Pau de arara
Um dia de segunda-feira, um caminhão de pau de arara estava levando um monte de caipira trabalhador e tombou ao lado de um rio.
Logo em seguida chegaram a polícia e os médicos.
E um médico disse:
— Esse está morto.
E os companheiros sobreviventes tacaram os mortos no rio:
— Vai, Jão, vai se cumida pra peixe.
— Esse tá vivo — disse o médico, colocando o cabra na ambulância.
— Esse tá morto.
— Vai, Joaquim, vai fazer compania pra Jão.
— Espere, eu tô vivo!
— Cala boca, sô, qué sabê mais que doto!! E tha no rio.
