O promesseiro
Um carioca soube pela internet sobre o Círio de Nazaré, que acontece todo ano, no segundo domingo de outubro. Curioso, fez questão de vir a Belém para pagar uma promessa. Chegando em Belém, no hotel em que ficou hospedado, perguntou de que forma ele poderia pagar uma promessa. A recepcionista lhe falou:
— Olha, moço, os mais corajosos pagam suas promessas indo na corda.
Mais curioso ainda, o carioca perguntou:
— E de onde sai a corda?
Prontamente, a recepcionista lhe falou que sai da Igreja da Sé e faz todo o percurso até o CAN (Centro Arquitetônico de Nazaré), mas você tem que chegar cedo, devido ao grande número de promesseiros.
Lá pelas 04:00 horas da manhã o carioca partiu para a Igreja da Sé e foi direto perguntando onde estava a corda das promessas. Sendo indicado:
— É ali, onde estão todos agarrados.
Não contando estória, o carioca fechou os olhos, estendeu o braço e agarrou. Lá pelas 07:00 horas começa a romaria rumo ao CAN. Alguém fala:
— Levantemos a corda em homenagem a Santa.
Nesse momento o carioca escuta um barulho: AAIII!!!
Ele pensa: alguém se machucou. Naquele purra-em-purra, ele ouve gritos e lamúrias. Ao chegar ao CAN, depois de quase 04 horas de peregrinação, o carioca larga a corda. No mesmo instante, cai um outro promesseiro. Preocupado, o carioca vai até ele e pergunta:
— Meu amigo, o que tá acontecendo?
O promesseiro responde:
— Porra, bicho, tu vem puxando o MEU CULHÃO DESDE A SÉ ATÉ AQUI.
Imediatamente o carioca retruca:
— E por que você não falou nada?
Indignado, o promesseiro responde:
— PORRA, EU PENSEI QUE FOSSE UMA PROMESSA TUA.
