Carta de uma mãe portuguesa
Meu querido filho. Escrevo-te algumas linhas apenas para saberes que estou viva. Estou-te a escrever devagar, pois sei que não sabes ler depressa. Não vais reconhecer a nossa casa quando voltares. Teu pai leu no jornal que os acidentes acontecem a vinte quilômetros de casa, por isso a gente mudou-se. Não te posso mandar a morada, porque a última família que aqui viveu levou os números com ela para não terem de alterar a morada. Temos uma máquina de lavar roupa, mas não trabalha muito bem. A semana passada pus lá 14 camisas, puxei a corrente e nunca…