Azarado
Bar de periferia. Muitos fregueses bebendo. Valentão entra. Chega-se ao balcão e pede uma dose. Segura o copo e grita bem alto: — Cambada de filho da puta! Prestem atenção! Quando eu bebo ninguém mais bebe! Saca dois berros e faz vários disparos ao teto. Todos saem correndo. Menos um sujeitinho baixinho, sentado no canto mais distante do balcão, um copo cheio à frente. O valentão se aproxima dele. Encosta-lhe o trabuco à cabeça. Berra-lhe: — Não me ouviu, filho da mãe? Quando eu bebo, ninguém mais bebe! Pega o copo do baixinho e bebe tudo. Então, o…