Negão leproso
Prenderam um português na mesma cela que um negão leproso. Na primeira noite juntos, caiu a unha do negão e o português começou a estranhar a situação; na segunda noite, caiu o dedo do negão e o português só observando; na terceira noite, caiu a mão do negão e o português ficando desesperado; na quarta noite, quando caiu o braço do negão, o português não aguentou, pegou uma canequinha e batia nas grades chamando pelo carcereiro.
O carcereiro veio e disse:
— Que barulheira é essa, português?
E o português, cochichando, disse:
— Não é querendo ser cagueta não, mas acho que o negão aí tá querendo fugir aos poucos.
