou para o português e disse:
— Meu amigo, eu posso parar o trânsito, mas vai lhe custar R$ 50,00.
O português deu os cinquentinha ao guarda e pôde atravessar. Quando o português retornou para Portugal, comentou com um patrício seu, dizendo que os guardas haviam lhe cobrado R$ 50,00 para parar o trânsito para atravessar. O patrício virou e disse:
— Quando você voltar ao Brasil, não se dirija ao guarda. Espere encostar uma mulata toda gostosa, de coxas grossas e de bunda empinada, pois o guarda irá parar o trânsito para ela atravessar e você atravessa junto. É só questão de inteligência.
Dez dias após, o português voltou ao Brasil e foi direto para o local, com o propósito de sacanear o guarda. Ficou esperando e, de repente, o guarda avistou o português e pensou: vou tomar mais R$ 50,00 daquele panaca. Nisso, encostou uma mulata, daquelas de fechar o comércio, pernas grossas, peito farto, bunda grande, saia curta. O português se aproximou e ficou esperando o guarda fechar o sinal para a mulata. Passou uma hora, duas horas, três horas, quatro horas e nada do guarda parar o trânsito. O português então resolveu se dirigir à mulata e disse:
— Como é, mulata, vamos?
A mulata respondeu:
— Claro! Vamos, eu cobro R$ 1.000,00.
O português virou e disse:
— Então eu vou com o guarda, que é R$ 50,00.
