As pulgas
Certo dia, Joaquim e Mário estavam em sua casa, o cachorro Lip.
Mário, que era uma pulga forte toda malhada, falou para o Joaquim:
— Ó Joaquim, vamos mudar de vida.
E o Joaquim respondeu:
— Vamos.
Então pularam do cachorro e começaram a caminhar, até que avistaram uma mulher muito gostosa. E José respondeu:
— Vamos subir nesse animal estranho.
E Joaquim diz:
— Vamos.
E eles subiram e começaram a explorar. Só que a mulher estava indo para casa, onde o seu marido a esperava.
Joaquim, que era todo sarado, falou para José:
— José, vamos explorar aquela mata lá em cima.
E ele disse:
— Vamos, cara.
Quando chegaram na cabeça da mulher, José respondeu:
— Poxa, como é alto!
E foi então que Joaquim avistou os seios da mulher e falou:
— Veja duas montanhas, vamos até lá.
Chegando nos seios da mulher, Joaquim falou:
— Olha, tem mais terrenos para explorarmos.
A mulher, chegando em casa, foi logo tirando a roupa e falou para o marido:
— Amor, estou pelada, vem que o bife de duas beiradas já está prontinho para sua linguiça.
Então Joaquim disse:
— José, você ouviu este barulho?
E ele respondeu:
— Que estranho, hein!
Foi então que a mulher se deitou, e José disse:
— Terremoto! Vamos, Joaquim, nos abrigar naquela piscina.
Joaquim, como era o mais fraquinho e não queria mostrar que estava com medo, falou:
— Vamos explorar logo todo esse território.
E, descendo do umbigo, José avista uma pequena mata e fala:
— Joaquim, olha essa mata, e tem até um túnel.
Joaquim, para não demonstrar que era medroso, disse:
— Deixa que eu exploro esse túnel e você me espere aqui fora.
Joaquim, lá dentro da vagina da mulher, fala:
— Como está escuro aqui!
E o marido chega e começa a fazer amor com a mulher e penetra o pênis na vagina dela. E, como Joaquim estava lá dentro, sentiu um empurrão nas costas e disse:
— Ei, quem é você?
E não respondeu. De novo recebeu outro empurrão e ele respondeu:
— Ei, cara, quer brigar?
Foi então que ele levou outra porrada. E Joaquim deu um soco nele, dizendo:
— Vem, cara, vem para a briga, não foge não, seu covarde! Tu vai e volta, toma mais essa, toma mais essa! O que você cospe, seu covarde, bichona, frouxo!
E quando ele sai do buraco, resolveu avisar seu amigo José, dizendo:
— Pô, José, eu estava travando uma batalha lá dentro com um cara e ele me cuspiu e depois fugiu.
E o José respondeu:
— Pior fui eu, que fiquei segurando dois sacos de batata que caíam do céu.
