Piru de vento
Em uma certa vila, todos os vizinhos estavam aguardando um novo casal de moradores; fizeram aquele churrascão de boas-vindas.
Após o término do churrasco, na primeira noite de amor na nova casa, João engravidou Maria.
No primeiro mês a barriga já parecia uma gravidez de 3 meses; no segundo mês parecia 6 meses; o povo da vila já começava a zoar João.
Fizeram um bolão pra ver quem acertava quantos filhos Maria estava esperando; a maioria dizia 5, outros 4, 3, mas ninguém menos que 3.
Chegando os 9 meses, Maria não conseguia nem andar; João teve que chamar o médico pra fazer o parto em sua casa. O povo do bolão aguardava ansioso pelo parto. O médico chega, abre a barriga e... fuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu, só sai vento e uma criança. Aí pronto, ninguém acertou o bolão, mas povo de vila é um povo zuador: botaram o apelido de João de PIRU DE VENTO.
Onde João passava era PIRU DE VENTO,
PIRU DE VENTO, PIRU DE VENTO, PIRU DE VENTO, onde João entrava era PIRU DE VENTO.
João já não aguentava ser chamado pelo apelido; foi até uma loja de armas e comprou um 38 e prometeu que quem chamasse ele de PIRU DE VENTO ele mataria.
PIRU DE VENTO, pá, matou um.
PIRU DE VENTO, pá, matou outro.
Depois de 5 mortes ele se arrepende, vai à igreja, conversa com o padre, e o padre reza por ele e pede pra que ele reze 10 pai-nossos e 10 ave-marias. João obedece e, acabando, vai embora, quando o padre de repente escuta um tiro do lado de fora, sai correndo pela igreja e diz:
— João, João, você acabou de sair daqui falando que não ia matar mais ninguém.
E João responde:
— Ah, seu padre, me chamar de PIRU DE VENTO eu não ligo; agora pedir meu PIRU emprestado pra encher pneu de bicicleta é sacanagem.
